Museus Gratuitos de Edimburgo

Já reclamei bastante aqui no blog sobre como no UK as atrações do tipo castelos e palácios geralmente são caras demais, principalmente para um budget de estudante. Mas também, pra compensar, temos muitas opções de museus muuito legais e com entrada gratuita para todos. Museu aqui é um lugar para passeio como qualquer outro, onde as pessoas vão para descontrair, fazer um lanche, etc. Justamente por isso, aqui é bem comum os pais levarem seus filhos para passearem nos museus nos finais de semana e feriados, o que eu acho bem legal apesar de as crianças ficarem subindo nas esculturas, pegando em coisas que não pode tocar, correndo e esculhambando tudo (na minha opinião a coleirinha de criança que eles usam por aqui é uma coisa genial). Inclusive, uma dica: se puder, prefira sempre os dias dias de semana para ir aos museus, é muito mais tranquilo e menos concorrido.

Como passei uma semana em Edimburgo, tive tempo de conhecer alguns dos museus e achei que seria legal colocar aqui como dica para quem for conhecer a cidade dar uma passadinha nos museus, afinal eles são todos gratuitos e com certeza valem a pena. Acho que o mais legal de viajar é ter a oportunidade de conhecer diferentes culturas, histórias e costumes, pelo menos é isso que eu sempre busco em minhas viagens.

Bom, lá vai uma listinha de museus legais e gratuitos em Edimburgo:

1. National Museum of Scotland

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Esse com certeza é o mais legal de todos! Se você estiver com pouco tempo e for escolher um museu, simplesmente: escolha esse.

O museu conta a história da Escócia todinha, desde a época das formações rochosas do local (zzz pulei essa parte, obviamente haha) até os tempos atuais. Eles contam a história da religião, da formação e evolução das cidades, das brigas com a Inglaterra, dos costumes, de como era a vida antigamente, etc.

O prédio tem uns 6 andares, cada andar se refere a um período diferente da história de um lado, e do outro lado fica uma parte do museu com a parte de ciências (que é justamente onde a criançada sem coleira toca o terror). Nessa parte fica o esqueleto de um T-Rex em tamanho real, a ovelha Dolly, que foi clonada na Escócia, e um robô que escreve o seu nome.

Dolly

A ovelha Dolly.

E no terraço do museu dá pra ter uma vista muito linda da cidade e do castelo também.

2. Museum of Edimburgh

Se você quer conhecer as histórias populares de Edimburgo e saber sobre a vida das pessoas na cidade antigamente, esse é o local perfeito. O museu funciona em uma casa típica da antiga Royal Mile, e só de entrar lá, pisar no chão de madeira que range, observar as paredes irregulares e, claro, sentir o cheiro de mofo, já nos sentimos de volta ao passado. Eles tem várias coleções de objetos antigos, retratos e relatos da Edimburgo antiga. O museu não é muito grande, dá pra conhecer tudo em uns 40 minutos.

A história de Bobby.

A história de Bobby.

3. The Writer’s Museum

Como o próprio nome diz, o museu é dedicado aos escritores escoceses, mas só conta mesmo as histórias de três deles: Robert Louis Stevenson, Walter Scott (o que tem uma escultura no Princes Gardens) e Robert Burns. Fui achando que encontraria alguma coisa sobre Conan Doyle também, afinal de contas né, claro que tinha que ter… Mas não tem nada, nem uma fotinha no mural lá dos escritores. Li em algum canto que eles pretendem ampliar para outros escritores também, mas não procurei confirmar. De qualquer modo, o museu já vale a visita somente para poder entrar na famosa residência da Lady Stair, uma burguesa lá do século XVII, que fica localizada em um dos icônicos closes de Edimburgo.

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Lady Stair’s House

4. Museum on the Mound

Esse museu é do Banco da Escócia, que fica em cima desse morro (feito de lixo), o Mound, que eles compraram por 150 mil libras (!!!) do governo e construíram esse prédio lindo:

National Bank of Scotland.

National Bank of Scotland.

O museu é bem pequeno e conta a história do dinheiro e do banco, que é uma coisa que os Escoceses meio que pensam que eles que inventaram e eles se orgulham bastante disso. O mais legal é que eles tem em exposição o equivalente a 1milhão de pounds em notas, que, convenhamos, vi pela primeira e última vez na minha vida.

Entre os registros de investimentos estrangeiros, lá também tem um documento de financiamento (acho) da Madeira Mamoré, aqui do Brasil.

Promissória da Madeira Mamoré.

Promissória (?) da Madeira Mamoré.

5. The People’s Story

O museu é dedicado especialmente a tratar da vida das pessoas e é legalzinho, mas não muito. Pra falar a verdade, só vale mesmo a visita para dar uma espiada em uma cela de prisão de verdade, já que antigamente ali era como se fosse um portão da cidade, onde eram recolhidos impostos e também tinha uma prisãosinha. Dá aprender um pouco sobre as profissões na antiga Edimburgo, como as pessoas viviam, como se relacionavam, etc. O museu é cheio daqueles bonecos macabros que parecem pessoas de verdade então se prepare porque é meio aterrorizante, hehe.

Além desses que eu citei, Edimburgo também tem muitos outros museus interessantes e totalmente gratuitos como o Museu da Guerra e o Scottish National Gallery, que não tive a oportunidade de conhecer porque não deu tempo. Espero que tenham gostado das dicas 🙂

Beijos!

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A Edimburgo onde nasceram Sherlock Holmes e Harry Potter.

Não na história, mas na vida real. Quer prova maior de que a capital escocesa é simplesmente a cidade mais inspiradora de toda a Europa? E te digo, os escritores que são principal motivo de orgulho para eles nem são Conan Doyle, nem tampouco J. K. Rowlling (até porque ela nem é escocesa nem nada). Para eles, importantes mesmo foram Robert Burns, Robert Louis Stevenson e (Sir) Walter Scott. Esse último é o mais idolatrado, tem até um monumento gigantesco que parece um foguete com a estátua dele sentado lá dentro bem no meio da Princes Street. Deus no céu, Scott na terra, quem já esteve em Edimburgo sabe como é. E eu nunca nem tinha ouvido falar desses caras antes de ir à Escócia.

Scott Monument

Scott Monument

Mas vamos ao que interessa de verdade: aos dois personagens tão característicos que conquistaram o mundo inteiro, fazendo o maior sucesso principalmente através dos livros, mas também por meio de filmes que já foram/serão regravados muitas vezes ao longo das gerações, porque as histórias são realmente muito contagiantes para ficarem velhas (alguma dúvida de que daqui a alguns anos Harry Potter vai ganhar remake?).

Foi na Universidade de Edimburgo que o estudante de medicina Arthur Conan Doyle conheceu aquele que seria a inspiração para a criação do personagem Sherlock Holmes. Ela veio através de um professor que gostava de ensinar aos alunos o método dedutivo que tanto aparece nas estórias. Diz-se que um de seus hobbies era olhar para uma pessoa estranha e, por dedução, tentar desvendar sua vida, qual era o seu emprego, de onde era, onde morava, etc. Soa familiar, não?

Doyle nasceu em Edimburgo, na casa de número 11, na Picardy Place, que fica na parte da new town (fui lá procurar onde era gente, haha) e depois da graduação se mandou da cidade e foi morar fora. Foi fora de Edimburgo que ele começou a escrever sobre Holmes e Watson, que fizeram o maior sucesso rapidamente entre os ingleses, e depois explodiram no mundo todo. Algum tempo depois, Doyle ficou de saco cheio de escrever as histórias do detetive e decidiu matá-lo nas cataratas de Reichenbach, na Suíça. Lágrimas.

Estátua de Holmes, na Picardy Place.

Estátua de Holmes na Picardy Place.

Depois ele resolveu “ressucitar” Holmes, por conta da pressão popular e escreveu mais algumas estórias. Bem perto de onde ficava a casa de Doyle, antes de ser demolida para a construção de um prédio quadrado, feio e sem decoração, existe um Pub chamado “The Conan Doyle”.

The Conan Doyle.

The Conan Doyle.

Outro Pub bem famoso na cidade é o The Elephant House, que se gaba de ter sido um dos locais escolhidos por J. K. Rowling para escrever as estórias de Harry Potter. A escritora chegou em Edimburgo desiludida da vida, depois de um divórcio, sem emprego e com uma filha para criar. A situação estava tão feia que ela vivia graças à assistência do governo aos pobres e ~dizem~ chegou até a tentar suicídio. Como ela não tinha dinheiro nem mesmo pra alugar uma casa com aquecedor, durante o dia ela ia para os pubs e ficava horas escrevendo por lá.

The Elephant House.

The Elephant House.

Bem pertinho desse pub fica o Greyfriars Kirkyard, que é um cemitério bem lindinho que fica na old town. Nunca me imaginei passeando em cemitérios, mas parece que é algo que o pessoal gosta de fazer por aqui (cemitério = parque). Cemitérios também são lugares inspiradores para quem está escrevendo um livro e precisa de nomes legais para dar aos seus personagens, nomes diferentes, nos quais eles nunca tinham pensado, e que são nomes plausíveis, digamos, já que alguém que já viveu e andou sobre esse planeta já foi chamado daquela forma.

Pois bem, passeando pelo Greyfriars Kirkyard é possível encontrar vários dos nomes e sobrenomes dos personagens do livro ( Mcgonagall é o único que eu me lembro, mas tem vários outros, é só procurar). Como não sou exatamente fã, nem me dei ao trabalho de sair catando, já que eu não ia reconhecer nenhum nome mesmo… Ah, mas, pera, tem esse aqui, acho que esse aqui todo mundo conhece né:

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“Vocêsabequem”

O cemitério tem uma entrada pela George Heriot’s School que, novamente, ~dizem~ ter sido a grande inspiração na criação de Hogwarts. A explicação é bem convincente já que, em uma época em que somente quem tinha boas condições financeiras podia estudar, essa escola magnífica e linda foi criada especialmente para oferecer educação gratuita para crianças órfãs e pobres.

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George Heriot’s School (foto da internet).

A vista das janelas do Elephant House, que fica meio que no alto, dá para o cemitério e para a escola, ou seja.

Com certeza devem ter muito mais coisas em Edimburgo que inspiraram os dois escritores na criação de suas estórias, porque a cidade toda é simplesmente fascinante.

E pra quem se interessar em conhecer mais sobre os famosos escritores de Edimburgo, vale a pena visitar o museu dos escritores, o Writers’ Museum, do qual falarei um pouco mais em outro post.

Beijos!

Lenita

Edimburgo, uma viagem aos tempos antigos.

Uma viagem a Edimburgo é uma viagem ao passado, e o passado na Europa a gente sabe como é: construções majestosas, castelos, palácios, igrejas, jardins… Edimburgo tem tudo isso. A cidade se divide em duas: a Old Town, que é a cidade antiga, da era medieval, onde fica o castelo de Edimburgo, o palácio de Holyrood e os museus, e tem também a New Town, que, adivinhem só, é velha também.

Mapa de Edimburgo

Mapa de Edimburgo

As duas partes são divididas por uma rua bem longa, a Princes Street, e seus jardins lindos. Fiquei hospedada em um hostel na New Town, que ficava bem no pé da Princes. Todos os dias eu passava pelo Princes Street Garden para ver os esquilinhos e merendar com eles. Sempre tem algum carinha vestido no traje escoces típico tocando gaita de fole por lá. O jardim tem um relógio de flores lindo e é o lugar mais bonito para adimirar o castelo, que fica bem lá no alto.

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Relógio de Flores

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Princes Street Gardens

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Castelo de Edimburgo.

Acima da Princes, fica a Old Town. Na parte mais alta, o Castelo de Edimburgo, e na parte mais baixa o Palácio de Holyrood, onde a rainha mora quando vai à Escócia (é bem mais bonito que Buckingham). Ligando a parte mais alta à parte mais baixa fica a Royal Mile, uma estrada comprida que é a parte mais importante da Old Town. E foi assim que começou a cidade, lá na época medieval. Enquanto que a realeza morava nas duas pontas, a pobrezada toda foi se amontoando nas ramificações da Royal Mile, os closes. Essa foi a parte que mais despertou meu interesse na cidade.

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Royal Mile.

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Um dos closes.

Eram nos closes, que em bom português podemos chamar de becos, que viviam as pessoas comuns, que não tinham o sangue real. Fosse pobre ou “rico” (a grande maioria bem pobre), todo mundo morava por ali, em casinhas bem apertadas, longe de terem saneamento básico ou água limpa. Sabe aquelas histórias que a gente aprende no colégio, que antigamente as pessoas não tomavam banho, que morriam muito jovens por falta de higiene e que jogavam seus dejetos na rua, pela janela? Em Edimburgo era nos closes que acontecia tudo isso.

O legal é que hoje em dia está tudo lá, do “mesmo jeito” que era há centenas de anos. Bem, agora eles tem saneamento básico e água, mas ao longo da Royal Mile todos os closes foram preservados. O mais famoso de todos é o Mary King’s Close. Dizem que lá eram jogadas as pessoas contaminadas pela praga, e que elas ficavam presas ali, abandonadas até que morresem. O local foi todo demolido e incendiado no passado, mas foi reconstruído e hoje é possível fazer tours lá dentro, custa cerca de 10 pounds (dizem que eles contam várias histórias de terror e que é legal). Nesse site tem um mapa com todos os closes da cidade e suas histórias. Em Edimburgo vale um conselho às avessas: à noite, procure entrar em becos desconhecidos onde pessoas estranhas estão entrando, vale a pena.

Com o desenvolvimento do comércio, as pessoas foram ganhando seu dinheirinho e melhorando de vida, e ninguém que tinha condições queria mais continuar morando naqueles becos sujos. A população também cresceu muito, e nem tinha espaço para tanta gente. Sendo assim, o governo construiu a New Town, uma cidade totalmente planejada, com prédios amplos e bonitos, e o pessoal começou a se mudar para lá.

É na New Town que fica o Calton Hill, que é um morrinho de onde se tem uma vista muito linda da cidade, principalmente à noite, quando o castelo e os prédios ficam iluminados. Tentei tirar fotos, mas ainda não consigo tirar fotos boas com minha câmera à noite :(. No Calton Hill fica o National Monument, que é uma imitação descarada do Partenon incacabado (de verdade, eles se auto denominavam “a Atenas do norte”).

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Calton Hill (foto da internet).

Na New Town fica o centro comercial de Edimburgo. Lá é que tem todas aquelas grandes lojas que a gente encontra em todas as cidades do UK (menos em Coventry, que não tem nada, só Primark). Essa parte da cidade também tem muitos pubs, mas eles parecem menos interessantes que os da Old Town. Um lugar bem legal que conheci do lado de lá foi uma vila chamada Dean.

A Dean Village, como é conhecida, fica a uns 10 minutos de caminhada da Princes, mas parece que fica muito mais longe, de tão calma e silenciosa que é. As casinhas foram construídas à beira do Water of Leith, um riacho que tem um caminho por onde as pessoas passeiam de bicicleta e a pé.

Water of Leith.

Water of Leith.

Fora os que já falei, não encontrei muitos outros lugares bonitos na parte nova. Passamos muito mais tempo na Old Town, passeando e indo aos museus de dia, e à noite conhecendo os pubs.

Demos muita sorte pois pegamos dias ensolarados na cidade, o que não é tão frequente. Em um desses dias, aproveitamos que o clima estava bastante agradável para ir tomar café da manhã no Athur’s Seat, que é uma montanha bem grandona que fica no Holyrood Park, ao lado do palácio. Esse parque é muuito lindo, cheio de montanhas cobertas de verde e tem até um laguinho com cisnes. Fomos lá em uma manhã de sábado e estava bem animado pois ia rolar uma maratona.

Holyrood Park

Holyrood Park

A subida para o Arthur’s Seat não é moleza não. E eu teimei que queria tomar meu café da manhã, que estava na minha sacolinha do Sainsburys, lá em cima, no topo do negócio enquanto adimirava a cidade. Depois de 1/3 de subida eu já estava acabada, sem fôlego e fraca, dando um passinho depois do outro, enquanto que os velhinhos passavam pelo meu lado a mil, subindo nas pedras e se mandando na minha frente.

Enfim, depois de muito sacrifício, consegui chegar lá em cima e comer meus muffins em grande estilo (com um vento forte jogando os farelos de muffins no meu cabelo e na minha cara e o meu saco de comidas querendo voar longe), adimirando a bela paisagem que é Edimburgo de um lado e o mar do outro.

Sobe!

Sobe!

Edimburgo pequenininha lá embaixo.

Edimburgo pequenininha lá embaixo.

Eu e o marzão atrás.

Eu e o marzão atrás.

Na descida, fomos olhar o palácio, mas prefirimos não entrar por conta daquela velha história de que os castelos e palácios do UK cobram muito caro para estudantes e a Rainha é muito rica e eu sou pobre, etc. Ainda assim, tirei umas fotos clandestinas pela grade porque o palácio é bem bonito.

Holyroodhouse Palace.

Holyroodhouse Palace.

Ainda fomos também ao Grassmarket, que é um local onde antigamente funcionava um mercado de grama (ooh!), onde as pessoas vendiam/compravam grama para servir de comida para cavalos. O local também ficou conhecido por ser muito usado para execuções em público. Todos iam ao Grassmarket com suas famílias para assistirem às execuções, era a distração deles. Na forca eram colocados criminosos e também os convenants, que eram os protestantes da época.

Grassmarket.

Grassmarket.

Uma homenagem aos protestantes que morreram no Grassmarket.

Uma homenagem aos protestantes que morreram no Grassmarket.

Hoje o Grassmarket é um local cheio de pubs charmosos e com uma pracinha para assistir o sol se pondo atrás do castelo. Alguns dos pubs tem nomes históricos que se referem às execuções que aconteciam por ali. Um deles é o The Last Drop, uma referência ao último gole de uísque que era concedida ao criminoso antes do enforcamento. Outro pub interessante é o Maggie Dickson, que leva o nome de uma mulher que foi condenada por ter assassinado seu próprio bebê, e foi enforcada. Momentos depois de seu corpo ter sido colocado no caixão, ela acordou. E agora? Bem, ela já tinha cumprido a sentença de ser enforcada, então, pronto, ninguém podia dizer que ela não estava livre para viver a vida dela. E assim aconteceu.

E para finalizar, vamos falar de coisa boa, vamos falar de comida. Vamos falar de Haggis, essa comida deliciosa, para comer sem saber do que é feito e como é preparado. Juro que eu comi já sabendo do que se tratava e AMEI. E olha que eu sou super fresca com comida. Mas basta olhar para o prato e já dá pra saber que é gostoso.

Haggis.

Haggis.

O Haggis é feito das partes da ovelha que ninguém quer, como o coração, pulmão, intestino, fígado, etc, e por isso era uma comida bastante econômica (apesar de eles cobrarem em média £8 por um prato de haggis hoje em dia). As partes “indesejadas” do animal são moídas e depois misturadas com cebola e ervas. Tudo é colocado de volta no estômago do bicho, que é amarrado nas pontas, e a bolsinha é colocada para ferver. Batatas amassadas e um molho feito de uísque são os acompanhamentos tradicionais.

O gosto é maravilhoso e tem uma leve semelhança com carne moída, mas a textura é diferente, é molinho mas ao mesmo tempo crocante, enfim, adorei. Lá eles vendem nos mercados Haggis de microondas e Haggis enlatada pronta para comer. São opções a se considerar, já que o prato é meio caro para quem está com o orçamento apertado. De qualquer forma, acho que vale a pena, por ser uma comida única (e que dá energia para o dia inteiro, garanto!).

Beijos!

Lenita