Praia do Forte com Amigas

No verão passado, eu e as amigas mais enroladas da face da terra finalmente colocamos em prática nossos planos de passarmos um fim de semana em alguma praia do Litoral Norte. Enchemos o carro de biscoito, salgadinho e doces, e tocamos para Praia do Forte.

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Reunidas em PF ❤

Foram um pouco menos de duas horas de confusão, zuada e um pouquinho de engarrafamento, de Salvador à PF (uns 80Km de distância), onde tínhamos reservado uma noite em um hostel próximo à vila e à praia, assim daria tempo de aproveitar o fim de semana todo por lá. Chegamos ainda de manhã, guardamos tudo no quarto e seguimos para a praia.

Com tanta praia boa em Salvador, Praia do Forte não é exatamente um lugar onde eu vá pela praia em si. Lá é bonito, agradável, etc, mas eu vou mais pelo passeio mesmo. Ficamos pela Praia do Porto, que fica bem ao lado da Igreja de São Francisco. A praia tem umas barracas de comida em cima, mas o pessoal serve lá na areia também, e é boa para tomar banho (água quentinha, como de costume no litoral baiano) e pegar um sol, apesar de não ser muito espaçosa. Depois da praia, tomamos banho nos chuveirões do calçadão e seguimos para o Projeto Tamar.

Praia do Porto

Praia do Porto

Igrejinha

Igrejinha

O Projeto faz um trabalho de preservação das espécies de tartaruga marinha e também cuida da inclusão social e educação ambiental na região. A visita ao Tamar se tornou ponto obrigatório da Praia do Forte, por ser um passeio bem divertido para todas as idades.

Projeto Tamar, Praia do Forte.

Projeto Tamar, Praia do Forte.

Tartaruga Marinha

Tartaruga Marinha

Aquário das Raias

Aquário das Raias

Ju e Nanda, fazendo graça.

Ju e Nanda

Carol e o tubarão tan-dan-tan-dan-tan-dan.

 tan-dan-tan-dan-tan-dan…

O ingresso custa 20 reais, mas o nosso hostel dava uma pulseirinha de gratuidade para visitar quantas vezes a gente quisesse. Não sei se é uma prática de outros hotéis e pousadas, mas pra quem está de visita marcada, não custa perguntar.

Na saída do projeto, ainda fomos surpreendidas por uma batucada com as crianças da comunidade, parte de um projeto social.

Batucada no fim de tarde.

Batucada no fim de tarde.

Pausa para a pose.

Pausa para a pose.

Á noite, saímos para comer alguma coisa na vila, que tem muuuitas opções de restaurantes e barzinhos bem legais, e fica bem movimentado, cheio de turistas. Por lá também dá pra comprar coisinhas hippie e artigos de decoração exóticos, tipo pedras e cristais.

Depois fomos ver a banda Rock Forever, cover dos Beatles (eles são ótimos!), que fizeram um show dentro do Projeto Tamar, bem à beira da praia. Não deu muita gente, mas foi bem legal.

No segundo dia, tomamos um café da manhã reforçado no hostel, e pegamos a estrada rumo à Reserva Sapiranga, que fica a poucos minutos da Praia do Forte. A reserva é legal para fazer ecoturismo. Tem canoagem, tiroleza, passeio de bike, etc. Fizemos trilha e nos perdemos, obviamente. Brigamos, fomos picadas por formigas gigantescas, depois encontramos nosso caminho e fomos relaxar na lagoa.

Eba, natureza!

Eba, natureza!

Desbravadoras

Desbravadoras

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Praia do Forte e a Reserva Sapiranga ficam no município de Mata de São João, onde também está localizado o Castelo Garcia D’Ávila. Depois da Reserva, ainda teríamos que dar uma passada em Arembepe para comer pudim na casa da avó de uma das meninas, então não deu para passar no castelo, infelizmente 😦

No fim das contas, foi um fim de semana muito especial e divertido. Recomendo Praia do Forte para quem estiver de visita à Salvador e tiver um ou dois dias sobrando.

Ah, recomendo também o Albergue Praia do Forte, que foi onde nos hospedamos. Boa localização, tudo muito limpinho e confortável, além da pulseira do Tamar. Ficaria lá novamente, certeza.

Um dia para Conhecer Ilhéus

Em Janeiro do ano passado, fui a Ilhéus na “ponga”, com a família de uma amiga. Foi meio que de surpresa, pois estávamos voltando do reveillon e então eles decidiram dar uma passada lá para visitar a família. Adorei o desvio de caminho, pois ainda não conhecia a cidade histórica do cacau e estava muito curiosa. Minha passagem por Ilhéus foi breve, praticamente um dia só, mas deu pra ver muita coisa legal e sentir o clima do lugar. Fiquei com muita vontade de voltar e ficar mais tempo. Depois dar um pulinho em Itacaré, porque né…

O centro histórico da cidade se mistura com o centro comercial, e fica tudo pertinho da orla, num clima bem descontraído e praiano. A gente vai passeando pelas lojas, e daqui a pouco, OPA!, aquilo ali é a casa de Jorge Amado? Anda mais um pouquinho e EPA!, é o Vesúvio ali mesmo? Bem assim, tudo ao mesmo tempo.

Bataclan, Ilhéus.

Bataclan, Ilhéus.

Começamos o passeio pelo famosíssimo Bataclan. O cabaré que ficou famoso graças ao romance Gabriela, Cravo e Canela, onde parte do dinheiro do ciclo do cacau foi dignamente gasto. Hoje em dia, lá funciona um restaurante bem chiquezinho, todo decorado com muitas plumas em tons de rosa choque, quadros com dançarinas de can can e tudo o que lembre os tempos antigos da propriedade de Maria Machadão.

Interior do Bataclan.

Interior do Bataclan.

Bataclan, Ilhéus.

Bataclan, Ilhéus.

Dizem que existe uma passagem secreta entre o Bataclan e o Vesúvio, o bar do “seu Nacib”. Os coronéis diziam às esposas que estavam apenas indo tomar umas ali no bar, e iam mesmo, mas depois seguiam direto para o cabaré. Práticos e espertos.

Vesúvio, Ilhéus.

Bar Vesúvio

Por ali também fica a lindíssima Catedral de São Sebastião. Bem de frente para o Bataclan e para o bar.

Catedral de São Bento.

Catedral de São Bento.

Andando mais um pouquinho, chegamos à casa onde morou Jorge Amado. A Casa de Cultura foi uma das coisas que mais gostei por lá. Tem tudo da história do escritor, a visita é guiada e a entrada é muito baratinha (menos de 5 reais, se não me engano). Sou apaixonada por Jorge Amado. Um dos meus livros preferidos da vida é Capitães da Areia. Lá eu descobri uma novela chamada “Lenita”, amei. Preciso ler.

Casa da Cultura de Jorge Amado.

Casa da Cultura de Jorge Amado.

Janela com vista para a Catedral.

Janela com vista para a Catedral.

Meu nome, meu nome, meu nome!

Meu nome, meu nome, meu nome!

O último ponto que visitamos foi o Cristo, que fica na Praia do Cristo. Não tem muito o que falar, é só uma estátua no meio do estacionamento. Olhamos, tiramos foto, depois fomos tomar sorvete. Esqueci o nome da sorveteria, mas ela fica bem em frente ao vesúvio e o sorvete é muuito bom!!

No fim da tarde ainda fomos passear em uma praia cujo nome não lembro. Gostei muito da cidade e fiquei com vontade de voltar, até porque não comprei nenhum daqueles chocolates com formatos interessantes. Fiquei devendo isso pras amigas.

Fim de Tarde no Cristo Redentor

Na primeira vez que fui ao Rio de Janeiro, não fui ao Pão de Açúcar, nem ao Cristo Redentor (mesma coisa que não ir ao Rio de Janeiro). Estava apenas de passagem, rumo a Paraty. O pouco do que vi, foi lucro. Na segunda vez que fui ao Rio, realmente fui ao Rio. Me permiti uma semana na Cidade Maravilhosa, para garantir que teria tempo suficiente para fazer não só os programas mais turísticos, mas também outros que tinha pesquisado e achado interessantes.

Levei anotada uma lista de tudo o que eu queria conhecer na cidade. Esse foi todo o meu planejamento. Não tinha um roteiro definido. Faria o que me desse vontade, na hora que desejasse. Essa é uma das vantagens de viajar sozinha. Acordava cedo, decidia o lugar por onde começariam minhas andanças, e o resto eu negociava comigo mesma ao longo do dia. Fiz uma programação ao meu modo, demorando bastante em cada lugar que visitava e curtindo de verdade minha viagem.

No meu terceiro dia no Rio, eu tinha acordado bem cedo, passeado pelo Comércio, Lapa, Cinelândia, Escadaria de Selaron, etc, e, depois de um almoço às 3 da tarde, estava buscando um progama mais tranquilo para fechar o dia. Voltei ao hostel para descansar um pouco e, conversando com um pessoal, descobri que o lugar de onde partiam as vans para o Corcovado ficava bem pertinho dali, na Praça do Lido. Ainda estava cedo, dava tempo de tomar um banho para renovar as energias e partir para conhecer o mais famoso cartão postal do Rio de Janeiro. Last, but not least.

Rapidinho, cheguei à Praça do Lido, localizei a bilheteria, que estava vazia, comprei o ingresso e fui direto para a van. Fiquei surpresa. Achei que ia encontrar uma fila gigantesca, e que iria ter que esperar uns 20 minutos para pegar a van. Também pensei que o programa fosse me custar R$ 62, mas, como estava em baixa temporada, paguei “somente” R$ 51. Onze reais mais rica. Yay.

Em poucos minutos, já estava ziguezagueando nas curvas do Corcovado, e chegamos aos pés do Cristo, eu e meu pau de sélfie. Lá em cima estava bem tranquilo, não tinha muita gente, e o entardecer deixava a paisagem ainda mais bonita.

O próprio.

O próprio.

Morri com uma vista dessas.

Morri com uma vista dessas.

As fotos que tirei no celular foram por água abaixo literalmente, por conta desse triste episódio, mas, por sorte, eu tinha levado a câmera boa, então ainda fiquei com uma parte dos registros do passeio. Perdi minhas sélfies. Lágrimas. Mas aí eu conheci um tailandês lá, que veio falar comigo, porque pensou que eu fosse tailandesa também. Não é a primeira vez que isso acontece (preciso conversar com meus pais sobre isso, não pareço com nenhum dos dois). Aí, fizemos aquela velha troca de favores fotográficos. Obviamente, as fotos que eu tirei dele ficaram muito boas, harmoniosas e bem enquadradas, enquanto que eu ganhei isso em troca:

Zoom na cara da tailandesa

Zoom na cara da tailandesa

Ele até que foi legal, e se ofereceu para deitar no chão e tirar aquela foto clássica pegando o cristo todo, mas eu premeditei que não daria certo, e eu ainda teria que retribuir o favor e deitar no chão também, então No, thank you e bye.

Fiquei por lá, esperando o sol se por, observando o céu mudando de cor, até que uma menina pequena que aparentava ter uns 7 anos (ou 6, ou 5, não sei dizer idade de criança), se instalou do meu lado e começamos a conversar sobre blush e batom. Quando a conversa estava ficando boa, a mãe dela apareceu, meio desesperada, achando que a menina já tinha descido sozinha. Me agradeceu por estar conversando com ela e foram embora. Voltei para minha solidão. Afim de compartilhar o momento, liguei o wifi (sim, você leu certo!) e tirei uma foto pelo snapchat. Veni, vidi, tá provado.

Por-do-sol na Tijuca

Por-do-sol na Floresta da Tijuca

Trilha do Morro dos Dois Irmãos sem guia – Rio de Janeiro

Hoje fiz um dos programas mais legais dessa viagem. Uma trilha maravilhosa até o topo do morro dos dois irmãos (na verdade os dois morros é que são os irmãos, mas não sei qual dos dois foi que eu subi). Desde que comecei a montar a minha programação, já estava decidida a fazer essa trilha. Aí quando cheguei aqui no Hostel, fui logo procurando saber como era o esquema e tal. O tour custava 90 reais. Um cara vinha aqui de van pra buscar, depois subiriamos o Vidigal, ainda na van, depois iriamos seguir por um caminho com o guia e então começaria a trilha de fato.

Legal. Achei massa de verdade. Mas não queria pagar 90 reais. Dá pra fazer tanta coisa com esse dinheiro. E aí eu fui fazer um walking tour ontem de manhã e perguntei ao guia se era arriscado de fazer a trilha dos dois irmãos sozinha, considerando que eu teria que subir a favela e tal. Ele disse que não, que eu poderia pegar o buzu pra entrada do Vidigal, subir de moto taxi e pedir a ele pra me deixar no inicio da trilha.

Quem me conhece sabe que eu não ia perder a oportunidade de fazer o tour by myself né hahah, então dispensei logo o guia do hostel, chamei uma amiga para ir comigo e lá fomos nós pra favela, uhuuuu.

Como estou aqui escrevendo esse post pra vcs, está explicito que finalizei o tour inteira e viva. No fim das contas, um passeio que me custaria 90 reais, saiu por 19 e pouco com almoço na favela e tudo (3,4 do bus, 10 do mototaxi e 6 e pouco do almoço).

A minha ideia de diversão em viagens é essa. Fazer o que alguém do local faria. Descobrir as coisas sem precisar ficar pagando pela comodidade e me arriscar um pouco também, que é pra sentir emoção hahah.

Acho que a hora de fazer essas maluquices é agora, enquanto tenho pique, animação e pouca coisa a perder. Depois que passar dos 40 eu começo a fazer programas mais tradicionais e confortáveis, mas por enquanto, to curtindo de verdade essas experiencias para as quais sou empurrada pela falta de dinheiro. Tenham ânimo, universitários. Ser pobre também é bem legal hahaha.

Oi mãe, td certo por aqui, vou ali na favela e volto. Beijosteamo

Oi mãe, td certo por aqui, vou ali na favela e volto. Beijosteamo

Simplesmente.

Simplesmente.

*Esse texto foi publicado originalmente no dia 12 de agosto de 2015, no meu outro blog (dá uma olhadinha lá também 🙂 ).

Beijos!

Lenita

Curitiba, assim você me deixa GORDA!

No início desse mês eu fui visitar minha irmã, que se mudou para Curitiba em Fevereiro. Passei quatro dias na cidade, cheguei em uma quinta à noite e fui embora na manhã da segunda-feira. No fim de semana, fizemos nossos passeios juntas, mas nos outros dias, quando ela estava trabalhando, eu tive que descobrir a cidade sozinha mesmo, o que também foi bem divertido.

No primeiro dia, comecei bem cedo no Jardim Botânico, que foi o que mais gostei na cidade. Como Jô (minha irmã) mora bem em frente ao Jardim, botei uma roupa de correr e fui a pé mesmo. Lá é muito bom pra corridas. Você pode ir pelo meio, percorrendo todo o Botânico, que é bem grandinho, e pode ir também por uma trilha que o contorna. O bom é que tem muitas subidas e descidas, aí não fica monótono. Lá tem banheiros e bebedouro com água geladinha, pra refrescar 🙂

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Como não amar?

Mas não se deixem enganar pelo primeiro programa fitness na cidade, porque depois daí foi sóoo comer, comer e comer! Depois de tomar banho, foi que dei início aos passeios turísticos, de fato. Tracei mais ou menos um roteiro, e comecei pelo Mercado Municipal, que fica bem em frente à rodoviária e tem vários restaurantes legais, barracas para comprar lanches e uma seção inteira só para comidinhas orgânicas. Comi uma panqueca MUITO BOA no Bonna Panquecas, que me recomendaram (passo a recomendação adiante pra vocês). Lá também tem um pastel muito bom, que me disseram, mas não deu pra provar, pois eu já estava cheia de panqueca e quis evitar explodir. Depois fui comprar aquelas frutinhas desidratadas, que custam os olhos da cara, e também o melhor doce de leite da vida, que fica em uma barraquinha de comida mineira (Lar de Minas, ou algo assim). Fica bem escondidinha, mas vale a pena procurar.

Mercado Municipal de Curitiba

Mercado Municipal de Curitiba

Barriga cheia, parti para o Shopping Estação. O shopping funciona em uma antiga estação de trem, é bem agradável e tem um museu ferroviário, com um trem de verdade e tudo. Achei bem legal, e recomendo principalmente pra passear com crianças. É pequeno, mas vale a visita.

De lá, fui andando até o centro, em busca dos famosos sebos de Curitiba (andei muito, mas achei melhor do que pegar um ônibus e me perder, o que sempre acontece comigo). A cidade é cheia de sebos, um maior que o outro, e os preços são realmente muito bons. Pra quem gosta de livros, é um paraíso. De lá, fui à Rua 24 horas, que é um ponto famoso, que parece uma galeria, com algumas lanchonetes, chocolaterias, sorveterias, e também umas lojas de antiquário com um monte de coisas lindinhas, mas tudo bem caro.

Saindo da Rua 24h, fui passeando pela Rua das Flores, que (acho) é também a “Rua Quinze”. Essa parte é bem charmosinha e boa pra fazer compras. Achei umas lojinhas de bijouterias bem legais e também amei as lojas de quê? DE QUÊ? De chocolate, claro hahaha.

Á noite fomos passear no Batel, que é a parte chique da cidade, cheia de bares e restaurantes. Fomos comer em uma hamburgueria chamada JPL, onde comi o melhor hamburguer da minha vida, com o melhor chedar, o melhor molho, e o melhor suco de morango com limão e manjericão (?, mas deu super certo!). Adianto logo que comi muito hamburguer em Curitiba, e amei porque lá não é tão caro como em Salvador. Aqui, um hamburguer decente custa uma fortuna, enquanto que em Curitiba com 19 reais você come um cheeseburguer gourmet do bom.

Comidas à parte, na manhã de sábado fiz o programa que TODO MUNDO de Curitiba sugere aos turistas: Pegar o ônibus da linha de turismo. Paguei 35 reais pelo serviço, que dá 5 tickets para subir ao ônibus 5 vezes, nos pontos que desejar, dentro da rota programada. Ele passa pelos principais pontos da cidade, é rápido, confortável e tem áudio-guia. Só tem que ficar ligado no horário de encerramento, porque ele para de rodar logo depois que anoitece.

O primeiro lugar que visitamos foi o Bosque Alemão, que é liiindo, e tem uma trilha de João e Maria, com pedacinhos da história pelo caminho (um pouco diferente da que eu conhecia, mas tudo bem) e tem até a casa da bruxa, onde eles contam a história para as crianças pequenas e grandes (tipo moças de 23 anos). Só não vai dar uma de João sem braço e botar as crianças pra fazer a trilha de trás pra frente, como eu vi muita gente fazendo sem perceber, pelo amor de Deus.

Trilha João e Maria, Bosque Alemão.

Trilha João e Maria, Bosque Alemão.

OIGENTE, bem vindos à minha casa.

OIGENTE, bem vindos à minha casa.

Depois fomos na Universidade Livre do Meio Ambiente. Outro lugar maravilhoso. Não entendemos muito bem qual a finalidade do lugar, mas é tipo um prédio todo em madeira, com algumas “salas de aula”. Tem uma montanha linda atrás, um lago e até um cisne negro.

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Universidade Livre

Depois fomos à Ópera de Arame, outro cartão postal de Curitiba. É um espaço para apresentações, tipo um teatro, toda metálica, montada sobre um lago e cercada por montanhas. A estrutura é toda harmoniosa, por isso chama muita atenção. Fomos à tarde, mas vi fotos do local à noite, e parece ainda mais bonito.

Ópera de Arame

Ópera de Arame

Outro ponto que visitamos (novamente, um parque), foi o Tanguá. Esse parque foi amor á primeira vista. Dá vontade de morar em Curitiba, só pra ter um parque desses. Tinha até uma galeeera fazendo um churrascão lá no meio do parque, muita gente fazendo book fotográfico, gravando coisa, etc, de tão lindo que é. Ficamos lá um tempinho, tomando caldo de cana com limão (vende mais disso do que água por lá), passamos pelo túnel, e depois subimos tudo de novo pra pegar o ônibus (parte sofrida).

Parque Tanguá, parte de baixo.

Parque Tanguá, parte de baixo.

Parque Tanguá, parte de cima.

Parque Tanguá, parte de cima.

Sabe o book fotográfico? Era eu que tava fazendo! Mentira. Só um pouco.

Sabe o book fotográfico? Era eu que tava fazendo! Mentira. Só um pouco.

Encerramos o nosso dia na Torre Panorâmica da Oi. Mentira, encerramos o dia comendo mais hamburguer. Mas antes, fomos lá na torre ver o pôr do sol. Dá pra ter uma visão 360 graus da cidade e no entardecer é ainda mais bonito. Primeiro, pegamos uma fila enorme e super demorada (parece que é sempre assim, então se prepare), mas valeu o sacrifício. Ficamos lá até o anoitecer, e vimos as luzes da cidade irem se acendendo aos poucos. Quando saímos de lá, o ônibus já tinha passado do horário de circular, então tivemos que descer no fim de linha, na Praça Tiradentes. O centro fica bem deserto a noite, e não tem um clima muito legal pra sair andando sozinha.

Na torre panorâmica.

Na torre panorâmica.

Nessa hora, preciso desmistificar um pouco do conceito que a gente tem da cidade. Curitiba tem muuuitos mendigos e gente desabrigada. Muitos mesmo, como toda cidade grande. Principalmente na região do centro, não achei a cidade segura, e minha irmã e os amigos que moram lá me fizeram vários relatos de acontecimentos que me fizeram ficar de olhos bem abertos (sempre fico, mas é bom saber das coisas). Isso ofusca um pouco a beleza da cidade, mas é só porque muita gente tem a ilusão de que lá é tudo perfeitinho, nível Europa e tal, mas já poupo logo a decepção, avisando que não é bem assim.

Continuando, no domingo pela manhã, fomos à Feira do Largo da Ordem, outro programa altamente engordativo e prazeroso. Comprei vários trequinhos fofos, tipo broches e ímas, e também umas balas de coco com recheio de beijinho que derretem na boca, maravilhosas. Como toda feira, tem o clássico pastel com caldo de cana, no qual caí pra dentro, obviamente. Novamente, muitos sebos, muitas lojinhas de bijouteria, bolsas, decoração, e tudo o que você imaginar. Tem uma mesquita bem linda próxima a feira, onde parei pra tirar foto, mas não entrei porque tava na agonia de ir comer pastel.

Mesquita

Mesquita (olha a qualidade e simetria das fotos que minha irmã tira..)

Encerramos nosso domingo no Museu Oscar Niemeyer, ou MON, ou “Museu do Olho”. Onde fomos ver, entre outras, uma exposição com fotos sensuradas do dia a dia na época do Socialismo. A exposição é realmente muito boa e vale a visita. O museu inteiro é sensacional, e deve fazer parte do roteiro de quem curte uma programação um pouco mais cult. O ticket custa 9 reais (inteira).

Meus passeios pela cidade foram esses. Amei tudo, principalmente os parques e as comidinhas, haha. Meu transporte foi todo feito via busu e pernas. Não é difícil se virar em Curitiba de ônibus e o sistema de integração deles é muito bom. Fora a linha de turismo que facilita a vida significativamente. Para chegar e sair do aeroporto, peguei a van executiva no shopping estação, que passa com uma frequência boa e chega ao aeroporto rapidinho. Paguei 12 reais pelo serviço. Ela passa por vários outros pontos da cidade também. Procure aqui no site qual a opção mais cômoda pra você e seja feliz 🙂

Beijinhos na torre panorâmica.

Beijinhos na torre panorâmica.

Obs: Durante a viagem, fiz alguns relatos sobre Curitiba no meu outro blog aqui e aqui.

Beijos!

Lenita