O que há de mais bonito em Porto.

Planejando conhecer “Purrrtugal”?

Vou começar esse post com algumas dicas de palavras que eles usam por lá e que podem causar confusão na cabeça da gente. Se eu tivesse pesquisado alguma coisa assim antes de viajar, teria sido mais fácil pra mim 🙂 então, lá vai:

Se quiser tomar um suco em Portugal, tem que pedir um sumo.

Para se movimentar pela cidade, ao invés de ônibus, se pega o autocarro. Ao invés de bonde, se pega o elétrico. E ao invés de um trem, se pega o comboio.

Se quiser saber onde fica o banheiro, tem que perguntar pela casa de banho.

pequeno almoço nada mais é que o nosso café-da-manhã.

E o almoço do meio-dia lá se chama grande almoço. Mentira.

Fiz essa viagem no início do mês passado e já estava bem frio. Confesso que estava esperando passar um calorzinho e até levei na mala roupas mais frescas mas elas ficaram todas bem escondidinhas por baixo dos casacos. O casacão que usaria somente para ir e voltar do UK foi a minha farda obrigatória de todos os dias. Decepção.

Em compensação, fez sol o tempo todo, o que fez parecer que a cidade era ainda mais bonita.

Porto não é tão colorida quanto Lisboa, mas eu achei ainda mais bonita. Porto tem azulejo nas paredes das igrejas e na estação de São Bento. Porto parece maior, mais espaçosa, mais desenvolvida. Porto tem o Douro, o rio que fica dourado ao entardecer. Porto tem Gaia à sua frente, onde ficam as caves dos famosos vinhos do Porto. Do que vi de Portugal, gostei mais de Porto.

E vou começar pela parte mais encantadora da cidade, a região da Ribeira.

Ribeira, Porto.

Ribeira, Porto.

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Ribeira, Porto.

Foi lá que Portugal começou, à beira do rio Douro. A Ribeira é uma região muito antiga, de casas velhas e vizinhos que se conhecem. O lugar legal para ter uma bela vista da Ribeira é na ponte Luís I. De um lado da ponte, Porto, e do outro lado Gaia, uma outra cidade. Os autênticos vinhos do Porto ficam armazenados em Gaia. Basta atravessar a ponte e encontrar a mina de ouro.

A ponte D. Luís I também é conhecida como simplesmente ponte Luís I, pois diz-se que o rei resolveu não comparecer à cerimônia de inauguração da ponte que levava seu nome, portanto os portuenses resolveram tirar o “dom” do nome da ponte. Rá.

Outro ponto com uma vista encantadora é o Pátio da Sé, onde fica, adivinhem só, a Sé do Porto.

Pátio da Sé, Porto.

Pátio da Sé, Porto.

Você sabe de onde veio a palavra “azulejo”? Vem do fato de que quando os portugueses chegaram à Índia, somente eles de toda a Europa tiveram acesso à uma tinta de coloração azul. Essa ficou sendo a marca de portugal, a cerâmica pintada com tinta azul. É possível ver os azulejos nas paredes de algumas igrejas e também no interior da lindíssima estação de São Bento.

Igreja decorada com azuleijos.

Igreja decorada com azulejos.

Estação de São Bento por dentro.

Estação de São Bento por dentro.

Estação de São Bento por fora.

Estação de São Bento por fora.

Isso foi o que vi no primeiro dia. De noite fomos em um barzinho bem legal chamado Museu D’avó, cheio de pestiscos portugueses gostosos e que tem uma decoração bem inusitada, parecendo mais um quintal velho cheio de tranqueiras (daí o nome). E mais tarde ainda fomos passear pela cidade e acabamos cruzando com alguns pedintes meio agressivos pelas ruas (aconteceu ao menos umas 3 vezes) e achamos melhor não voltar para “casa” muito tarde.

No nosso último dia atravessamos a ponte D Luís e fomos conhecer Vila Nova de Gaia. Aqui abro um parêntese: No dia anterior, fizemos um walking tour (ironicamente, em inglês mesmo) e a guia só chegou ao ponto de encontro uns 20 minutos depois do horário. Enquanto falava sobre o jeito português de ser, ela citou a questão de não respeitarem horários e estarem sempre atrasados, o que foi motivo de risos entre o pessoal, obviamente.

Pois bem, tinha olhado os horários de funcionamento das caves que queria conhecer e vi que todas ofereciam o tour a partir das 10 da manhã. Chegamos à Krohn por volta das 10:15h e estava tudo vazio. A porta estava aberta. Entramos, circulamos pelo local, fizemos o nosso próprio tour lendo as plaquinhas e explicações e só depois apareceu um rapaz, dizendo que o tour ainda não ia começar, pois o guia ainda não tinha chegado, mas que a gente podia subir para fazer a prova quando quiséssemos. Ok. Terminamos lá em baixo e subimos, fizemos a prova e depois fomos embora. Essa empresa oferece os tours com a prova no final gratuitamente.

Cave Krohn

Cave Krohn

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Cave Krohn

Fomos então conhecer a outra cave, a da Ferreirinha. A Ferreirinha foi uma mulher que veio de uma família rica e precisou assumir as vinhas da família em uma época em que a coisa não era fácil para as mulheres. Ela soube administrar tudo sozinha, cuidou das dívidas, fez investimentos e gerou muitos empregos na região em uma época de grandes dificuldades, e por isso se tornou uma pessoa muito querida entre os portuenses.

Chegamos à cave e, novamente um atraso, o tour só seria feito a partir das 11:30! Decidimos esperar mesmo. E valeu a pena. O tour foi bem legal, conhecemos todo o local e tivemos explicações sobre os tipos de vinhos, onde são armazenados, quais os cuidados necessários, etc. No final, fizemos a prova (de novo, hehehe). Não lembro exatamente quanto custou, mas foi algo em torno de 5 euros.

Cave Ferreirinha

Cave Ferreirinha

Barrilzão

Barrilzão

A melhor parte :)

A melhor parte 🙂

Quando terminamos, atravessamos a ponte e fomos em busca de algum lugar legal para comer. Finalmente provamos o tão comentado bacalhau com natas, que é muuito bom! Encontramos um restaurante chamado Farol da Boa Nova, que tem uma vista linda bem de frente para o Douro e o preço é bom. Outra comida típica de Porto, mas que tá mais pra lanche, é esse poço delicioso de gordura aqui:

Francesinha

Francesinha

A Francesinha. É tipo um misto, só que com linguiças e carne/frango, queijo por fora e regado em um molho de tomate.

E pra finalizar, uma dica de onde ficar em Porto: O melhor hostel da vida, limpíssimo e bem confortável. O nome é Pilot Hostel. Escolhi ele porque era tipo o mais barato da lista e me surpreendi com a qualidade.

Então é isso,

Beijos!

Lenita