Um fim de semana em Swansea.

Num fim de semana desses, arrumei a mochila e me mandei para Swansea, no País de Gales para visitar uns amigos e conhecer a cidade. O que eu estava esperando: Sol, praia, curtição e sorvete. O que eu tive: Chuva, praia, curtição e sorvete (e o que estou tendo nesse momento: gripe).

Escolhemos ir a Swansea justamente no fim de semana antes da tempestade que esculhambou com tudo no sul da Inglaterra e Wales, e o tempo já estava meio rebelde, com muita chuva e ventos fortes, mas de vez em quando aparecia um solzinho tímido entre nuvens para garantir a boa qualidade das fotos :).

O primeiro lugar que visitamos na cidade foi esse castelo:

Oystermouth Castle.

Oystermouth Castle.

O castelo fica bem no meio de um monte de casas e dá pra ver de longe porque fica no alto de um monte. Em volta dele tem umas arvores e colinas, ou seja, o cenário todo é bem bonito. Não é permitido entrar, acho que é porque está fechado para reforma ou algo do tipo, mas no site ta dizendo que vai reabrir em abril do ano que vem.

No meio do city centre também tem o Castelo de Swansea, que na verdade é só a ruína de uma parte pequena que ficou perdida no meio da cidade e eu acabei esquecendo de tirar foto :(.

Saindo do castelo fomos conhecer a praia de Mumbles, que fica bem perto. Como a maré estava bem baixa, tentamos atravessar a praia e chegar até o farol, mas no meio do caminho começou a chover pingos de água gigantes que furavam a pele e não teve jeito, tivemos que voltar atrás. Aproveitamos para jogar dinheiro fora em um dos amusements de Swansea (a cidade é cheia deles) enquanto esperávamos a chuva passar.

Mumbles Beach

Mumbles Beach, Swansea.

Farol em Mumbles Beach

Farol em Mumbles Beach.

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Minions and outras esquisitices no amusement.

Quando saímos de lá decidimos experimentar o sorvete do Joe’s, que é tipo o sorvete mais famoso em Wales e vende em tudo quanto é lugar de Swansea e é muuuito bom! Tudo bem que choveu de novo e ventava tão forte que metade do sorvete voou com o vento e a outra metade acabou grudada no meu cabelo/casaco/blusa/calça/sapato e rosto, mas a parte que deu pra tomar estava muito boa, garanto :).

No outro dia, praia de novo! Mas dessa vez fomos a uma praia muuito linda e cheia de ovelhas bem fofas e gordinhas, da qual já falei bastante no post anterior.

Rhossili Bay.

Rhossili Bay.

Rhossili Bay.

Rhossili Bay.

Meus amiguinhos lindos Renata e Gabriel.

Meus amigos lindinhos Renata e Gabriel.

Ovelhas correndo.

Ovelhas correndo desesperadamente.

E no último dia fomos conhecer a marina de Swansea, o Waterfront Museum, que é muito massa, e também o museu de um escritor famoso da cidade chamado Dylan Thomas, que é esse cara:

Dylan Thomas.

Dylan Thomas.

Depois de visitar o museu, tomei conhecimento que esse cara foi muito importante na história da literatura britânica, Bob Dylan se chama Bob Dylan por causa dele e inclusive ele apareceu na capa de Sargent Peppers (e é assim mesmo que se mede o nível de importância de alguém).

Olha ele ali.

Olha ele ali.

Marina de Swansea.

Marina de Swansea.

Depois disso, ficamos passeando mais um pouco pela marina até começar a chover terrivelmente e a gente ter que ir em casa catar nosso bagulhos e voltar pra Coventry, que não tem praia.

Beijos!

Lenita.

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A Praia Mais Bonita do Reino Unido

No último fim de semana, pela primeira vez fui conhecer uma praia aqui no Reino Unido. Veja bem, isso aqui é uma ilha, então não é muito difícil de encontrar uma praia. Para qualquer lado que se viaje, tem uma praia. O complicado é acordar, olhar o dia cinza e frio e dizer: Aah, hoje vou vestir meu casaco, meu cachecol e botas e vou à praia :).

Em janeiro, quando estava arrumando as malas para deixar o Brasil por um ano, uma das primeiras coisas que tratei de providenciar foi um bikini novo. Lembro que alguém me perguntou se eu estava maluca e pra que diabos eu queria me iludir trazendo bikini para a Inglaterra. Pois bem, as três semanas de verão vieram e foram embora e meu bikini nunca chegou a conhecer alguma praia do Reino Unido.

Finalmente, nesse fim de semana fui encontrar uns amigos em Swansea, no País de Gales e aproveitei para curtir uma praia de outono, com direito a muito frio, céu cinzento e chuviscos. Fomos a Rhossili, uma praia que fica próxima a uma vila de mesmo nome e que foi eleita a praia mais bonita do Reino Unido e a terceira mais bonita da Europa esse ano pelo Tripadvisor. Pxxxii. Como não fez sol, estava meio diferente do que vi nas fotos, mas ainda assim achei a praia muito linda, e amei toda a paisagem em volta também.

Rhossili Bay

Rhossili Bay

Rhossili lembra um pouco as praias brasileiras, por ser plana e de chão de areia normal, mas quando vista lá de cima fica muito diferente. A vegetação em torno da praia estava toda alaranjada do outono e, para completar a paisagem bucólica à beira mar, animais que nunca imaginei encontrar na praia: OVELHAS. De verdade, lá estava cheio de ovelhinhas suicidas que se arriscavam na beira do penhasco para comer exatamente a mesma grama que estava sobrando na parte mais plana e segura.

Ovelhas

Ovelhas querendo arte.

Rhossili e as ovelhinhas.

Rhossili Bay

A despeito do frio que estava fazendo, tinha uma galerinha surfando e mergulhando na praia, que foi ficando cada vez mais “cheia” próximo das 13h.

Obviamente, não foi dessa vez que Lenita e seu bikini entraram nas águas britânicas, mas deu pra curtir bastante a paisagem e até mesmo tomar um sorvete do Joe’s (tradicional de Wales, maravilhoso!) em uma lojinha de lembranças que fica perto da praia.

Como chegar: Quem quiser conhecer “A praia mais bonita do Reino Unido” pode chegar lá usando o transporte público de Swansea, pegando o ônibus 118 Rhossili e descendo no último ponto. Tem que prestar atenção no horário de volta, pois no verão parece que os últimos ônibus são bem disputados e não tem transporte no domingo (ao menos não no outono). Os horários e tarifas estão disponíveis no site da First.

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Beijos!

Lenita

Museus Gratuitos de Edimburgo

Já reclamei bastante aqui no blog sobre como no UK as atrações do tipo castelos e palácios geralmente são caras demais, principalmente para um budget de estudante. Mas também, pra compensar, temos muitas opções de museus muuito legais e com entrada gratuita para todos. Museu aqui é um lugar para passeio como qualquer outro, onde as pessoas vão para descontrair, fazer um lanche, etc. Justamente por isso, aqui é bem comum os pais levarem seus filhos para passearem nos museus nos finais de semana e feriados, o que eu acho bem legal apesar de as crianças ficarem subindo nas esculturas, pegando em coisas que não pode tocar, correndo e esculhambando tudo (na minha opinião a coleirinha de criança que eles usam por aqui é uma coisa genial). Inclusive, uma dica: se puder, prefira sempre os dias dias de semana para ir aos museus, é muito mais tranquilo e menos concorrido.

Como passei uma semana em Edimburgo, tive tempo de conhecer alguns dos museus e achei que seria legal colocar aqui como dica para quem for conhecer a cidade dar uma passadinha nos museus, afinal eles são todos gratuitos e com certeza valem a pena. Acho que o mais legal de viajar é ter a oportunidade de conhecer diferentes culturas, histórias e costumes, pelo menos é isso que eu sempre busco em minhas viagens.

Bom, lá vai uma listinha de museus legais e gratuitos em Edimburgo:

1. National Museum of Scotland

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Esse com certeza é o mais legal de todos! Se você estiver com pouco tempo e for escolher um museu, simplesmente: escolha esse.

O museu conta a história da Escócia todinha, desde a época das formações rochosas do local (zzz pulei essa parte, obviamente haha) até os tempos atuais. Eles contam a história da religião, da formação e evolução das cidades, das brigas com a Inglaterra, dos costumes, de como era a vida antigamente, etc.

O prédio tem uns 6 andares, cada andar se refere a um período diferente da história de um lado, e do outro lado fica uma parte do museu com a parte de ciências (que é justamente onde a criançada sem coleira toca o terror). Nessa parte fica o esqueleto de um T-Rex em tamanho real, a ovelha Dolly, que foi clonada na Escócia, e um robô que escreve o seu nome.

Dolly

A ovelha Dolly.

E no terraço do museu dá pra ter uma vista muito linda da cidade e do castelo também.

2. Museum of Edimburgh

Se você quer conhecer as histórias populares de Edimburgo e saber sobre a vida das pessoas na cidade antigamente, esse é o local perfeito. O museu funciona em uma casa típica da antiga Royal Mile, e só de entrar lá, pisar no chão de madeira que range, observar as paredes irregulares e, claro, sentir o cheiro de mofo, já nos sentimos de volta ao passado. Eles tem várias coleções de objetos antigos, retratos e relatos da Edimburgo antiga. O museu não é muito grande, dá pra conhecer tudo em uns 40 minutos.

A história de Bobby.

A história de Bobby.

3. The Writer’s Museum

Como o próprio nome diz, o museu é dedicado aos escritores escoceses, mas só conta mesmo as histórias de três deles: Robert Louis Stevenson, Walter Scott (o que tem uma escultura no Princes Gardens) e Robert Burns. Fui achando que encontraria alguma coisa sobre Conan Doyle também, afinal de contas né, claro que tinha que ter… Mas não tem nada, nem uma fotinha no mural lá dos escritores. Li em algum canto que eles pretendem ampliar para outros escritores também, mas não procurei confirmar. De qualquer modo, o museu já vale a visita somente para poder entrar na famosa residência da Lady Stair, uma burguesa lá do século XVII, que fica localizada em um dos icônicos closes de Edimburgo.

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Lady Stair’s House

4. Museum on the Mound

Esse museu é do Banco da Escócia, que fica em cima desse morro (feito de lixo), o Mound, que eles compraram por 150 mil libras (!!!) do governo e construíram esse prédio lindo:

National Bank of Scotland.

National Bank of Scotland.

O museu é bem pequeno e conta a história do dinheiro e do banco, que é uma coisa que os Escoceses meio que pensam que eles que inventaram e eles se orgulham bastante disso. O mais legal é que eles tem em exposição o equivalente a 1milhão de pounds em notas, que, convenhamos, vi pela primeira e última vez na minha vida.

Entre os registros de investimentos estrangeiros, lá também tem um documento de financiamento (acho) da Madeira Mamoré, aqui do Brasil.

Promissória da Madeira Mamoré.

Promissória (?) da Madeira Mamoré.

5. The People’s Story

O museu é dedicado especialmente a tratar da vida das pessoas e é legalzinho, mas não muito. Pra falar a verdade, só vale mesmo a visita para dar uma espiada em uma cela de prisão de verdade, já que antigamente ali era como se fosse um portão da cidade, onde eram recolhidos impostos e também tinha uma prisãosinha. Dá aprender um pouco sobre as profissões na antiga Edimburgo, como as pessoas viviam, como se relacionavam, etc. O museu é cheio daqueles bonecos macabros que parecem pessoas de verdade então se prepare porque é meio aterrorizante, hehe.

Além desses que eu citei, Edimburgo também tem muitos outros museus interessantes e totalmente gratuitos como o Museu da Guerra e o Scottish National Gallery, que não tive a oportunidade de conhecer porque não deu tempo. Espero que tenham gostado das dicas 🙂

Beijos!

Uma semana na terra dos Scots.

Estou de volta!

Acabei de chegar da Escócia, depois de 6 dias cheios conhecendo lugares maravilhosos, e já quero compartilhar tudo aqui no blog. Já aviso logo: tenho muita coisa pra contar! Por isso, vou dividir meus relatos em algumas postagens, para que fique mais fácil de organizar as idéias.

Quando estava planejando a viagem, decidi que seria mais fácil ficar hospedada em Edimburgo todos os dias, e de lá eu poderia facilmente pegar um ônibus e passar o dia em outras cidades que despertassem o meu interesse. Fui com o roteiro meio aberto, mas com tudo bem pesquisado e anotadinho no meu caderno, pois tinham lugares que eu não podia deixar de conhecer, e tinham outros que eu somente iria se sobrasse tempo no final.

Fiquei quatro dias em Edimburgo, um dia passeando pelas Highlands e pelo lago Ness e outro dia na vila de Roslin. No fim das contas, tive bastante tempo para curtir Edimburgo, o que foi muito bom porque já me apaixonei pela cidade assim que botei o pé para fora do ônibus. Não queria ir embora nunca mais, se pudesse estava lá até hoje, sentada em algum banquinho da Princes Gardens, ouvindo algum velhinho vestido de saia tocando a gaita de fole lá longe.

Gaita de fole ou "Bagpipe" na língua deles.

Gaita de fole ou “Bagpipe” na língua deles.

A cultura escocesa é muito característica e cheia de curiosidades. Você sabia que as variadas cores nas estampas dos Kilts (as saias de homem) se referem cada uma à uma família diferente? Por exemplo, somente os membros da família dos MacLean podiam vestir o kilt verde claro com listras verde escuras. Isso os ajudava a se identificar entre os inimigos. Mas quem não pertence a nenhum clã não precisa chorar, existe uma combinação de cores que é geral de toda a Escócia e qualquer um pode vestir.

Livro com todos os padrões por família, no Museu Nacional da Escócia.

Livro com todos os padrões por família, no Museu Nacional da Escócia.

Existe uma história meio complexa de brigas, exploração e dominação entre Escócia e Inglaterra. Uma já foi dominada pela outra e a outra também já foi dominada pela uma em diferentes momentos. Em um dos períodos de dominação inglesa, os escoceses foram proibidos de usar os kilts pois a vestimenta era vista como um traje de revoltosos. Algum tempo depois, o rei George IV (que governava Escócia + Inglaterra ao mesmo tempo), ao fazer uma visita aos escoceses apareceu vestido de kilt, para euforia geral dos scots, e depois desse episódio a sainha fofa voltou à moda com força total.

Atualmente a Escócia faz parte do Reino Unido e é governada pela rainha inglesa, apesar de ter o seu próprio parlamento. Mas a situação pode mudar muito em breve, pois em 2014  haverá um referendo para decidir se a Escócia continuará ou não sob o controle da Rainha. Por enquanto, as opiniões estão bastante equilibradas por lá.

O pound de lá é diferente do inglês, mas só o papel mesmo, porque o valor é igual e o pound daqui circula lá e o pound de lá também é aceito aqui como se fosse tudo a mesma coisa. Eu, que não sabia disso, tomei um susto ao sacar no caixa notas diferentes das que estou acostumada a encontrar no dia-a-dia.

O Pound da Escócia

O Pound da Escócia

Tanto quanto a bebida típica da Escócia é o uísque, a comida típica é o Haggis. Primeiro olhe a foto, fique com vontade de comer e no próximo post eu conto do que é feito e como é preparado. Vamos ver se você muda de idéia…

Haggis.

Haggis em cima, batatas amassadas em baixo e um molho feito de uísque.

A Escócia é dividida em 2 partes principais, de acordo com o seu relevo: As Lowlands (terras baixas) e as Highlands (terras altas). Nas Lowlands, que ficam mais ao sul, é onde mora a maior parte da população escocesa. É lá que ficam Edimburgo e Glasgow, as duas principais cidades da Escócia. Já as Highlands, que são compostas por montanhas e belas paisagens, ficam mais ao norte e tem uma cultura mais tradicional, lá se fala muito o gaélico. As viagens pela Escócia geralmente incluem uma visita às Highlands, que são muito bonitas e também possuem histórias impressionantes que eu contarei depois.

As Highlands.

As Highlands.

O clima é chuvoso o ano todo, então é sempre bom ir preparado para enfrentar chuvas. Por sorte, enquanto eu estava lá só choveu mesmo no último dia e nos outros fez sol e até um calorzinho de final de primavera. Acho que essa época de início de outono é boa para visitar a Escócia, pois ainda não está frio, nem está quente, com a vantagem que os jardins ainda estão floridos e as árvores estão bem cheias da estação anterior.

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Casinha no meio do Princes Garden

Não incluí Glasgow no meu planejamento de viagem, pois não encontrei nada de muito interessante que me fizesse querer ir conhecer a cidade. Ao invés disso, usei o tempo que sobrou para ir a duas vilas: Roslin e Dean. A primeira é onde fica a capela que ficou famosa depois do filme O Código da Vinci, e que fica a uns 40 minutos de ônibus do centro de Edimburgo. Já a segunda é uma vila que fica dentro da cidade, mas em um lugar surpreendentemente tranquilo, apesar de estar a uns 10 minutos de caminhada da via principal, a Princes Street.

Existem também outras vilas à beira mar que ficam bem próximas da cidade, como Leith e Portobello, mas essas vão ficar para minha próxima viagem à Escócia.

Além de ter sido uma das melhores viagens que fiz até agora, essa também foi uma das mais baratas. Gastei pouco mais que 170 pounds no total, o que é surpreendente para uma viagem dentro do UK. Para economizar ao máximo, fui e voltei de ônibus, o que me custou uns 25 pounds. Fiquei hospedada em um hostel bem baratinho e super bem localizado em Edimburgo, o Princes Street East Backpackers, do qual falarei um pouco mais depois. A diária? em torno de 11 pounds somente! Fora isso, pesquisei bastante para encontrar o tour mais barato para o Lago Ness e, como fiquei em uma região bem central, não precisei gastar nada com transporte nos dias que fiquei em Edimburgo. Muitos museus e atrações são gratuitas, o que já ajuda, e também segurei a vontade de comprar lembrancinhas para mim mesma (foi difícil, nunca vi uma cidade com tanta loja de cashmere e outras coisas legais).

No fim de tudo, fiquei muito feliz de ter conhecido a Escócia, que me surpreendeu positivamente de todas as maneiras possíveis. Em breve contarei tudo com mais detalhes, começando por Edimburgo, a linda capital escocesa ♥

Royal Mile, Edimburgo.

The Royal Mile, Edimburgo.

Beijos!

Lenita

“And, then, while I’m away, I’ll write home everyday and I’ll send all my loving to you.”

Uma coisa bem legal aqui da universidade é que eles incentivam a gente a conhecer outros cantos da Inglaterra, promovendo as Social Trips. Algumas vezes por mês, eles liberam um ônibus para levar os alunos a alguma cidade nas redondezas, partindo de manhã e voltando no fim da tarde.

Fomos em uma dessas trips para Liverpool, a cidade dos Beatles. Ok, não fomos lá animados exatamente por causa dos Beatles, mas porque olhamos na internet e vimos que lá tinha uma churrascaria brasileira, e aí começamos a mentalizar carnes e mais carnes, farofa, feijão e guaraná antártica… Oh, God, como não ir?

Saímos de Coventry cedo, mas só fomos chegar lá quase ao meio dia, então não tivemos muito tempo para conhecer realmente a cidade (teríamos que estar de volta ao ônibus às 17:30h). Decidimos que iríamos primeiro comer todo o churrasco que o estômago pudesse aguentar, é claro, e só depois resolveríamos o que fazer da vida.

Almoçamos na churrascaria Bem Brasil, onde pagamos £13,95 por um rodízio muito bom e ao som de Zeca Pagodinho :). Gastamos bastante tempo por lá, para fazer valer o money investido, e depois decidimos ir ao museu dos Beatles, que não ficava muito longe dali.

Nos arrastamos até o Albert Dock, que parece ser a principal atração de Liverpool, onde fica o museu dos Beatles e também o museu marítimo da cidade.

No Albert Dock

No Albert Dock

Carrinho de Sorvete

Carrinho de Sorvete

Para a nossa sorte, estava tendo uma exibição gratuita das fotos de um cara que acabou ficando amigo do grupo e que tirava umas fotos deles no backstage em momentos íntimos de descontração. Tirei algumas fotos das fotos, mas nenhuma ficou boa porque estava muito ensolarado e as paredes lá são de vidro então não tinha como evitar o reflexo :/.

A menos pior de todas.

A foto menos pior de todas.

Compramos os ingressos para entrar no museu, que fica em outro prédio, do outro lado do Albert Dock, na lojinha dos Beatles, que também vende umas coisas de Elvis. O ingresso custou £9.5 com desconto de estudante e dava direito a entrar no museu e também a assistir um filmezinho em 4D que é bem sem graça e no final ainda jogam água na sua cara.

Escada que dá para a lojinha dos Beatles.

Escada que dá para a lojinha dos Beatles.

Fantasias de Elvis

Fantasias de Elvis

Finalmente fomos ao museu, que levamos um tempo até conseguir encontrar, porque fica meio que no subsolo e a entrada é pela parte de trás do prédio.

Museu dos Beatles em Liverpool.

Museu dos Beatles em Liverpool.

O museu é muito bom, conta a história todinha deles, desde o começo até depois de eles seguirem em suas carreiras independentes. Recomendo pegar o áudio guia, para ouvir todas as histórias – e são muitas. Para quem é fã dos Beatles, esse é o lugar perfeito para acompanhar toda a vida deles e observar objetos pessoais e fotografias. E para quem nunca foi fã, como eu, é legal também pra aprender sobre a história deles.

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Último show juntos.

Último show juntos.

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E isso foi tudo o que vimos de Liverpool. Como o museu é grandinho, quando saímos de lá já estava na hora de nos dispedirmos da cidade e pegar o ônibus de volta para Coventry.

Beijos!

Lenita

Cardiff, a capital florida do País de Gales.

Em julho, quando o verão estava começando a bombar aqui no Reino Unido, eu e Rafael pegamos o Megabus cedinho e nos mandamos em uma day trip to Cardiff. A viagem, que foi bem tranquila, durou umas 4 horas, e no caminho passamos por algumas cidades inglesas bem interessantes (não tinha cortina no Megabus, gente, comofaz pra dormir?). Fomos sem lenço, sem documento, sem saber o que esperar da capital dos Wales e tivemos uma agradável surpresa quando, ao descermos do ônibus, nos deparamos com uma cidade repleta de flores por todos os lados e que tem até um castelo!

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Cardiff e seus jardins.

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Flores.

Pracinha aleatória em Cardiff.

Pracinha aleatória em Cardiff.

Cardiff é uma cidade que contrasta bastante com as demais cidades do Reino Unido, pois ela não é cinza, mas colorida, cheia de árvores e jardins bonitos. As pessoas também parecem curtir bastante a cidade, muitos se espalhando pelas gramas, lendo livros, jogando futebol, ou simplesmente tirando um cochilo sob o sol.

Verdade seja dita, não há tanta coisa para se fazer por lá. A cidade é linda, muitíssimo bem cuidada, as pessoas são agradáveis e alegres, mas um dia só em Cardiff já é suficiente.

Passamos a noite no Bunkhouse Hostel, que tem uma localização excelente, próximo da estação de trem, do castelo e das lojas e, além de ser bem baratinho, tem a decoração mais fofa que eu já vi. O pub lembra um quarto bem rústico e tem até camas! Ah, e tinha nutella no café da manhã (nutella by Tesco, mas dá pra enganar). Amei ter ficado naquele hostel.

Recepção do Bunkhouse Hostel.

Recepção do Bunkhouse Hostel.

Pub do Hostel.

Pub do Hostel.

Cardiff também é ótima para quem gosta de fazer compras. O city centre é todo organizadinho e tem todas aquelas lojas da Oxford Street, em tamanho grande também, mas sem toda aquela multidão zuadenta. Como sempre as chinesas é que fazem a festa.

Quanto ao castelo, queria muito ter entrado, mas me recusei a pagar absurdos £9,50! Gente, visitar algumas atrações no UK é muito caro. O interessante é que nós, que somos estudantes daqui, não precisamos pagar nada para visitar diversas atrações nos outros países (ex: em Paris, tudo é de graça e em Atenas também), já nas atrações britânicas o desconto pra estudante é muito pouco, geralmente 1 ou 2 pounds. Se eu me dispuser a visitar todas as residências da Rainha, ela enriquece (mais) e eu vou à falência rapidinho.

Cardiff Castle.

Cardiff Castle.

Cardiff Castle.

Cardiff Castle

Tudo em Cardiff fica a uma distância caminhável. Próximo ao castelo, fica o Bute park, onde as meninas ficam de bikini, tentando pegar um bronze na grama. Acredite ou não, quando estávamos na estação de trem, indo embora da cidade, também vimos umas meninas tomando sol, mas dessa vez deitadas no chão da plataforma mesmo O.O

Bute Park.

Bute Park.

Mini-Stonehenge no Bute Park.

Mini-Stonehenge no Bute Park.

Bute Park.

Bute Park.

Placa em frente ao Bute Park. No país de Gales também se fala galês, que era o idioma oficial antes de Vic aparecer e tomar tudo pra ela.

Placa em frente ao Bute Park. No país de Gales também se fala galês, que era o idioma oficial antes de Vic aparecer e tomar tudo pra ela.

Também fomos a um jardim que fica atrás do City Hall, o Cathays Park, que é cheeeio de rosas brancas e vermelhas. Lá também fica o Welsh National War Memorial. Fomos lá ao entardecer, quando o parque fica ainda mais bonito.

Cathays Park e as rosas.

Cathays Park e as rosas.

Welsh National War Memorial.

Welsh National War Memorial.

Mais rosas :).

Mais rosas :).

City Hall.

City Hall.

Basicamente foi isso. Passeamos, tiramos muitas fotos dos jardins e das flores (inclusive a foto que está na capa do blog), fomos ao castelo, mas desistimos de entrar, fomos à baía de Cardiff para ver a praia, mas cansamos no meio do caminho, tiramos um cochilo na sombra do parque, enquanto uns tomavam sol e fomos também ver a prisão da cidade, mas também não entramos, por motivos óbvios. Enfim, a cidade é bem lindinha, tranquila e quase não tem turistas, o que eu achei bom. Fiquei bem feliz de ter conhecido Cardiff.

Eu, tirando a foto do blog, que não é espontânea, desculpa gente. Essa mochila nem é minha, bjs.

Eu, tirando a foto do blog, que não é espontânea, desculpa gente. Essa mochila nem é a minha, bjs.

Beijos!

Lenita

Um dia em Londres com 15 conto no bolso.

Pela milésima vez, lá fui eu para mais uma day trip to London, gastar os few pounds que me restaram, depois de quase ter ido à falência na Grécia. Como só estarei recuperada financeiramente lá pra outubro, estou tendo que viver com um orçamento bem apertadinho e contar cada penny. Até os Nectar points – programa de fidelidade do supermercado- estão dentro do meu orçamento (já acumulei o equilvalente a £5,13, uhuuu!).

Enfim, o caso é que na semana passada eu e Rafael recebemos visitas do Brasil, e aí fomos passar o dia em Londres para mostrar a cidade a eles. Como Coventry fica a apenas 1h de trem, fomos e voltamos no mesmo dia, assim não teríamos que gastar com acomodação. Para não fugir do meu planejamento financeiro, me determinei a gastar o mínimo possível, mas sem precisar passar fome ou almoçar biscoito. Me permiti, então, gastar 15 pounds e só. O dinheiro deu e deu confortavelmente, por isso decidi fazer uma narração de como foi aqui no blog. Vamos a ela:

SALDO INICIAL: £15,00

Começamos o dia na estação de Euston, onde eu não resisti quando vi a loja da Millie’s cookies, e já fui fazendo uma boquinha, pra enganar o estômago até a hora do almoço, comendo um cookie bem gostoso que me custou 99p.

Cookie eu gosto.

Cookie eu gosto.

Na estação de metrô, compramos o off peak Day Travel Card, que é mais barato que o anytime Day Travel Card. A diferença entre os dois é que com o primeiro, você só pode usar o serviço a partir das 9:30h, por isso ele é mais barato. Ambos permitem a utilização de todos os tipos de transporte público por um dia, até as 4:30 da manhã do dia seguinte. O ticket para usar o transporte foi o maior gasto do dia: £7,30.

Pegamos o metrô para Bayswater e fomos passear no Kensington Garden, já que o tempo estava muito bom, fazendo sol e até um calorzinho de leve. Da última/primeira vez que estivemos lá para um picnic, era inverno ainda então estava muuuito gelado e, já que não dava certo comer de luvas, tivemos que engolir tudo bem rápido,  com uma mão de luva e a outra sem e aí eu entendi porque é que nego não inventa de fazer picnic no inverno :(. Passeamos pelo parque, tiramos fotos do laguinho, tiramos fotos dos cisnes, do Palácio de Kensington e das pessoas dormindo. Quando deu a hora do almoço, enchemos a garrafinha de água no bebedouro e fomos embora.

Cisnes.

Cisnes.

Rainha Vic.

Rainha Vic.

Esquilo.

Esquilo.

Pessoas dormindo.

Pessoas dormindo.

Fomos almoçar em Camden Town, o bairro alternativo de Londres, um dos meus lugares preferidos na cidade. Confesso que eu, que não sou alternativa nem nada, gosto de ir lá mais pela comida. Em Camden dá pra encontrar comida para todos os gostos e comida de tudo que é canto – ok, principalmente comida oriental de tudo que é canto do oriente – e até mesmo (pausa dramática) BRIGADEIRO e BEIJINHO!

Almoçamos por £4,00 em uma das barraquinhas de comida oriental e depois fomos apreciar as esquisitices do local. Camden também é ótima para comprar coisas aleatórias e lembrancinhas para os parentes. Blusas engraçadas, roupas de emo, perucas, sapatos doidos, drogas…Lá se encontra de tudo. Fora as pessoas que frequentam o local, que são uma atração à parte.

Camden Town.

Lojas com decoração 3D em Camden.

Comidaaas.

Comidaaas.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Antes de ir embora, não podíamos deixar de passar na barraca do Brazuca e garantir o pão de queijo pra mais tarde (£1,20).

SALDO PARCIAL: £15,00 -0,99 -7,30 -4,00 -1,20 =  £1,51

Ainda com muito dinheiro pra gastar, fomos, finalmente, conhecer a Tower Bridge. Digo finalmente, pois já faz sete meses que eu estou aqui, já fui em Londres várias vezes e nunca me dei ao trabalho de pegar o metrô e descer em Tower Hill para conhecer a tal da ponte.

No caminho, paramos em King’s Cross para TENTAR tirar a foto na plataforma 9 3/4, mas a fila de adolescentes zuadentos estava tão grande que a gente combinou com nossos amigos que voltaríamos mais tarde (mesmo sabendo que quem ia voltar mais tarde era o coelho).

Bitch.

Bitch.

Quando começou a anoitecer, chegamos à Tower Bridge. Amei. Achei lindo. Tirei fotos.

London Bridge.

Tower Bridge.

De lá, pegamos ônibus aleatórios (adoro fazer isso em Londres), até que chegamos a Waterloo -ou Westminster, sempre confundo porque os dois começam com ‘W’- onde tirei minhas fotos “semi-profissionais” da London Eye, Big Ben e do parlamento. Ficamos um pouco por lá até dar a hora de ir pra Victoria, pra pegar o buzu de volta pra Coventry, que sairía às 23h.

London Eye *.*

London Eye *.*

Na estação de Victoria, me dei conta que ainda tinha £1,51 sobrando, mas não queria gastar com besteira. Sendo assim, fui no Sainsbury’s da estação de trem e comprei 2L de leite (£1,29) pra trazer pra casa, porque né.

SALDO FINAL: £15,00 -0,99 (cookie) -7,30 (transporte) -4,00 (almoço) -1,20 (pão de queijo) – 1,29 (2 L de leite)=  £0,22

Moral da história: Me diverti em Londres, conheci a Tower Bridge, comi bem, merendei, garanti o leite da semana e ainda saí por cima, com 22 centavos no bolso pra gastar como quiser.

Obs: MENTIRA, voltei pra casa com bem mais dinheiro, pois o meu ticket do transporte só me custou £5,90, porque eu apresentei o meu RailCard na hora da compra. CsFers, fica a dica.

Beijos!

Lenita