Fim de Tarde no Cristo Redentor

Na primeira vez que fui ao Rio de Janeiro, não fui ao Pão de Açúcar, nem ao Cristo Redentor (mesma coisa que não ir ao Rio de Janeiro). Estava apenas de passagem, rumo a Paraty. O pouco do que vi, foi lucro. Na segunda vez que fui ao Rio, realmente fui ao Rio. Me permiti uma semana na Cidade Maravilhosa, para garantir que teria tempo suficiente para fazer não só os programas mais turísticos, mas também outros que tinha pesquisado e achado interessantes.

Levei anotada uma lista de tudo o que eu queria conhecer na cidade. Esse foi todo o meu planejamento. Não tinha um roteiro definido. Faria o que me desse vontade, na hora que desejasse. Essa é uma das vantagens de viajar sozinha. Acordava cedo, decidia o lugar por onde começariam minhas andanças, e o resto eu negociava comigo mesma ao longo do dia. Fiz uma programação ao meu modo, demorando bastante em cada lugar que visitava e curtindo de verdade minha viagem.

No meu terceiro dia no Rio, eu tinha acordado bem cedo, passeado pelo Comércio, Lapa, Cinelândia, Escadaria de Selaron, etc, e, depois de um almoço às 3 da tarde, estava buscando um progama mais tranquilo para fechar o dia. Voltei ao hostel para descansar um pouco e, conversando com um pessoal, descobri que o lugar de onde partiam as vans para o Corcovado ficava bem pertinho dali, na Praça do Lido. Ainda estava cedo, dava tempo de tomar um banho para renovar as energias e partir para conhecer o mais famoso cartão postal do Rio de Janeiro. Last, but not least.

Rapidinho, cheguei à Praça do Lido, localizei a bilheteria, que estava vazia, comprei o ingresso e fui direto para a van. Fiquei surpresa. Achei que ia encontrar uma fila gigantesca, e que iria ter que esperar uns 20 minutos para pegar a van. Também pensei que o programa fosse me custar R$ 62, mas, como estava em baixa temporada, paguei “somente” R$ 51. Onze reais mais rica. Yay.

Em poucos minutos, já estava ziguezagueando nas curvas do Corcovado, e chegamos aos pés do Cristo, eu e meu pau de sélfie. Lá em cima estava bem tranquilo, não tinha muita gente, e o entardecer deixava a paisagem ainda mais bonita.

O próprio.

O próprio.

Morri com uma vista dessas.

Morri com uma vista dessas.

As fotos que tirei no celular foram por água abaixo literalmente, por conta desse triste episódio, mas, por sorte, eu tinha levado a câmera boa, então ainda fiquei com uma parte dos registros do passeio. Perdi minhas sélfies. Lágrimas. Mas aí eu conheci um tailandês lá, que veio falar comigo, porque pensou que eu fosse tailandesa também. Não é a primeira vez que isso acontece (preciso conversar com meus pais sobre isso, não pareço com nenhum dos dois). Aí, fizemos aquela velha troca de favores fotográficos. Obviamente, as fotos que eu tirei dele ficaram muito boas, harmoniosas e bem enquadradas, enquanto que eu ganhei isso em troca:

Zoom na cara da tailandesa

Zoom na cara da tailandesa

Ele até que foi legal, e se ofereceu para deitar no chão e tirar aquela foto clássica pegando o cristo todo, mas eu premeditei que não daria certo, e eu ainda teria que retribuir o favor e deitar no chão também, então No, thank you e bye.

Fiquei por lá, esperando o sol se por, observando o céu mudando de cor, até que uma menina pequena que aparentava ter uns 7 anos (ou 6, ou 5, não sei dizer idade de criança), se instalou do meu lado e começamos a conversar sobre blush e batom. Quando a conversa estava ficando boa, a mãe dela apareceu, meio desesperada, achando que a menina já tinha descido sozinha. Me agradeceu por estar conversando com ela e foram embora. Voltei para minha solidão. Afim de compartilhar o momento, liguei o wifi (sim, você leu certo!) e tirei uma foto pelo snapchat. Veni, vidi, tá provado.

Por-do-sol na Tijuca

Por-do-sol na Floresta da Tijuca

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Trilha do Morro dos Dois Irmãos sem guia – Rio de Janeiro

Hoje fiz um dos programas mais legais dessa viagem. Uma trilha maravilhosa até o topo do morro dos dois irmãos (na verdade os dois morros é que são os irmãos, mas não sei qual dos dois foi que eu subi). Desde que comecei a montar a minha programação, já estava decidida a fazer essa trilha. Aí quando cheguei aqui no Hostel, fui logo procurando saber como era o esquema e tal. O tour custava 90 reais. Um cara vinha aqui de van pra buscar, depois subiriamos o Vidigal, ainda na van, depois iriamos seguir por um caminho com o guia e então começaria a trilha de fato.

Legal. Achei massa de verdade. Mas não queria pagar 90 reais. Dá pra fazer tanta coisa com esse dinheiro. E aí eu fui fazer um walking tour ontem de manhã e perguntei ao guia se era arriscado de fazer a trilha dos dois irmãos sozinha, considerando que eu teria que subir a favela e tal. Ele disse que não, que eu poderia pegar o buzu pra entrada do Vidigal, subir de moto taxi e pedir a ele pra me deixar no inicio da trilha.

Quem me conhece sabe que eu não ia perder a oportunidade de fazer o tour by myself né hahah, então dispensei logo o guia do hostel, chamei uma amiga para ir comigo e lá fomos nós pra favela, uhuuuu.

Como estou aqui escrevendo esse post pra vcs, está explicito que finalizei o tour inteira e viva. No fim das contas, um passeio que me custaria 90 reais, saiu por 19 e pouco com almoço na favela e tudo (3,4 do bus, 10 do mototaxi e 6 e pouco do almoço).

A minha ideia de diversão em viagens é essa. Fazer o que alguém do local faria. Descobrir as coisas sem precisar ficar pagando pela comodidade e me arriscar um pouco também, que é pra sentir emoção hahah.

Acho que a hora de fazer essas maluquices é agora, enquanto tenho pique, animação e pouca coisa a perder. Depois que passar dos 40 eu começo a fazer programas mais tradicionais e confortáveis, mas por enquanto, to curtindo de verdade essas experiencias para as quais sou empurrada pela falta de dinheiro. Tenham ânimo, universitários. Ser pobre também é bem legal hahaha.

Oi mãe, td certo por aqui, vou ali na favela e volto. Beijosteamo

Oi mãe, td certo por aqui, vou ali na favela e volto. Beijosteamo

Simplesmente.

Simplesmente.

*Esse texto foi publicado originalmente no dia 12 de agosto de 2015, no meu outro blog (dá uma olhadinha lá também 🙂 ).

Beijos!

Lenita