A história de como me apaixonei por Lisboa

Título alternativo: Como engordar 3 quilos em 6 dias.

Mês passado fiz uma viagem a Portugal, começando por Lisboa. A cidade de Vasco da Gama, de Camões e do Tejo. A cidade que tem uma pastelaria em cada esquina. Dos elétricos que sobem e descem sete colinas. A cidade dos pastéis de Belém e da torre. O local de onde Cabral partiu em abril do ano de 1500 e acabou achando o Brasil e tomando das mãos dos índios (êeeeeh \o/).

Já cheguei me perdendo na cidade, já que não conseguia encontrar o hostel de jeito nenhum e fiquei circulando em volta da estação de metrô, meio que sem querer acreditar que a rua, que pela orientação do site era ali bem pertinho e facílima de encontrar ficava na verdade do outro lado da avenida, subindo uma ladeira de 90 graus e depois subindo mais outra. Mas, enfim, subidas à parte, encontrei o hostel, que era muito bom e que tinha um café da manhã, vulgo ~pequeno almoço~ digníssimo (com bolo e PÃO DE PADARIA) e pelo qual paguei 7 euros e alguma besteirinha pela diária.

De primeira fomos passear na praça Luís de Camões, que não tem nada além de uma estátua de Camões vestido com uma roupa esquisitíssima, mas que fica próxima a alguns dos principais pontos da cidade. De lá, ficamos muito felizes de descer em direção ao mar, que nem era o mar, era o Tejo, mas só descobrimos depois que descemos tuudo e chegamos lá na beira (Lisboa tem muitas ladeiras).

Luís de Camões.

Luís de Camões.

O Tejo

O Tejo

Fomos seguindo pela borda do rio até que chegamos à Praça do Comércio, ou “Terreiro do Paço”, onde paramos para tirar fotos até que um cara chegou bem pertinho do meu ouvido e sussurrou “marijuana, marijuana” e eu achei melhor continuar andando.

Praça do Comércio

Praça do Comércio

Passamos pelo portão e fomos passeando pela Baixa, que é uma região bem comercial, cheia de lojas e socada de turistas. Queria ir ao Castelo de São Jorge, que ficava na região alta da cidade, mas estava com muita preguiça de subir tudo de novo e já tinha meio que desistido quando vi um prediozinho todo decorado de azuleijos e, quando parei para tentar ler o que estava escrito em letras claras no topo: E-L-E-V-A-D-O-R.

Subi sem fazer esforço, e ainda por cima quando fui perguntar quanto custava, a moça da recepção falou que era de graça, e também que eu podia catar uns postais que estavam em cima do balcão e levar pra mim se quisesse. Com tantos lindos, fiquei muito em dúvida de qual escolher e ela falou que, sério, podia pegar quantos quisesse que era bom pra o balcão não ficar tão entulhado de coisas. Adoro. Ainda assim, fiquei com vergonha e peguei só 3 :D.

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Meus postais lindinhos ❤

Nem cheguei a entrar no castelo, mas fiquei um tempo sentada no murinho olhando a vida passar, até que realizei que logo iria escurecer e eu ainda não tinha ido conhecer o “Pelourinho” de Lisboa. também conhecido como Alfama. Fomos descendo a ladeira passando por umas ruazinhas estreitas, de casinhas simpáticas, coloridas e com roupas penduradas no varal da janela. Chegamos à Alfama, o bairro mais lindo da cidade, ainda mais na hora do pôr-do-sol.

Alfama

Alfama

Na manhã seguinte fomos a Belém. Primeiro fomos conhecer a Torre de Belém, que fica às margens do Tejo e é o cartão postal de Lisboa. É permitida a entrada na Torre, mas acabei não subindo pois queria ter mais tempo para ir ao Mosteiro dos Jerônimos, que fica bem próximo dalí.

Torre de Belém

Torre de Belém

Saindo da torre, fomos caminhando até o Padrão dos Descobrimentos, que é esse monumento bem bonito que comemora os descobrimentos de Portugal na época das grandes navegações.

"Pelo Tejo vai-se para o mundo."

“Pelo Tejo vai-se para o mundo.”

De lá fomos ao Mosteiro dos Jerônimos, que eu queria muito conhecer e bem quando chegamos lá, que eu saquei minha câmera, preparada para tirar muuuitas fotos… a bateria acabou, e tive que me contentar com a câmera do celular mesmo :(.

Mosteiro dos Jeronimos

Mosteiro dos Jeronimos

É lá no mosteiro que ficam os túmulos de Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Camões.

Confessionários onde os monges atendiam.

Confessionários onde os monges atendiam.

Túmulo de Camões

Túmulo de Camões

OMG estou presa na masmorraaa!!

OMG estou presa na masmorraaa!!

E depois que saímos do Mosteiro, FINALMENTE fomos ao que interessa, a verdadeira razão da minha viagem a Lisboa: pastéis de Belém.

Não só pelo pastel, mas a Pastelaria tem vários docinhos deliciosos e é um lugar bem legal para fazer um lanche já que o preço é bem amigo, principalmente para um lugar tão turístico.

Depois de trocarmos o almoço por vários pasteizinhos de Belém, à noite fomos em busca de um restaurante legal para comer o famoso bacalhau português. Uma coisa muito legal de Portugal é que a comida é muito boa e barata. Mesmo nos centros mais turísticos, o preço de uma refeição em um restaurante pode custar mais barato do que o que eu costumo gastar comendo fora aqui em Coventry (por isso o título alternativo do post de hoje, hehe).

Saímos do nosso hostel e fomos andando pelo bairro da Graça, que é um lugar cheio de pastelarias bem baratinhas e restaurantes familiares. De repente chegamos nesse miradouro, que fica ao lado do Convento da Graça e tem a vista mais linda de Lisboa à noite, tá aqui a prova:

Miradouro da Graça

Miradouro da Graça

Fomos andando até que chegamos de volta à Alfama, onde encontramos um restaurante perfeito para comermos um bacalhau português, tudo bem baratinho. O dono do estabelecimento era quem recebia as pessoas, fazia o caixa e era também o garçom, tudo na correria. No fim das contas, comi um generoso prato de bacalhau à Brás por apenas 7 euros, uma beleza! ❤

Na volta pra casa, ainda encontrei espaço na barriga para mais um pastelzinho de nata em uma das pastelarias da Graça. Sentamos lá, comemos uns docinhos e depois ficamos assistindo às reportagens sobre Mandela, tentando entender algumas palavras do que estava sendo dito, além de “Mandela”. Como é difícil entender o português de Portugal!

No dia seguinte fomos conhecer Sintra, uma cidade bem próxima a Lisboa, da qual falarei depois. De noite, mesmo muito cansada ainda fui à Catedral da Sé, para tirar aquela famosa foto do bonde elétrico “entrando” na igreja. Teoricamente, o bonde deveria passar por ali de 15 em 15 minutos, e já tem gente que fica estrategicamente posicionado, somente esperando o momento certo da foto. Pois bem, esperei os 15 minutos e o bonde não apareceu. Esperei mais 10. Depois mais 10. E fui, de 10 em 10 minutos, até que completaram-se 1 hora e 15 minutos!!! E eu e mais uns 5 infelizes ali, de câmera na mão esperando o tal do bonde. Finalmente, o bonde passou e a minha viagem a Lisboa não foi uma frustração completa. As fotos nem ficaram tão boas, mas já que deu tanto trabalho:

A igreja e o elétrico.

A igreja e o elétrico.

E foi isso. Comi bastante, andei bastante, subi muita ladeira e depois fui-me embora pra Coimbra :D.

Beijos!

Lenita

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