Grécia: Como planejar a viagem dos sonhos.

Depois que fiz minha (primeira) viagem para a Grécia, muita gente veio me procurar, pedindo dicas e informações de como se virar no local, o que visitar, como chegar, quais os custos, etc. Com isso em mente, achei que seria legal dar uns toques aqui no blog, já que pesquisei bastante antes de montar a minha viagem dos sonhos, e encontrei algumas informações úteis e também tenho minhas próprias dicas que quero compartilhar com vocês.

Pôr-do-Sol em Oia.

Pôr-do-Sol em Oia, Santorini.

Quando ir à Grécia

Recomenda-se visitar a Grécia no período de fim de maio a junho, ou lá pra setembro/outubro, pois o clima é mais ameno, e as ilhas não estão tão cheias de turistas. Eu fui no início de julho e passei 15 dias. Não achei que estivesse tãao cheio assim mas, sim, estava bem quente. Não vou mentir que não gostei, pois estava com saudade de curtir um calorzinho na beira do mar e eu sou de Salvador, né, então, pode botar 40 graus aí que eu aguento…

Como chegar

Pode-se chegar à Grécia por Atenas, em vôos de companhias grandes, ou por algumas das ilhas, em vôos de companhias low cost. Como nas viagens para a Grécia geralmente se visita Atenas e mais algumas das ilhas, eu recomendaria chegar por uma ilha (ou por Atenas), e ir embora por outra, pra evitar ter que voltar para a mesma ilha (ou para Atenas) somente para ir embora. O preço das passagens vai subindo de acordo com a temperatura. Quanto mais “pro meio” do verão, mais caras elas ficam. Ex: comprei a passagem de ida (UK-Grécia) por £53, mas se deixasse pra ir uma semana mais tarde, não encontrava nada abaixo de £170!

Como se movimentar entre as ilhas

Para ir de uma ilha à outra, a melhor opção é pegar o ferry. Existem dois tipos de ferry: um que faz o trajeto em x horas e custa y, e o outro que faz o trajeto em x/2 horas e custa 2y. Como as principais ilhas não ficam tão próximas umas das outras e a viagem, além de ser longa, é uma viagem balançando e sacolejando em cima do mar, eu recomendo fazer um sacrifício e pegar o ferry mais rápido. A passagem custa, em média, uns 50 euros. Os tickets podem ser comprados online e recolhidos no porto, antes do embarque. Alguns sites cobram taxa para fazer a reserva. Comprei por esse aqui, que não cobrava.

OBS: Os ferries da Blue Star não dão direito a assento reservado, tem que sentar pelas cadeiras que ficam no deck. Se o trajeto for muito longo (ex: mais de 10 horas), há a opção de pegar uma cabine, mas tem que pagar a mais.

Ferry na Grécia.

Ferry na Grécia.

Dentro do Ferry.

Dentro do Ferry (assentos reservados).

Quais ilhas visitar

Existem muitas opções de ilhas gregas que são verdadeiros paraísos, com aquelas construções branquinhas e o mar bem azul, mas, infelizmente, não dá pra conhecer todas elas de uma só vez. As mais famosas são Santorini e Mykonos. A primeira é mais romântica e tem umas praias bem exóticas, enquanto a segunda é a ilha da curtição e tem aquelas praias de água tão limpa que parece de mentira. Além dessas, existem outras também conhecidas, com lindas vilas e praias maravilhosas, e que ficam menos cheias de turistas.

Depois de escolher as ilhas, é bom montar a viagem colocando-as em ordem de acordo com o mapa, para fazer tudo em um sentido só, e evitar passar tempo desnecessário no mar. O trajeto que eu fiz foi Creta-Santorini-Mykonos-Atenas-Rhodes. Só voltei pra Rhodes porque a passagem pro UK saindo de lá estava muito mais barata que a de Atenas, mas não recomendo fazer esse trajeto, pois a viagem é muuuito longa (mais de 16 horas) e SUPER desconfortável – a não ser que você tenha dinheiro para reservar a cabine.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Como se movimentar dentro das ilhas

Para quem está viajando em grupo – ou mesmo em dupla- pode valer a pena alugar um carro ou ATV (aquelas motinhas invocadas de praia), para poder conhecer mais coisas em menos tempo. Nos centros das ilhas existem várias empresas que alugam carros, e muitas nem pedem a carteira internacional. Os preços variam muito de ilha para ilha.

Apesar da facilidade de alugar carro, andar de ônibus pode sair muito mais barato. O transporte público nas ilhas é até eficiente, e eles intensificam muito nas épocas de abril a outubro, para atender aos turistas. As passagens geralmente custam entre 1,60 a 2,5 euros e também variam bastante de ilha para ilha. Para economizar, o bom é escolher acomodações próximas às estações centrais de ônibus, pois, por serem ilhas, geralmente só há um local onde passam mais de uma opções de destinos. Caso contrário, pode ser necessário sempre pegar mais de um ônibus para chegar ao local desejado.

Quantos dias passar em cada local

Em cada uma das ilhas, pra dar pra aproveitar bastante e com calma, o bom é passar uns 3 dias completos. Já para Atenas, em 2 dias já dá pra conhecer os principais pontos, que ficam todos a uma distância caminhável uns dos outros.

Como economizar nas ilhas

Gente, almoçar uma comidinha gostosa em um restaurante à beira-mar, ouvindo o som da lira não é caro. Pasmem, mas achei os preços iguais aos de um restaurante comum simples nas outras cidades que visitei. Os pratos típicos gregos custam entre 6,5 e 9 euros e são bem deliciosos, vale a pena provar cada um deles. É prática na Grécia colocar o cardápio com os preços grudado do lado de fora do restaurante, assim, você já escolhe mesmo pelo preço e não tem surpresas depois.

Os mercadinhos das ilhas geralmente são bem caros, então é bom procurar onde fica o mercado grande mais próximo e dar um pulinho para comprar bastante água (tap water na Grécia não é bebível) e merendas para passar o dia na praia #farofeira.

O que levar para as ilhas

É bom levar o protetor solar, pois nas ilhas eles custam os olhos da cara. Não leve mais do que uma calça jeans, porque você não vai aguentar usar de tanto calor. Leve ao menos um casaco, pois as vezes venta muito à noite e faz um friozinho. NÃO ESQUECE A CÂMERA, POR FAVOR! E também não vai me esquecer de levar o bikini – a menos que você esteja indo para Mykonos pq aí nem precisa usar nada…

No mais, aproveite bastante a viagem, e confira os relatos detalhados dos lugares que fui:

Atenas, a cidade das oliveiras.

Creta, a primeira ilha grega.

Santorini, a ilha do vulcão e das praias exóticas.

Mykonos, a ilha da liberdade.

Beijos!

Lenita

Atenas, a cidade das oliveiras.

Chegamos ao porto de Piraeus, em Atenas, no fim da tarde e lá mesmo pegamos o metrô para o centro. Para descobrir onde fica a estação de metrô, tem que sair perguntando ou seguindo o fluxo, pois não tem sinalização nenhuma, nem mesmo na porta do negócio. O ticket custa 1,70 euros.

É importante lembrar que Atenas é a capital de um país que está em crise. Portanto, a situação lá é diferente das demais capitais européias. As ruas são todas pixadas, cães vira-latas estão por toda a parte e as praças e esculturas danificadas não são restauradas por falta de verba. Na rua que é a “Oxford Street” de Atenas, lojas falidas fechadas, lojas vazias e o único tipo de comércio em expansão é o de penhora.

Apesar de tudo, a cidade tem uma beleza que está acima de todos os maus tratos consequentes da crise. Atenas tem uma beleza histórica. Quando estava ainda na fase de planejamento da viagem, fiquei triste ao ver em vários blogs pessoas dizendo que Atenas era decepcionante, e que valia gastar a maior parte do tempo nas ilhas. Ok, vale passar a maior parte do tempo nas ilhas, porque lá tem PRAIAS lindíssimas, mas Atenas é linda também, e é quase mágico estar nos locais onde a civilização foi fundada, onde surgiu a democracia, onde nasceu uma cultura tão forte, que mesmo quando dominados, fez dos gregos um povo dominante. Atenas é linda demais.

Atenas vista da Acrópole.

Atenas vista da Acrópole.

O interessante em Atenas, é que pra tudo há uma explicação lógica e outra mitológica. Sempre acho as explicações mitológicas mais legais, então são as únicas que eu gravo na cabeça, haha. A cidade leva o nome da deusa que nasceu da TESTA de Zeus (oi?). Houve uma disputa entre ela e Poseidon, para ver quem seria o protetor da cidade. Cada um deu ao povo um presente. Poseidon bateu com seu tridente na rocha e fez jorrar uma fonte de água, mas a água era salgada, então não foi uma idéia muito útil. Atena, por sua vez, fez brotar da terra a primeira oliveira, e ensinou ao povo como tratar e extrair o azeite. Aí, sim, bem mais legal :). Todo mundo gostou, e o nome da cidade ficou Atena, a deusa da sabedoria, da guerra, da justiça e de mais um monte de coisas aí…

O ponto mais alto da visita a Atenas (literalmente) é a Acrópole. Passamos pela frente de manhã e a fila estava enoorme. Voltamos de tarde e já estava bem mais tranquilo, nem pegamos fila. Teríamos que pagar 12 euros para entrar, mas o ticket valia por alguns dias (3, eu acho) e serve para ver mais 3 atrações. Achei barato. O melhor de tudo é que quando chegamos e mostramos a carteirinha de estudante, não precisamos pagar nada! :). Também funcionou em todas as outras atrações que visitamos na cidade.

A Acrópole era o centro religioso da Grécia antiga. Lá é que fica o Partenon, o templo da deusa Atena, o teatro de Dionísio, o Propileu, dentre outras coisas. Para completar a visita à Acrópole, é necessário visitar o museu da Acrópole, que fica bem em frente e tem ar condicionado.

Partenon.

Partenon.

Templo de Atena. Achei tão lindas essas colunas. As originais ficam no museu (uma delas está aqui, no British Museum, god knows why).

Templo de Atena. Achei tão lindas essas colunas. As originais ficam no museu (uma delas está aqui, no British Museum, god knows why).

Teatro de Dionísio.

Teatro de Dionísio.

Bem próximo ao museu fica uma rua com vários restaurantes legais, alguns com preços até amigáveis. Comer em Atenas é muito barato. Com 3 euros dá pra comer um Gyros Pitta (lascas de frango ou porco com batata frita e um molho branco, tudo enrolado dentro de um pão árabe) com refrigerante.

No pé da Acrópole tem uma pedra enorme, o Areópago, onde foi julgado Orestes, após ter matado a própria mãe (conhece a história do voto de Minerva?). O Areópago era tipo um tribunal formado por membros da aristocracia grega, onde quem era julgado não tinha direito a apelação. Lá também foi o local onde o apóstolo Paulo pregou para os Gregos, para tentar convertê-los ao cristianismo. Lá de cima dá pra ter uma vista linda da cidade e da Acrópole lá em cima.

Eu e a Acrópole lá em cima.

Eu e a Acrópole lá em cima.

Em baixo da Acrópole fica a Ágora antiga e o templo de Hefesto, que é uma das construções mais bem conservadas da cidade.

Templo de Efesto.

Templo de Hefesto.

Descendo a montanha, fica a região de Monastiraki, que é cheia de lojinhas de bijouteria, roupas e lembrancinhas de Atenas – tudo muito baratinho. Seguindo para o outro lado, fica a região de Plaka, com restaurantes e lojas maiores e mais caras. Próximo dali, está o parlamento grego, onde acontece a troca da guarda às 11h. Nem estávamos muito interessados em acompanhar, mas a gente tava por ali na hora certa, então decidimos ficar. E valeu a pena. Olha só a roupa que os caras tem que usar (foco no sapato):

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Troca de guarda no parlamento grego.

Dancinha.

Dancinha.

A “dancinha” que eles fazem é bem esquisita e demorada. Foi uma experiência única na minha vida ter visto aquilo. Não sei como eles não ficam com vergonha, porque os turistas dão muita risada na cara deles.

Também fomos ao National Garden, que é um parque lindo, próximo ao Arco de Hadrian e ao templo de Zeus, onde esqueci de tirar fotos :(.

Ficamos hospedados no Economy Hotel, que, como o próprio nome diz, foi barato. O hotel era bem arrumadinho e tinha até um café da manhã decente. Ficamos próximos à estação de Monastiraki, em uma região que também tem uns hostels. De dia a área é bem movimentada, mas à noite a vizinhança fica meio sombria então não é bom se embrenhar muito pelas ruas.

Aproveitamos até os últimos minutos passeando pela cidade, antes de pegarmos o metrô de volta para o porto de Piraeus. Antes de ir embora da Grécia, decidi dar uma chance e provar o frozen yogurt pela primeira vez na vida. Gente, como é que em 21 anos de existência eu nunca soube que existia coisa melhor que sorvete? É claro que a parte de ser mais light não conta pra mim, já que eu entupi de chocolate, oreo e caramelos. Hmm…

Fui embora de Atenas feliz e realizada, depois de ter feito a viagem dos meus sonhos e tomado o sol todo do verão em 15 dias (fiquei com uma marca linda de chinelo nos pés).

Adeus, Grécia! Quando eu for uma engenheira rica, eu volto.

Adeus, Grécia! Quando eu for uma engenheira rica, eu volto.

OBS: Quando eu chego de volta na Inglaterra, nego vem dizer que aqui tava tendo onda de “calor”. RISOS.

Beijos!

Lenita

Mykonos, a ilha da liberdade.

Mykonos é uma ilha pequena, com apenas 10mil habitantes e que vive principalmente do turismo. É a favorita de muitas celebridades (nas praias, eu ficava o tempo todo de butuca, mas não vi ninguém) e também dos gays e do pessoal vida loca.

Chegamos lá pela manhã, depois de uma viagem terrível em um ferry pequeno e que subia e descia mais que montanha russa. Como atrasamos mais de uma hora, tivemos que ficar esperando Teo (do Hotel Teo) vir nos buscar, em sua mini-kombi saculejante.

Bem pertinho do hotel fica a praia de Platis Gialos, que parece de mentira de tão linda que é. Por ser pequena, a praia fica bem cheia à tarde, mas voltamos no dia seguinte cedo e praticamente ficamos com a praia só pra nós.

Platys Gialos

Platys Gialos

As praias de Mykonos são cheias de vendedores, como as de Salvador. O pessoal vende óculos, relógio, canga, bolsa Louis Vuitton, DVD pirata.. me senti em casa! As praias são conectadas entre si por alguns atalhos nas pedras, por onde os vendedores andam para ir de uma praia a outra. Basta seguir eles, e não tem erro.

De Platis Gyalos, passamos pela praia de Agia Anna (Santa Ana), e fomos parar em Paranga. Estávamos tentando chegar em Paradise, mas não conseguimos encontrar. Na volta para o hotel encontramos uma australiana que sabia o caminho para chegar em Paradise e aí voltamos com ela para a praia. Ela estava por lá fazia um mês, trabalhando. Ela disse que já estava de saco cheio, e que os gregos eram péssimos e pagavam mal, quando pagavam. Segundo ela, eu e Rafael, depois de formados, temos que ir trabalhar nas minas na Austrália, que dá muito dinheiro. Blz.

Conversa vai, conversa vem, depois de ela dizer que não ia pro Brasil sozinha por que não sabia falar espanhol e perguntar se o Brasil ficava perto ou longe dos Estados Unidos, finalmente chegamos à Paradise Beach, a praia mais famosa de Mykonos.

Paradise Beach (foto que achei no google).

Paradise Beach (foto que achei no google).

A praia parece normal, mas uma parte do pessoal gosta de ficar bem à vontade por lá. Não tô falando de topless não, tô falando de ficar peladão(ona) mesmo! No começo eu fiquei meio impressionada, mas depois acostumei. Nem tirei foto da praia, porque fiquei com medo de alguém se sentir “invadido” e achar ruim. E também, eu gostei mais de Platys Gialos, achei mais bonita. E nem é porque me dava gastura quando eu estava na água e vinham aquelas mulheres sem a parte de cima, entrando no mar.

Depois de fritar muito no sol, resolvemos almoçar lá pela praia mesmo, no Paradise Restaurant, que é self service, com comida boa e bem baratinho.

Á tarde, pegamos o ônibus, que custa 1,6 euros e está sempre lotado, e fomos para o centro, conhecer os moinhos de vento. Ficamos por lá para ver o pôr-do-sol, e depois fomos passear na Mikri Venetia (pequena Veneza).

Moinhos de vento.

Moinhos de vento.

Mikra Venetia.

Mikri Venetia.

No centro da cidade, que é todo branquinho e com piso de pedras, ficam várias lojinhas de artesanato, barzinhos e lanchonetes com comida boa e barata.

Centro de Mykonos.

Centro de Mykonos.

O dia seguinte já era o dia de ir embora :(.

Como o horário do ferry era às 14h, deu pra passar a manhã na praia de Psarou, que é linda e calminha.

Praia de Psarou.

Praia de Psarou.

Depois de almoçarmos,  Teo e sua mini-kombi nos levaram de volta para o porto, onde nos despedimos de Mykonos e pegamos o ferry para Atenas.

Beijos!

Lenita

Santorini, a ilha do vulcão e das praias exóticas.

Chegamos ao porto de Athinios, em Santorini, ainda de manhã. O trajeto Creta-Santorini foi super tranquilo, em um ferry grande e chiquezinho (ui) e durou pouco mais de duas horas. O pessoal do hotel foi buscar a gente lá no porto (em Sanorini e Mykonos eles costumam fazer isso), o que foi muito bom pois nas ilhas é meio difícil de usar o transporte público logo no começo.

Santorini é uma ilha montanhosa, cuja maior parte habitada fica no topo das montanhas. De frente para a ilha fica um vulcão (que ainda está em atividade, detalhe), que anos atrás entrou em uma grande erupção e dividiu o que era uma ilha só em três. A maior delas é Santorini, depois Thirássia e a outra é o próprio vulcão. Acredita-se que é daí que surge a história de Atlântida, a cidade que desapareceu no mar em um dia. Atlântida seria a civilização Minóica que habitava a ilha na época e que foi destruída por terremotos e tsunamis, deixando apenas uma cratera coberta de água entre as ilhas. Acredita-se que os moradores da ilha foram embora antes de ela sumir do mapa, provavelmente logo quando começaram os terremotos, pois não foram encontrados ossos humanos e nem objetos de ouro durante as escavações.

Fira, Santorini.

Fira, Santorini.

O Vulcão de Santorini

O Vulcão de Santorini

Ficamos hospedados em Fira, que é a principal vila, em um hotel chamado Vila Anemone. O hotel era bem legal e ficava a 10 minutos do centro, mas como a ilha é uma montanha, sendo que o centro é no topo, quanto mais afastado do centro for o local, mais se tem que subir, e a subida é bastante íngreme, então eu não recomendaria esse hotel só por isso.

Geralmente quem vai pra Santorini fica em Fira ou em Oia, que é uma outra vila. Fira é maior, mais movimentada e com mais opções de hotéis e restaurantes baratos. Oia tem mais hotéis luxuosos e os restaurantes são mais caros também. Em Fira fica a estação de onde partem os ônibus para todas as praias e os principais pontos de Santorini. O sistema de ônibus da ilha é muito bom, por sinal. Todos os ônibus são confortáveis e com ar-condicionado e o valor da tarifa varia entre 1,6 a 2,2 euros, dependendo do lugar para onde se está indo. Todos os pontos de ônibus têm uma timetable com os horários. Alugar carro/moto/ATV também é uma boa opção para circular pela ilha, e os preços são bons.

Já no primeiro dia, depois de chegar no hotel, largar as malas e botar o bikini, partimos para a praia de Kamari. As praias de Santorini são o que há de mais exótico na face da terra. Não sei se é por conta da tal história do vulcão, mas as praias de lá são as mais diferentes que já vi na vida.

Kamari é uma praia de areia preta e água azulzinha, que fica próxima à vila de Kamari. A praia é bem popular e cheia de espreguiçadeiras e sombreiros que dá pra alugar. Na beirada ficam vários restaurantes com preços até bons, e também lojas e hotéis chiques. Ficamos umas horas na praia e depois, como ainda faltava muito para escurecer, decidimos encarar a longa e interminável subida para o sítio arqueológico de Tira antiga, que é onde ficava a capital da ilha antigamente.

Kamari Beach

Kamari Beach

Vila Kamari

Vila Kamari

Muita chiquesa, mas eu fiquei foi na canga mesmo, haha.

Muita chiquesa, mas eu fiquei foi na canga mesmo, haha.

A subida (360m) é realmente muito íngreme e tem dois caminhos: 1. o do carro, que é pela pista, mais fácil e bem mais longo e 2. o bem mais curto, que é uma escalada pelas pedras, e quando chega no final, na verdade ainda está na metade (onde os dois caminhos se juntam e ainda tem subida como a zorra). No dia em que fomos estava ventando muito, e o vento empurrava a gente na direção do penhasco. Tinha horas que a gente tinha que ficar abaixado, de cócoras, esperando o vento passar, ou então ele ia levar a gente embora. Sério.

Fira antiga, 35 min.

Fira antiga, 35 min.

Na metade do caminho.

Na metade do caminho.

Depois de muito subir, chegamos lá e damos de cara com o museu fechado. Pelo menos valeu a vista de Kamari lá de cima.

No dia seguinte foi a vez da Red Beach (os próprios gregos chamam assim). A praia realmente é vermelha!

O ônibus deixou a gente no pé de uma praia próxima, e de lá tivemos que andar por cima de umas pedras para conseguir chegar até lá. No meio do caminho, nos perdemos (a gente sempre se perde, mesmo quando não tem como se perder) e aí um cachorrinho nos encontrou e nos ajudou a chegar à praia. Como já disse, as ilhas gregas são entupidas de cachorros que não são de ninguém, e são de todo mundo ao mesmo tempo. Eles encostam em um turista, e seguem ele forever, até que apareça alguém mais interessante. Ouvi dizer que já teve muito turista que foi seguido na caminhada de Fira até Oia (mais de 10km).

O Cão-Tour seguindo Rafael

O Cão-Tour seguindo Rafael

Tinha lido na internet que a praia ficava super lotada depois do meio dia, então acordamos bem cedinho e pegamos o primeiro ônibus que ia pra lá. Quando chegamos lá, a praia estava bem vazia, uma beleza. A praia é maravilhosa. A areia é vermelha e a água é azul bem clarinha. Quando estávamos indo embora, paramos no alto da montanha para tirar fotos, e era engraçado ouvir as pessoas que acabavam de subir olharem lá pra baixo e dizerem “Oh, my God!”, impressionados com o lugar.

Red Beach, Santorini.

Red Beach, Santorini.

Bem próximo à praia fica o sítio arqueológico de Akrotiri, que era uma cidade que foi destruída pelos terremotos e pela erupção do vulcão. Como toda a cidade ficou coberta de material vulcânico, ficou tudo muito bem conservado mesmo depois de tantos anos. Dessa vez não precisamos fazer escaladas perigosas, mas quando chegamos lá estava fechado e tinha um aviso de que os funcionários tinham entrado em greve.

No centro de Fira tem várias agências de turismos, oferecendo diversas opções de tours pelas ilhas. Compramos o tour para o vulcão por 15 euros (estava em promoção, o preço normal é 19 euros), e em todas as empresas o valor era igual. Tinham duas opções de tour que incluíam o vulcão, uma era em um barco grande que tinha o chão de vidro que as crianças gostavam de ficar olhando e incluía uma visita aos hot springs, que é um lugar que tem as águas quentes por causa do vulcão, e depois a visita ao próprio; e o outro era em um barquinho de madeira, de tardinha, que passava pelo vulcão, mas não podia descer lá, e que terminava em Oia, pra ver o pôr-do-sol. Esse último custava 25 euros. É claro que a gente preferiu pegar o que tem a opção de descer no vulcão e ainda por cima é mais barato.

O tour foi incrível, exceto pelo fato de que o áudio guia estava com um som abafado e não dava para ouvir nem entender nem uma palavra. O barco saiu do porto antigo, e pra chegar lá tivemos que descer uma escada sem fim e cheia de mulas. E, como onde tem mula tem cocô de mula também, tivemos que aguentar 588 degrais de puro fedor. Maaaaas…a vista é linda :).

Escada para o porto antigo de Fira.

Escada para o porto antigo de Fira.

A primeira parada do barco foi nos hot springs, onde quase morri afogada no mar. Explico: Eu não sei nadar, só sei “nadar” cachorrinho. Quando eu perguntei para o carinha da empresa se ele tinha alguma bóia ou colete ele disse que não, mas que eu podia ficar no barco mesmo, como muitas pessoas ficam. E teria sido uma boa escolha. Mas só que eu queria muito aproveitar tudo o que eu pudesse da Grécia, e, na minha cabeça, seria o máximo nadar nas águas quentes e vermelhas do vulcão. Primeiro eu fiquei olhando as pessoas descerem do barco e saírem nadando. Me pareceu uma coisa tão simples e espontânea, que eu simplesmente pulei no mar e fui também.

Hot Springs

Hot Springs

Pra encurtar a história: Não aguentei 3 min “nadando” e já estava muito cansada, tive que pegar carona em Rafael, que estava indo devagarzinho do meu lado (e, por isso, cansado também). Levamos mil anos para chegar até a parte rasa e quente. E se eu não aguentei a ida, a volta foi pior ainda. Fiquei nervosa, engoli água e quase morri lembrando que estava em um lugar muito fundo, e que se eu parasse ali, já era. Rafael também estava cansado (servindo de guincho, coitado) e continuamos os dois, nadando, nadando e parecia que o barco se afastava e eu não queria nem morrer, nem balançar os braços pra cima pedindo ajuda, já que eu ainda não estava me afogando de verdade. Por fim, conseguimos alcançar o barco e eu decidi que preciso tomar aulas de natação urgentemente, e até lá jamais me arriscarei a nadar novamente.

Depois dos hot springs, seguimos no barco até o vulcão, onde fomos deixados por 1.5h, para explorar à vontade. Para entrar na ilha tem que pagar uma taxa de 2 euros, de preservação ambiental. O vulcão é bem grande e interessante de olhar, mas não tem lavas borbulhantes como nos filmes (ooh :(). Em vários pontos tem instrumentos de monitoramento do vulcão, que são energizados por painéis solares em miniatura. A última vez que o vulcão entrou em erupção foi em 1956, e muito provavelmente isso ainda vai ocorrer mais vezes no futuro, por isso o monitoramento.

Dentro do Vulcão, aimeudeus.

Dentro do Vulcão, aimeudeus.

Na volta, como a gente é raça ruim, decidimos subir os 588 degrais até Fira, e depois ficamos lá de cima, tirando fotos das casinhas e do vulcão. Pra mim, o lugar mais bonito de Santorini é no topo daquela escada. Quando chegamos no hotel, estava passando Avenida Brasil na tv Alpha. Em português mesmo, com legendas em grego. Tive que assistir, né! haha

quinhentos-e-oitenta-e-oito fucking degraus.

quinhentos-e-oitenta-e-oito-fucking-degraus.

As mulas

As mulas

Na manhã seguinte, fomos à praia de Perissa, que parece muito com Kamari. A areia é preta e a água é cristalina. A areia não é tão arenosa quanto a das praias que a gente está acostumado. Parecem mais umas pedrinhas pretas bem pequenininhas, e quando bate qualquer vento elas voam, pinicando o corpo da gente todo, é uma droga. Fiquei até sem querer tirar fotos, pois toda hora vinha uma chuva de pedrinhas e eu ficava com medo de pegar na lente da câmera e arranhar. Por causa disso, fiquei a maior parte do tempo na água mesmo, treinando natação.

Perissa, Santorini.

Perissa, Santorini.

Á tarde, decidimos fazer a tão famosa peregrinação de Fira a Oia, para então assistirmos ao pôr-do-sol de lá. Nenhum cachorro nos seguiu. Quando chegamos em Oia, já fomos logo garantir o nosso lugarzinho para assistir ao pôr-do-sol, pois eu tinha lido que ficava muito cheio e era bom chegar umas duas horas antes. As pessoas falam tanto desse pôr-do-sol, que eu estava esperando algo esplêndido, magnífico, mas quando finalmente aconteceu, achei tão normal, que nem bati palmas nem nada. Quem já viu o sol se pondo no Farol da Barra é que sabe o que é pôr-do-sol bonito..

Pôr-do-Sol em Oia.

Pôr-do-Sol em Oia.

Voltamos de Oia em um ônibus socado de gente e, no dia seguinte, acordamos cedo e pegamos o bus para o porto. 3 horas depois chegamos em Mykonos, a ilha da loucura-loucura-loucuraa.

Beijos!

Lenita

Creta, a primeira ilha grega.

Nosso primeiro destino na Grécia foi Creta, a maior das ilhas gregas. Chegamos ao aeroporto de Heraklion (Creta tem dois aeroportos: Heraklion e Chania) à noite e completamente perdidos, pois o lugar era uma bagunça, sem sinalização, sem posto de informação, sem nada. Essa, inclusive, é uma característica de Creta: a falta de informação para o turista. Mas foi aí que nos deparamos com o jeito acolhedor dos cretenses, que nos ajudaram muito durante toda a nossa estadia na ilha. Para chegar à cidade, tivemos que pegar um ônibus fora do aeroporto, lá na beira da estrada mesmo. A passagem de ônibus custa 1,5 euros (o bilhete azul, que foi o que eu usei pra ir pra todo canto) e se deixar pra comprar dentro do ônibus custa 2 euros. O sistema de transporte público da ilha é apenas ônibus, o serviço é relativamente eficiente e os motoristas quando não falam, entendem inglês e ajudam muito os turistas perdidos.

Mapa de Creta

Mapa de Creta

A ilha de Creta é dividida em quatro cidades: Heraklion, Chania, Lasithi e Rethymno. Nós nos hospedamos em Heraklion, em um hotel na praia de Ammoudara. Por vacilo, esquecemos de pegar as orientações de como chegar ao hotel, e tivemos que pedir ajuda ao motorista. Ele não sabia onde era, foi perguntar a um colega. Aparentemente o colega também não sabia. Começamos a ficar preocupados, pois já era tarde da noite e nós não tínhamos nem o nome da rua. Ele mandou a gente entrar no ônibus, pegou o celular e fez umas ligações, e algum tempo depois o ônibus nos deixou bem no pé da rua do hotel. Como a rua estava muito escura e não tinha nada além de mato, ficamos com medo de entrar, e resolvemos passar em uma vendinha pra comprar água e merenda, e aproveitar para perguntar sobre o hotel. O cara da vendinha foi super gente boa, levou a gente na rua e indicou o caminho. Ele até ensinou a gente a dizer “obrigado” em grego, mas acho que a gente não aprendeu direito, pois toda vez que a gente agradecia alguma coisa em grego as pessoas olhavam pra gente com uma cara confusa.

Depois de pegarmos a direção errada e sermos expulsos por cachorros de uma área residencial, finalmente chegamos ao hotel, que ficava bem no pé da praia e tinha uma taberna no térreo onde às vezes tinha música grega à noite e era bom de ficar ouvindo da varanda :).

Ficamos no Aptera beach hotel, que é um hotel bem legal e simples com preço muito bom (pagamos 20 euros a diária, cada um). A comida do restaurante é muito boa e os donos são um casal de gregos muito simpáticos que odeiam Londres. “As pessoas são muito frias, às vezes eu fazia uma pergunta e ninguém me respondia”.

Achei os gregos muito parecidos com os brasileiros. São amigáveis, simples e abertos. Se você precisar de ajuda, eles te ajudam.

No primeiro dia acordei bem cedo e fui pra praia. Ammoudara é uma praia bonita e extensa (parecida com as praias de Salvador), que fica muito cheia no meio, principalmente depois do meio dia, e vazia nas pontas. Nós ficàvamos bem na ponta, então era tranquilo durante todo o dia. Creta é uma ilha bem familiar, o que mais tinha na praia eram famílias. Muitos pais construindo castelo de areia com seus filhos (muitos pais construindo sem seus filhos também, eles se empolgavam mais que as crianças, haha), muitos casais e idosos, a praia era bem calma.

Praia de Ammoudara

Praia de Ammoudara

Depois de almoçarmos, pegamos o ônibus e fomos para Heraklion pra passear e conhecer a parte histórica. Começamos pelo Forte Veneziano (Koules), que fica no porto antigo e foi construído na época que a República de Veneza dominava a ilha. De frente para o forte, ficam a muralha veneziana, que tem mais de 4,5km de largura e contorna a parte antiga da cidade. A muralha foi o que ajudou a ilha a se proteger dos turcos durante 22 anos de batalhas (até que um cretense traíra que participou da construção ensinou a eles os pontos fracos da muralha e aí acabou tudo).

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Forte Veneziano

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Forte Veneziano – O leão é o símbolo da República de Veneza

De tardinha fomos conhecer o sítio arqueológico do palácio de Knossos. Chegamos lá faltando pouco mais de uma hora para fechar, o que foi muito bom, pois conseguímos um tour guiado por 5 euros (os dois!) e também o tempo já não estava tão quente. O tour foi bem legal, apesar do sotaque forte da grega que era difícil de entender.

Knossos foi um castelo da Idade do Bronze, centro da civilização minóica, onde morava o rei Minos, que inspirou a lenda do minotauro.  Segundo a lenda, o rei Minos mandou construir um labirinto em Knossos para esconder Asterion, o filho de sua esposa com o touro branco, que tinha corpo humano e cabeça e rabo de touro, o minotauro.

Palácio de Knossos

Palácio de Knossos

Desenho do Palácio

Desenho do Palácio

Segundo a guia, essa lenda vem do fato de que a arquitetura do palácio é bastante complexa, principalmente para aquela época, já que incluía até aquedutos e sistema de esgoto (dá pra ver os canos de cerâmica no subsolo), e por isso parecia um labirinto. O castelo foi destruído por terremotos e por um grande incêndio. Knossos é considerada a cidade mais antiga da Europa.

Depois que escureceu, fomos passear no centro de Heraklion, que fica bastante movimentada à noite e depois voltamos para Ammoudara.

Por-do-Sol em Heraklion

Anoitecer em Heraklion

No dia seguinte, ficamos na dúvida entre pegar o ônibus intermunicipal para Chania ou Rethymnon e acabamos por escolher a última opção, por ser mais próximo e mais barato. Grande decepção. Rethymnon é pequena, meio sem graça e as praias são bem caídas, não vale a pena ir. Como a viagem é demorada (umas 2 horas) e já tínhamos perdido muito tempo rodando, procurando alguma praia boa pra ficar, decidimos voltar pra Heraklion e ficar por lá mesmo, inclusive no dia seguinte. Me arrependi de não ter ido pra Chania, ao invés de Rethymnon. Chania, apesar de ser mais distante, tem praias mais bonitas e também é maior, com mais opções de lugares para visitar.

Em creta, começamos a aprender os costumes e as características da Grécia, iniciando pelas comidas. Começamos pela Moussaka, que é uma comida doida com batatas, carne moída, berinjela e um creme por cima. Mas a comida mais famosa é a tal da Pita Gyros, que são lascas de porco ou frango, tomate, batata frita e um molho de alho, tudo embolado dentro de um pão árabe. A cada 5 passos na Grécia, se encontra algum buraco que vende Pita. Em Creta, a pizza é só de queijo. Se quiser um bacon, ou alguma outra coisa tem que pedir pela pizza especial. No final das refeições, os restaurantes tem a tradição de dar uma cachacinha cretense por conta da casa e às vezes frutas também.

Moussaka

Moussaka

Nas ruas é normal se encontrar umas miniaturas de igrejas, às vezes com alguma foto dentro, flores e velas. Essas casinhas são homenagens a pessoas que morreram em acidentes nas rodovias (assim como no Brasil a gente coloca uma cruz no local).

Homenagem às vítimas de acidentes.

Homenagem às vítimas de acidentes.

As ilhas gregas são cheias de cães vira-latas, e todos convivem muito bem com eles. Em vários lugares têm caixas de madeira e tigelas onde as pessoas colocam rações para os animais.

Para conseguir identificar ônibus e placas, tivemos que aprender a ler grego, já que alguns caracteres são diferentes. Não é difícil, mas algumas letras confundem bastante. Por exemplo, a letra que parece o “H” tem som de “I”, o “P” tem som de “R”, o “Y” tem som de “U”, o “V” tem som de “N”, o “K” tem som de “C”… Fora os outros caracteres que a gente não está acostumado a ver fora das equações matemáticas.  Por exemplo, Atenas se escreve “Αθήνα”. E Grécia, que em grego é Hellas, se escreve “Ελλάδ”. Quanto ao “obrigado”, se escreve “ευχαριστώ”, e se fala “afharistô” (mas só quem é grego mesmo é que consegue falar certo).

Depois de quatro dias maravilhosos em Creta, pegamos o ferry para a lindíssima Santorini *.*.

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αντίο, Creta!

Beijos!

Lenita

So, Greece is happening…

Então, hoje eu me peguei sem sono antes das seis da manhã. Fiquei rolando na cama, ansiosa, sem conseguir voltar a dormir e só tive paz quando decidi: Vou vestir o bikini e vou dar um mergulho no mar AGORA. Sim, porque eu estou na G-R-É-C-I-A e tem um mar lindão aqui bem na minha frente!!!

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O lugar que eu mais queria conhecer no mundo era a Grécia, e aqui estou eu!
Chegamos em Creta ontem, tarde da noite, e viemos parar em um hotel bem em frente ao mar, (para a alegria da rata de praia que vos escreve).

Com apenas um dia de Grécia, já posso dizer que esse é o lugar mais agradável em que já estive e que os gregos são todos uns fofos. O jeito que eles tratam os turistas é uma coisa linda (os motoristas de ônibus daqui sao incríveis de tão gente boa). Eu diria que os gregos são os brasileiros da Europa.

Estamos hospedados em Ammoudara, uma praia linda, tranquila e boa pra ficar estirada no sol que nem lagartixa (voltando à cor de soteropolitana em 3, 2, 1…).
Hoje passeamos bastante aqui por Heraklion (nome da cidade) e nos próximos dias estamos planejando conhecer as outras cidades aqui em Creta, antes de partir para as outras ilhas. Sim, ainda temos muitos dias aqui na Grécia 🙂

Pra não ter que escrever muito, seguem algumas fotos do dia maravilhoso que tive por aqui.

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Por hoje é isso, mas é claro que depois farei posts específicos de cada ilha contando todos os detalhes. Só queria desabafar toda a minha alegria aqui no blog antes de finalmente ir dormir depois de um dia muito cansativo e prazeroso também.

Beijos da Grécia!
Lenita