Geografia do Brasil para os Gringos

Estavamos na lindíssima praia de Platis Gialos, em Mykonos, lidando com a difícil tarefa de fazer uma selfie com a câmera pesada, tentando aproveitar a paisagem às nossas costas. A praia estava praticamente deserta, pois ainda era muito cedo – Sofro de um tipo de síndrome do idoso, tenho mania de acordar cedo, mesmo estando de férias. De repente, um casal muito simpático e bronzeado que estava passando, se ofereceu para tirar uma foto nossa. Sorrimos, fomos fotografados e depois conversamos um pouquinho com eles. Perguntamos de onde eram. “We’re from America!”. HUM. Perguntaram de onde a gente era. Respondemos. Eles ficaram felizes com a resposta, pois tinham acabado de conhecer outra brasileira naquela mesma praia.

“Really?”

“Yes! She is from Buenos Aires“.

End of conversation.

Sei que é costumeiro as pessoas não estarem tão bem informadas sobre o nosso país, ficarem confusas com o fato de não falarmos espanhol, não conhecerem a nossa moeda, etc. Mas, gente, o Brasil é um país de importância significativa. Quem consulta jornais estrangeiros sabe que somos notícia frequente lá fora. Nossa situação política e econômica é tópico recorrente nas manchetes. Somos comentados, somos conhecidos.

Ainda assim, tem muita gente lá fora que não sabe nada do Brasil. E o pior, insiste em sair por aí falando bobagens. Ninguém tem a obrigação de saber que falamos português, que somos miscigenados, que nosso território é gigantesco, mas também, não precisam sair por aí falando que a gente cria macacos em casa, que moramos na selva, nos locomovemos de canoa, ou que nossa capital é Buenos Aires (Rio de Janeiro ainda vai, né).

Acho legal quando, ao nos declararmos brasileiros, os gringos largam umas palavras-chave do tipo “Ronaldo”, “Samba”, “Obrigado” ou “Pelé”. Somos conhecidos também pelas nossas novelas e programas televisivos (assisti Avenida Brasil na Grécia, foi lindo). Na Inglaterra, fiquei super animada em uma aula de zumba, quando a professora botou a gente para dançar ao som de uma música brasileira chamada Capoeira. Ela cantava o refrão com tanta animação, que ao final da aula eu fui falar com ela que tinha gostado da música. Ela me pediu pra fazer uma rápida tradução livre, pois ela não fazia idéia do que estava cantando. haha.

Outro dia vi um vídeo bem legal de um canal que ainda não conhecia, chamado Geography Now!, que resume os conceitos de geografia mais importantes de diversos países, em vídeos curtos, mas cheios de informações úteis e passados de forma bem humorada. Achei muito boa a idéia, tá aqui o vídeo:

Tem muitos outros vídeos legais que retratam o modo como somos vistos lá fora, alguns bem engraçados, como esse aqui, no qual os gringos provam alguns doces brasileiros e fazem comentários hilários. Há toda uma variedade de vídeos de pessoas provando nossas comidas e suas reações. Um dos meus preferidos é esse dos Irlandeses:

Então é isso. Mostrem esses vídeos para todos os estrangeiros que vocês conhecem. Bora botar a gringalhada para aprender sobre o Brasil. hahaha. Também vale a pena pesquisar sobre outros países, há um mundo inteiro lá fora e temos muito o que aprender  🙂

Cemitério dos Ingleses em Salvador

Quem nessa vida tira um fim de tarde para ir dar um passeio no cemitério? Eu, claro. Peguei essa mania viajando pela Europa, pois lá esse tipo de programa é bem comum. Na sexta-feira passada, fui com uns amigos assistir ao pôr-do-sol no British Cemetery, no Porto da Barra. Inicialmente, eles estranharam o meu convite, mas toparam ir comigo assim mesmo e foi bem legal.

Cemitério dos Ingleses, Salvador.

Cemitério dos Ingleses, Salvador.

O Cemitério dos Ingleses é típico britânico: bem simples e pequeno, mas tem uma localização bem privilegiada, com uma vista lindíssima. Construído em 1814, lá foram enterrados ingleses e alguns europeus de outras nacionalidades. Muitos dos que foram enterrados ali, morreram de febre amarela. É legal ver as lápides bem antigas, de 1800 e pouco, que ainda estão ali, com mensagens de amor e afeto, escritas em inglês, obviamente.

Claro que a gente não foi lá só pra olhar lápide e ficar calculando mentalmente as idades das pessoas quando morreram (sou só eu que me divirto fazendo isso?), fomos para sentar e curtir a vista, que é linda de morrer, desculpem a ironia. Na parte de cima, tem uma capelinha e na parte de baixo tem uns quadros com explicações do local e fatos históricos. Recomendaria como um passeio alternativo ao pôr-do-sol no Farol, após um dia na praia. O passeio é gratuito e bem tranquilo, pois não vai muita gente lá. Nesse dia só tinham as nossas assinaturas no livro de visitas.

The British Cemetery.

The British Cemetery.

Vista linda.

Vista linda.

O cemitério fica na Ladeira da Barra, bem ao lado do Yatch Clube da Bahia. Basta sair da praia e ir subindo, subindo, subindo…depois tocar o sininho do portão e pedir para entrar. Se estiver de bobeira aqui em Salvador, não deixe de conhecer. Dica de soteropolitana 🙂

Pôr-do-sol no cemitério.

Pôr-do-sol no cemitério.

Conhece o “Free Walking Tour”?

Em todos os lugares aonde vou, gosto de aprender o máximo possível sobre a história e cultura locais. É muito legal ir aos lugares mais famosos, ver de perto aqueles pontos turísticos que a gente conhece de ver na internet ou na TV e tirar mil fotos para que o momento fique bem registrado. Mas, mais legal ainda é fazer tudo isso e ainda entender os acontecimentos por trás de cada elemento, compreender os nomes das construções, entender seus símbolos e o que eles representam para as pessoas. Melhor ainda é fazer isso sendo guiada(o) por um nativo, aprendendo sobre coisas que não constam em nenhum guia de bolso ou narração de ônibus turístico.

Free Walking Tour em Londres

Free Walking Tour em Londres

E é por isso que em toda viagem eu faço questão de participar de algum Free Walking Tour. O primeiro que fiz foi em Barcelona e, depois desse, participei de uns 10 ou mais. O esquema é muito simples: Um grupo se reúne em alguma praça, e de lá todos partem para um tour a pé, passando pelos principais pontos históricos da cidade, parando em cada um deles para ouvir toda a história do local e o que ele representa. Geralmente, os guias fazem um background histórico antes, falam sobre a formação do país/cidade, aspectos políticos, costumes, etc. Geralmente, são pessoas jovens, alguns são historiadores, estudantes, ou simplesmente pessoas que gostam de dividir sua cultura com os turistas.

Free Walking Tour em Edimburgo

Free Walking Tour em Edimburgo

A maioria do pessoal que participa dos Walking Tours são mochileiros e/ou estudantes, por isso, os guias dão também umas dicas de onde comer barato, lugares legais para ir à noite, passeios que cabem no orçamento da galera, etc. Ao final do tour, todos que participaram fazem uma contribuição para que o “negócio” possa se sustentar, sem valor fixo, cada um paga o que acha que valeu a experiência.

Lá fora é difícil de encontrar tours em português, mas se você consegue compreender bem o inglês ou espanhol, vale a pena participar. A duração varia, os que fiz demoravam em torno de 3 horas. Pode parecer muito tempo para ficar de pé, andando, mas passa bem rápido. Os tours são também uma ótima oportunidade de conhecer gente de outros lugares do mundo e fazer novos amigos.

Então, na próxima vez que for viajar, dá uma pesquisada nas opções de Walking Tour da cidade que você estiver visitando e se joga nessa experiência que vale muito a pena! 🙂

Praia do Forte com Amigas

No verão passado, eu e as amigas mais enroladas da face da terra finalmente colocamos em prática nossos planos de passarmos um fim de semana em alguma praia do Litoral Norte. Enchemos o carro de biscoito, salgadinho e doces, e tocamos para Praia do Forte.

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Reunidas em PF ❤

Foram um pouco menos de duas horas de confusão, zuada e um pouquinho de engarrafamento, de Salvador à PF (uns 80Km de distância), onde tínhamos reservado uma noite em um hostel próximo à vila e à praia, assim daria tempo de aproveitar o fim de semana todo por lá. Chegamos ainda de manhã, guardamos tudo no quarto e seguimos para a praia.

Com tanta praia boa em Salvador, Praia do Forte não é exatamente um lugar onde eu vá pela praia em si. Lá é bonito, agradável, etc, mas eu vou mais pelo passeio mesmo. Ficamos pela Praia do Porto, que fica bem ao lado da Igreja de São Francisco. A praia tem umas barracas de comida em cima, mas o pessoal serve lá na areia também, e é boa para tomar banho (água quentinha, como de costume no litoral baiano) e pegar um sol, apesar de não ser muito espaçosa. Depois da praia, tomamos banho nos chuveirões do calçadão e seguimos para o Projeto Tamar.

Praia do Porto

Praia do Porto

Igrejinha

Igrejinha

O Projeto faz um trabalho de preservação das espécies de tartaruga marinha e também cuida da inclusão social e educação ambiental na região. A visita ao Tamar se tornou ponto obrigatório da Praia do Forte, por ser um passeio bem divertido para todas as idades.

Projeto Tamar, Praia do Forte.

Projeto Tamar, Praia do Forte.

Tartaruga Marinha

Tartaruga Marinha

Aquário das Raias

Aquário das Raias

Ju e Nanda, fazendo graça.

Ju e Nanda

Carol e o tubarão tan-dan-tan-dan-tan-dan.

 tan-dan-tan-dan-tan-dan…

O ingresso custa 20 reais, mas o nosso hostel dava uma pulseirinha de gratuidade para visitar quantas vezes a gente quisesse. Não sei se é uma prática de outros hotéis e pousadas, mas pra quem está de visita marcada, não custa perguntar.

Na saída do projeto, ainda fomos surpreendidas por uma batucada com as crianças da comunidade, parte de um projeto social.

Batucada no fim de tarde.

Batucada no fim de tarde.

Pausa para a pose.

Pausa para a pose.

Á noite, saímos para comer alguma coisa na vila, que tem muuuitas opções de restaurantes e barzinhos bem legais, e fica bem movimentado, cheio de turistas. Por lá também dá pra comprar coisinhas hippie e artigos de decoração exóticos, tipo pedras e cristais.

Depois fomos ver a banda Rock Forever, cover dos Beatles (eles são ótimos!), que fizeram um show dentro do Projeto Tamar, bem à beira da praia. Não deu muita gente, mas foi bem legal.

No segundo dia, tomamos um café da manhã reforçado no hostel, e pegamos a estrada rumo à Reserva Sapiranga, que fica a poucos minutos da Praia do Forte. A reserva é legal para fazer ecoturismo. Tem canoagem, tiroleza, passeio de bike, etc. Fizemos trilha e nos perdemos, obviamente. Brigamos, fomos picadas por formigas gigantescas, depois encontramos nosso caminho e fomos relaxar na lagoa.

Eba, natureza!

Eba, natureza!

Desbravadoras

Desbravadoras

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Praia do Forte e a Reserva Sapiranga ficam no município de Mata de São João, onde também está localizado o Castelo Garcia D’Ávila. Depois da Reserva, ainda teríamos que dar uma passada em Arembepe para comer pudim na casa da avó de uma das meninas, então não deu para passar no castelo, infelizmente 😦

No fim das contas, foi um fim de semana muito especial e divertido. Recomendo Praia do Forte para quem estiver de visita à Salvador e tiver um ou dois dias sobrando.

Ah, recomendo também o Albergue Praia do Forte, que foi onde nos hospedamos. Boa localização, tudo muito limpinho e confortável, além da pulseira do Tamar. Ficaria lá novamente, certeza.

Trilha da Cachoeira da Fumaça – Chapada Diamantina

Há um tempinho atrás, fui com uns amigos ao Vale do Capão, na Chapada Diamantina. Alugamos uma casa em uma aldeia hippie sem eletricidade, mas com um precinho que cabia no nosso orçamento de estudantes, e ficamos quase uma semana por lá. Além de curtir a natureza e fugir de sermos mordidos/picados por ela, também fizemos trilhas e conhecemos algumas das belas cachoeiras da Chapada.

Uma trilha maravilhosa e que dá pra fazer sem guia é a da Cachoeira da Fumaça. Subimos uma altura de 340m, em uma trilha que durou umas 3h para chegar ao topo da segunda maior cachoeira do Brasil.

Vista maravilhosa da fumaça

Vista maravilhosa da fumaça

A trilha é bem demarcada e fácil de encontrar. Quando estávamos no início, tinha um carinha na porta de um restaurantezinho, no pé da montanha, recitando poesias doidas, de como a Fumaça desafia a lei da gravidade e faz Isaac Newton “se remexer no túmulo”. Rimos da cara dele. Sabe nada de física. Voltando à trilha, o difícil é mesmo a subida, que é muito íngreme e as pedras são bem lisas e escorregadias. Ao longo do percurso, tem alguns pontos de onde temos uma vista linda do Vale lá em baixo, e dá pra sentar um pouquinho para recuperar o fôlego.

Quase na metade já.

Quase na metade já.

Não é preciso muito preparo físico, mas equilíbrio e um pouco de persistência para aguentar a subida sem fim. Depois de muito tempo subindo, já tínhamos parado umas duas vezes para descansar, e então encontramos um casal descendo. Quando perguntamos a eles se já estava perto de chegarmos à cachoeira, a mulher respondeu que nós estávamos “quase na metade do caminho”. Lágrimas de dor.

Quando já estava pensando que a trilha não teria fim, começou a chuviscar. Já estava abrindo a boca para resmungar. Olhei pro céu, tudo limpo e ensolarado. Não era a chuva, era a cachoeira jorrando água para cima.

Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça

A Cachoeira fica em um ponto tão elevado que, antes de chegar lá em baixo, o vento empurra toda a água para cima, em gotinhas perfeitamente esféricas, como se não houvesse gravidade mesmo. A vista é maravilhosa, fiquei encantada. Se a gente chegar beeem na pontinha da pedra, dá pra ver que lá em baixo só tem uma poça pequena, provavelmente de água da chuva, já que não cai nada da cachoeira lá. Fiquei lá na pedra, tirando várias fotos, até que o guardinha de segurança (que eu nem sabia da existência) me deu um grito, falando pra eu me afastar da borda. Tomei um susto que quase caio. Fiquei até com medo de voltar pra beira do abismo, mas depois voltei para tirar aquela foto clássica de aventureira.

uhuuuu na borda

uhuuuu na borda

Um dia para Conhecer Ilhéus

Em Janeiro do ano passado, fui a Ilhéus na “ponga”, com a família de uma amiga. Foi meio que de surpresa, pois estávamos voltando do reveillon e então eles decidiram dar uma passada lá para visitar a família. Adorei o desvio de caminho, pois ainda não conhecia a cidade histórica do cacau e estava muito curiosa. Minha passagem por Ilhéus foi breve, praticamente um dia só, mas deu pra ver muita coisa legal e sentir o clima do lugar. Fiquei com muita vontade de voltar e ficar mais tempo. Depois dar um pulinho em Itacaré, porque né…

O centro histórico da cidade se mistura com o centro comercial, e fica tudo pertinho da orla, num clima bem descontraído e praiano. A gente vai passeando pelas lojas, e daqui a pouco, OPA!, aquilo ali é a casa de Jorge Amado? Anda mais um pouquinho e EPA!, é o Vesúvio ali mesmo? Bem assim, tudo ao mesmo tempo.

Bataclan, Ilhéus.

Bataclan, Ilhéus.

Começamos o passeio pelo famosíssimo Bataclan. O cabaré que ficou famoso graças ao romance Gabriela, Cravo e Canela, onde parte do dinheiro do ciclo do cacau foi dignamente gasto. Hoje em dia, lá funciona um restaurante bem chiquezinho, todo decorado com muitas plumas em tons de rosa choque, quadros com dançarinas de can can e tudo o que lembre os tempos antigos da propriedade de Maria Machadão.

Interior do Bataclan.

Interior do Bataclan.

Bataclan, Ilhéus.

Bataclan, Ilhéus.

Dizem que existe uma passagem secreta entre o Bataclan e o Vesúvio, o bar do “seu Nacib”. Os coronéis diziam às esposas que estavam apenas indo tomar umas ali no bar, e iam mesmo, mas depois seguiam direto para o cabaré. Práticos e espertos.

Vesúvio, Ilhéus.

Bar Vesúvio

Por ali também fica a lindíssima Catedral de São Sebastião. Bem de frente para o Bataclan e para o bar.

Catedral de São Bento.

Catedral de São Bento.

Andando mais um pouquinho, chegamos à casa onde morou Jorge Amado. A Casa de Cultura foi uma das coisas que mais gostei por lá. Tem tudo da história do escritor, a visita é guiada e a entrada é muito baratinha (menos de 5 reais, se não me engano). Sou apaixonada por Jorge Amado. Um dos meus livros preferidos da vida é Capitães da Areia. Lá eu descobri uma novela chamada “Lenita”, amei. Preciso ler.

Casa da Cultura de Jorge Amado.

Casa da Cultura de Jorge Amado.

Janela com vista para a Catedral.

Janela com vista para a Catedral.

Meu nome, meu nome, meu nome!

Meu nome, meu nome, meu nome!

O último ponto que visitamos foi o Cristo, que fica na Praia do Cristo. Não tem muito o que falar, é só uma estátua no meio do estacionamento. Olhamos, tiramos foto, depois fomos tomar sorvete. Esqueci o nome da sorveteria, mas ela fica bem em frente ao vesúvio e o sorvete é muuito bom!!

No fim da tarde ainda fomos passear em uma praia cujo nome não lembro. Gostei muito da cidade e fiquei com vontade de voltar, até porque não comprei nenhum daqueles chocolates com formatos interessantes. Fiquei devendo isso pras amigas.

O Que as Pessoas Buscam no Meu Blog?

AMO ter um blog de viagens. Me divirto enquanto escrevo sobre as minhas experiências por aí. Escolho com calma cada adjetivo que melhor descreva os lugares que visitei, me entretenho selecionando as fotos para ilustrar meus relatos, pensando no melhor modo de expressar o que foi a viagem para mim, de modo que quem quer que leia consiga pegar o espírito da coisa.

Mas tem algo que é quase tão divertido quanto escrever: administrar o blog. Todos os dias, eu entro no painel do administrador e observo as visitas, comentários, curtidas, etc. Mas o que mais me diverte é olhar os termos de busca. O que é que as pessoas digitam nos sites de pesquisa, que as direciona para o meu blog? Quais são os termos relacionados às coisas que eu escrevo? Tem cada coisa que vocês nem imaginam.

A busca mais frequente da galera que visita o blog está relacionada à Grécia. O TOP 10 dos termos está todo ocupado por frases variadas, formadas pelas combinações das palavras “viagem”, “Grécia” e “dicas”. Quanto custa uma viagem para a Grécia?. Essa é a número um. Também tem algumas aleatórias de Londres, como castelo em londres com flores vermelhas (??? nunca escrevi sobre isso), ou “OVELHINHA NA LONDON EYE”. Qual seria o objetivo dessa última busca?

Santorini, Grécia.

Santorini, Grécia.

Outra coisa que faz bombar o tráfego por aqui é a tal da maconha em Amsterdam. Todos os dias, sempre tem ao menos três buscas relacionadas ao tema. SEMPRE. E essas são as mais divertidas. “cogumelo amsterda proibido”.”gramas andar na rua amdterdam maconha”. “tipos de maconha em amsterdam”. “embarcar com semente em amsterdam”. “best space cake in amsterdam onde comprar?”. “aeroporto maconha amsterdam”.”QUAL MACONHA FUMAR EM AMSTERDA”. “space cake amsterdã na bagagem” (nãoo, por favor, gente!). Tem muuitas outras dessas, a lista é gigantesca. Um BEIJO para os maconheiros! Amo vcs. Não levem drogas para o aeroporto ❤

A terra prometida.

A terra prometida.

Tem os tarados de hostel, que alegram meus dias com perguntas do tipo “posso andar de cueca ao dividir um quarto”, “nos hostels as pessoas trocam de roupa”, “lavar cueca en hotel europa pode”, “hostel porto podem fazer sexo”. Tem também o pessoal macabro e suas curiosidades: “historias de pessoas que se jogaram da torre eiffel” e “nigeriano que foi enterrado com mulher e dinheiro”.

Algumas perguntas que eu, infelizmente, não sei responder, a exemplo de “como fazer ticket para igreja de vendas de lanches” ou “pqo bonde da maravilha estao dancando de short e legg”. Questiono os critérios do pessoal do Google, quando me são direcionadas buscas do tipo “coisas zuadentas feita de garrafas”, “parque dos minion”, “cadeiras gigantes para que adultos parecam criancas”, “O MENINO EA MENINA URINANDO EM BRUXELAS”. Sério, qual o critério?

Cadê o senso?

Cadê o senso?

Independente de quais foram os termos de pesquisa que te trouxeram ao meu blog, gostaria de frisar que este é um ambiente familiar e de muito respeito. Mas se você está aqui só pela maconha, vá direto a este post. De nada.