Atenas, a cidade das oliveiras.

Chegamos ao porto de Piraeus, em Atenas, no fim da tarde e lá mesmo pegamos o metrô para o centro. Para descobrir onde fica a estação de metrô, tem que sair perguntando ou seguindo o fluxo, pois não tem sinalização nenhuma, nem mesmo na porta do negócio. O ticket custa 1,70 euros.

É importante lembrar que Atenas é a capital de um país que está em crise. Portanto, a situação lá é diferente das demais capitais européias. As ruas são todas pixadas, cães vira-latas estão por toda a parte e as praças e esculturas danificadas não são restauradas por falta de verba. Na rua que é a “Oxford Street” de Atenas, lojas falidas fechadas, lojas vazias e o único tipo de comércio em expansão é o de penhora.

Apesar de tudo, a cidade tem uma beleza que está acima de todos os maus tratos consequentes da crise. Atenas tem uma beleza histórica. Quando estava ainda na fase de planejamento da viagem, fiquei triste ao ver em vários blogs pessoas dizendo que Atenas era decepcionante, e que valia gastar a maior parte do tempo nas ilhas. Ok, vale passar a maior parte do tempo nas ilhas, porque lá tem PRAIAS lindíssimas, mas Atenas é linda também, e é quase mágico estar nos locais onde a civilização foi fundada, onde surgiu a democracia, onde nasceu uma cultura tão forte, que mesmo quando dominados, fez dos gregos um povo dominante. Atenas é linda demais.

Atenas vista da Acrópole.

Atenas vista da Acrópole.

O interessante em Atenas, é que pra tudo há uma explicação lógica e outra mitológica. Sempre acho as explicações mitológicas mais legais, então são as únicas que eu gravo na cabeça, haha. A cidade leva o nome da deusa que nasceu da TESTA de Zeus (oi?). Houve uma disputa entre ela e Poseidon, para ver quem seria o protetor da cidade. Cada um deu ao povo um presente. Poseidon bateu com seu tridente na rocha e fez jorrar uma fonte de água, mas a água era salgada, então não foi uma idéia muito útil. Atena, por sua vez, fez brotar da terra a primeira oliveira, e ensinou ao povo como tratar e extrair o azeite. Aí, sim, bem mais legal :). Todo mundo gostou, e o nome da cidade ficou Atena, a deusa da sabedoria, da guerra, da justiça e de mais um monte de coisas aí…

O ponto mais alto da visita a Atenas (literalmente) é a Acrópole. Passamos pela frente de manhã e a fila estava enoorme. Voltamos de tarde e já estava bem mais tranquilo, nem pegamos fila. Teríamos que pagar 12 euros para entrar, mas o ticket valia por alguns dias (3, eu acho) e serve para ver mais 3 atrações. Achei barato. O melhor de tudo é que quando chegamos e mostramos a carteirinha de estudante, não precisamos pagar nada! :). Também funcionou em todas as outras atrações que visitamos na cidade.

A Acrópole era o centro religioso da Grécia antiga. Lá é que fica o Partenon, o templo da deusa Atena, o teatro de Dionísio, o Propileu, dentre outras coisas. Para completar a visita à Acrópole, é necessário visitar o museu da Acrópole, que fica bem em frente e tem ar condicionado.

Partenon.

Partenon.

Templo de Atena. Achei tão lindas essas colunas. As originais ficam no museu (uma delas está aqui, no British Museum, god knows why).

Templo de Atena. Achei tão lindas essas colunas. As originais ficam no museu (uma delas está aqui, no British Museum, god knows why).

Teatro de Dionísio.

Teatro de Dionísio.

Bem próximo ao museu fica uma rua com vários restaurantes legais, alguns com preços até amigáveis. Comer em Atenas é muito barato. Com 3 euros dá pra comer um Gyros Pitta (lascas de frango ou porco com batata frita e um molho branco, tudo enrolado dentro de um pão árabe) com refrigerante.

No pé da Acrópole tem uma pedra enorme, o Areópago, onde foi julgado Orestes, após ter matado a própria mãe (conhece a história do voto de Minerva?). O Areópago era tipo um tribunal formado por membros da aristocracia grega, onde quem era julgado não tinha direito a apelação. Lá também foi o local onde o apóstolo Paulo pregou para os Gregos, para tentar convertê-los ao cristianismo. Lá de cima dá pra ter uma vista linda da cidade e da Acrópole lá em cima.

Eu e a Acrópole lá em cima.

Eu e a Acrópole lá em cima.

Em baixo da Acrópole fica a Ágora antiga e o templo de Hefesto, que é uma das construções mais bem conservadas da cidade.

Templo de Efesto.

Templo de Hefesto.

Descendo a montanha, fica a região de Monastiraki, que é cheia de lojinhas de bijouteria, roupas e lembrancinhas de Atenas – tudo muito baratinho. Seguindo para o outro lado, fica a região de Plaka, com restaurantes e lojas maiores e mais caras. Próximo dali, está o parlamento grego, onde acontece a troca da guarda às 11h. Nem estávamos muito interessados em acompanhar, mas a gente tava por ali na hora certa, então decidimos ficar. E valeu a pena. Olha só a roupa que os caras tem que usar (foco no sapato):

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Troca de guarda no parlamento grego.

Dancinha.

Dancinha.

A “dancinha” que eles fazem é bem esquisita e demorada. Foi uma experiência única na minha vida ter visto aquilo. Não sei como eles não ficam com vergonha, porque os turistas dão muita risada na cara deles.

Também fomos ao National Garden, que é um parque lindo, próximo ao Arco de Hadrian e ao templo de Zeus, onde esqueci de tirar fotos :(.

Ficamos hospedados no Economy Hotel, que, como o próprio nome diz, foi barato. O hotel era bem arrumadinho e tinha até um café da manhã decente. Ficamos próximos à estação de Monastiraki, em uma região que também tem uns hostels. De dia a área é bem movimentada, mas à noite a vizinhança fica meio sombria então não é bom se embrenhar muito pelas ruas.

Aproveitamos até os últimos minutos passeando pela cidade, antes de pegarmos o metrô de volta para o porto de Piraeus. Antes de ir embora da Grécia, decidi dar uma chance e provar o frozen yogurt pela primeira vez na vida. Gente, como é que em 21 anos de existência eu nunca soube que existia coisa melhor que sorvete? É claro que a parte de ser mais light não conta pra mim, já que eu entupi de chocolate, oreo e caramelos. Hmm…

Fui embora de Atenas feliz e realizada, depois de ter feito a viagem dos meus sonhos e tomado o sol todo do verão em 15 dias (fiquei com uma marca linda de chinelo nos pés).

Adeus, Grécia! Quando eu for uma engenheira rica, eu volto.

Adeus, Grécia! Quando eu for uma engenheira rica, eu volto.

OBS: Quando eu chego de volta na Inglaterra, nego vem dizer que aqui tava tendo onda de “calor”. RISOS.

Beijos!

Lenita