Roma, onde não vi o Papa.

Já faz um tempo que eu estava doida pra conhecer a Itália. Eu não queria só comer macarrão e aproveitar alguns dias de um verão de verdade, mas também conhecer aqueles lugares históricos e aprender sobre a cultura romana, da qual tanto ouvi falar na época do colégio. Recebi uns amigos do Brasil aqui em casa, e eles queriam conhecer Paris e mais um outro lugar, além de Londres. Decidimos então ir pra Roma, e acertamos em cheio :).

Como decidimos tudo apenas dois dias antes de começarmos a viagem Paris-Roma, os preços dos Hostels estavam bem salgados, então Rafael teve a brilhante ideia de alugarmos apartamento, pois estaríamos em 4 pessoas e poderíamos ter mais conforto, segurança e privacidade também (sem ter que dividir banheiro com pessoas estranhas). No começo eu achei um pouco arriscado, afinal teríamos que pagar o valor total no ato da reserva e ainda teríamos complicações como contactar o dono da casa, chegar no horário para pegar as chaves, etc. Mas foi super tranquilo e valeu muitíssimo a pena, afinal nós nos sentimos em casa durante toda a viagem (tanto em Paris, quanto em Roma), e não foi necessário conviver com estrangeiros sem noção e seus hábitos esquisitos (usar o secador de cabelo no quarto às 6 da manhã, ficar de sutiã na frente do namorado alheio, passear de cueca, etc).

Alugamos apartamento na região de Cipro, bem atrás dos muros do Vaticano. Era só subir uma escada e, pronto, lá estava o papa fazendo a missa. Ficamos bem próximos à estação de metrô e a vários restaurantes e lojas também. A irmã do dono da casa, Sabrina, foi quem apareceu pra nos mostrar a casa, e nos explicou tudo minuciosamente (como ligar o fogão, como mudar os canais da tv, como ligar o ar condicionado…), a impressão que deu foi a de que ela não sabia que no Brasil nós também temos acesso a todas essas tecnologias maravilhosas. Sem contar que ela não sabia falar muito bem em inglês, então ela começava em inglês e depois ia falando em italiano mesmo e aí a gente entendia as coisas pelo contexto. Tivemos que pagar uma taxa de 2 euros por pessoa, por diária (coisa do governo de Roma), que não estava descrita no site do House Trip e também não tivemos internet, como estava descrito no site. Ainda assim, tivemos uma casa completa e confortável, com 2 quartos, 2 banheiros, cozinha equipada e máquina de lavar por 4 dias em Roma por um preço bem razoável. Falei tudo sobre alugar apartamentos nesse post.

Estátua do Papa João Paulo II em Termini.

    Roma tem dois aeroportos: Fiumicino e Ciampino. Chegamos à cidade pelo aeroporto de Fiumicino e fomos embora pelo aeroporto de Ciampino. Do aeroporto tem uma infinidade de shuttles que levam ao terminal central de ônibus e metrô de Roma, o Termini. Praticamente todos cobravam o mesmo preço, 4 euros. Ainda no aeroporto, no guichê de informações turísticas compramos o Roma Pass. Eu raramente gasto meu dinheirinho com esses cartões de turísmo, porque muitos deles não valem a pena se você não estiver planejando entrar em tudo quanto é museu. Eu sempre prefiro comprar só os passes livres de metrô e/ou ônibus e pronto, o resto eu vejo se cabe no meu orçamento ou não. Mas esse vale muito a pena, pois custa apenas 34 euros, e dá o direito de usar o transporte público de Roma ilimitadamente por 3 dias e também dá o direito a entrar em duas atrações gratuitamente (tentamos entrar em uma terceira no espírito do “vai que cola?” e colou).

O Roma Pass. Vem em uma embalagem bonitinha, com um mapa da cidade e uns folders com informações de alguns museus.

Durante os quatro dias fez o maior solzão e a cidade estava muito quente também. No primeiro dia fomos à Piazza di Spagna, que estava socada de gente. As ruas em volta da praça são cheias de lojas (as mais caras) e tem muita madame subindo e descendo com os braços cheios de sacolas de lojas de grife. Eu, que não sou rica e nem estou perto de ser, comprei meu chinelinho de 5 euros na H&M e saí de lá mais do que feliz.

É nessa praça que fica a ” Scalinata”, também conhecida como “Spanish steps”, que é essa escadinha que sobe da praça até a igreja Trinita dei Monti. Uma coisa que eu achei bem legal em Roma, e muito importante também, por conta do calor, é o fato de terem fontes de água bebível em todos os pontos turísticos. Eu já saía de casa com minha garrafinha dentro da bolsa, e aí em todo canto era só dar uma paradinha pra reabastecer e pronto. A primeira fonte que vimos em Roma foi a Barcaccia, que é uma fonte em formato de barco. Diz a lenda que uma vez o rio encheu e transbordou, e aí um barco veio parar bem nessa praça, e aí o Papa Urbano VIII achou bonito e mandou construir a Barcaccia no lugar.

"Spaish Steps".

“Spanish Steps”.

A Barcaccia.

A Barcaccia.

Bem próximo dali, andando pelas ruas cheias de lojas, fomos parar na Piazza del Popolo, onde tiramos foto em cima do leãozinho.

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Eu e Carol em cima do Leãozinho :).

Piazza del Popolo.

Piazza del Popolo.

Saindo da praça, pegamos o metrô para o Coliseu. O metrô de Roma é bem pequeno e tem somente duas linhas: A e B. O meio de transporte mais utilizado é o bom e velho ônibus mesmo. Apesar de não ser o meio principal, o metrô é muito útil para os turistas pois passa por muitos dos principais pontos turísticos da cidade.

Foi emocionante sair da estação de metrô e dar de cara com o tão famoso Coliseu lá, grandão e faltando um pedaço como eu estava acostumada a ver nas fotos. Na entrada tem varios guias oferencendo tours em grupos, e acho que vale a pena para quem se interessa por história, porque lá dentro as informações são meio que espalhadas e eu não consegui encontrar onde pegava os fones de ouvido que estavam sinalizados em alguns pontos do museu. De qualquer forma, o legal era olhar os objetos encontrados nas escavações e também as ilustrações de como o local era utilizado antigamente.

Eu, felizona no Coliseu.

Eu, felizona no Coliseu.

Lá dentro.

Lá dentro.

Bem ao lado do Coliseu ficam o Palatino e o Foro Romano. Foi o segundo local onde entramos com o Roma Pass. Começamos subindo o Palatino, passando pelas ruínas do palácio de Augustus. Foi lá no Palatino que Rômulo e Remo foram encontrados pela Loba, dentro de uma caverna.

Logo abaixo do Palatino fica o Foro Romano, que foi o centro do império romano por séculos, onde aconteciam os discursos, as festas e as brigas de gladiadores (quando o coliseu ainda não tinha sido construído). O Foro é repleto de ruínas de prédios antigos importantes, e é muito legal ficar ali olhando para o que parece uma cidade destruída e imaginar tudo funcionando, com pessoas caminhando, conversando e comprando coisas nos mercados de rua.

Foro Romano.

Foro Romano.

De tardinha fomos ao castelo de Sant’Angelo, que já fica do outro lado do rio, mais perto da nossa casa (e do Papa, hehe). Como esses dias longuíssimos de verão da Europa enganam muito, nem percebemos que chegamos lá já passava das sete e o castelo estava fechado :(. Mesmo assim, foi legal passear um pouco ali por fora mesmo, e foi o tempo certinho para chegarmos na ponte de Sant’Angelo e encontrarmos o que menos esperávamos: o “Olodum” da Itália fechando a ponte com a batucada baiana. Foi muito lindo de ver a gringada toda lá, feliz da vida se requebrando ao som dos tambores. A banda era muito boa e o pessoal estava super animado. Toda hora o maestro gritava “Bahia, Bahia!”. Ficamos lá no meio da muvuca até eles irem embora junto com o sol, foi bem legal.

Castelo de Sant'Angelo.

Castelo de Sant’Angelo.

Ponte de Sant'Angelo.

Ponte de Sant’Angelo.

O Olodum da Itália.

O Olodum da Itália.

No dia seguinte, fomos à Fontana di Trevi, que eu ameei mais que tudo em Roma! A fonte tem esse nome porque fica no encontro de três vias (Tre Vie) e as estátuas mostram a história de quando foi encontrado o ponto inicial de um aqueduto que serviu água para Roma durante mais de 400 anos. O ruim é que é lá fica cheio de gente o tempo todo. Ainda assim, eu gostei tanto que insisti para que voltássemos lá na nossa última noite na cidade, para ver como ficava com a iluminação. Mesmo depois tendo que voltar de lá até em casa andando, pois já passava de 1 da madrugada e os onibus param de circular depois da meia noite (andamos uns bons quilômetros), valeu a pena. Queria até ter jogado uma moeda na fonte, e desejar voltar a Roma em breve, mas só tinha moeda de 2 euros na carteira, e aí vcs sabem como funciona, né.

Fontana de Trevi.

Fontana de Trevi. As estátuas mostram os romanos procurando pela fonte de água com a ajuda da virgem.

Depois da Fonte fomos conhecer as Termas de Caracalla, que era um complexo de piscinas aquecidas, construída a mando do imperador Caracalla. A água era aquecida no subsolo, onde eram queimados madeira e carvão. O local é bem grande (na época, tinha até uma biblioteca dentro), e somente uma pequena parte está aberta para visitação, o resto fica interditado por conta das escavações. Durante o verão acontecem encenações e apresentações de ópera. Quando fomos lá, tinha um palco todo decorado, mas não estava tendo apresentação nenhuma. Para entrar lá tem que pagar (8 euros, se não me engano), mas aí a gente arriscou passar o Roma Pass, depois de já termos usado no Coliseu e Palatino, e funcionou normalmente.

Termas de Caracalla.

Termas de Caracalla.

Ilustração de como era o local na época do Império Romano.

Ilustração de como era o local na época do Império Romano.

Próximo às Termas, ficava o segundo lugar que eu mais queria conhecer em Roma: A Via Appia. Eu tinha visto uma foto muito bonita no instagram, de uma “via” que é a mais antiga estrada que funciona até hoje, construída em 312 antes de Cristo, e guardei aquilo na minha cabeça. Quando cheguei lá em Roma foi que eu lembrei que era a Via Appia, e aí não poderia perder a oportunidade de conhecer. Fomos andando das Termas até lá, perguntando a um e outro como chegar, e depois de muito tempo encontramos. Andamos muito lá dentro, tentando chegar ao local da foto (sou dessas), mas não conseguimos. Pesquisando depois, li uma citação de um poeta romano que dizia que “A via Appia é a rainha das estradas longas.” Então, né, ainda bem que depois de certo tempo, desistimos e fomos esperar na sombra pelo ônibus que passava de cajú em cajú para voltar pra casa, porque senão até hoje estaríamos lá, procurando o local da foto.

Na Via Appia.

Na Via Appia.

"The Appian Way is the queen of the long roads".

“The Appian Way is the queen of the long roads”.

Como ainda estava claro (como em qualquer hora antes das 23:00), fomos ao Pantheon também. O lugar estava tão socado de gente, que mais parecia um formigueiro. O jeito foi tomar um gelato bem gostoso por lá e depois ir pra casa.

Pantheon socado.

Pantheon socado.

À noite fomos em busca de Pizza, em um restaurante que tivesse Wifi. Notei que isso não muito comum em Roma, pois os estabelecimentos que tinham, colocavam avisos bem visíveis pra mostrar e atrair clientes. Depois de certo tempo de procura, fomos parar em um lugar perfeito, em uma daquelas vielas típicas italianas. Depois, de cabeça e barriga cheias, foi que voltamos à Fontana di Trevi (e depois andamos até em casa).

Fontana de Trevi à noite.

Fontana de Trevi à noite.

O dia seguinte já era o dia de virmos embora. A gente acabou se atrapalhando com os horários do voô (pensamos que seria às 17 h, mas era às 11h), e aí não deu pra cumprir com o planejado, que era de conhecermos o Vaticano na manhã do último dia. Sendo assim, acordamos beeem cedinho pra pelo menos ver a cidade do Vaticano, mesmo sem ter tempo pra entrar na basílica e no museu. Valeu a pena, só de ter entrado e visto como é lá dentro, e olhado a basílica de fora.

Eu e Rafael de mochila no Vaticano.

Eu e Rafael, no Vaticano, de mochila nas costas.

Amei ter conhecido Roma, e acho que gostaria até de passar mas dias por lá. Já ouvi relatos de pessoas que não gostaram muito da cidade, mas pra mim foi um destino interessantíssimo. Enquanto escrevia aqui, lembrando de todos os momentos, dos lugares bonitos e arborizados, do calor e da comida italiana, já fiquei com saudades de Roma e espero voltar muito em breve.

A única parte ruim, pra mim, foi ter ido à Roma e não ter conhecido o Papa.

Beijos!

Lenita

 

 

 

 

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“Hostel, nunca mais!” – Alugando apartamentos para curtir o Holiday.

Esse post de hoje é dedicado aos mochileiros de plantão que querem economizar, mas com dignidade. Depois daquela viagem louca de 21 dias que fiz durante o Easter break, passei a me considerar uma especialista em hostels. Isso porque vivi todo o tipo de experiências boas e ruins que se pode imaginar (relacionadas ao tema hostel) e em um período muito curto de tempo.

Para quem não sabe, um HOSTEL é como um hotel de baixa qualidade, no qual ao invés de alugar um quarto, se aluga uma cama em um determinado quarto, que você possivelmente dividirá com estranhos. Geralmente, tem-se várias opções de quartos, variando a quantidade de camas e o gênero permitido (feminino, masculino ou misto). Uma das vantagens de se viajar em grupo é que as vezes dá pra fechar um quarto só com conhecidos e evitar certos tipos de preocupações.

Para ilustrar as preocupações, vou citar aqui algumas das minhas experiências pitorescas em hostels pelo mundo:

Em Londres, fiquei hospedada em um hostel chamado Hyde Park, em um quarto misto que dividi com VINTE E UMA pessoas, que só possuía DUAS tomadas e o cara que dormia na cama abaixo da minha era muito flatulento. Foi a primeira de muitas vezes que vi caras estranhos de cueca. Vi caras de cueca correndo pelos corredores do hostel, vi caras de cueca saindo do banho… Também já tive que ver piriguetes sem noção trocando de roupa no meio do quarto como se estivessem sozinhas. Como viajamos geralmente eu e Rafael, sempre pegamos quartos mistos, para podermos ficar juntos.

Em Frankfurt, apesar do hostel super limpo e organizado, enquanto tomava banho pela manhã me assustei com o dono do hostel batendo em minha porta e gritando para eu sair do banho que estava demorando demais, e depois me dando bronca dizendo que eu deveria tomar banho à noite, antes de dormir, e não pela manhã, quando tem muita gente querendo usar o banheiro. Isso porque eu era a única pessoa do sexo feminino no local, e ele decidiu que todos os banheiros seriam unissex, por conta da demanda. Também não era permitido carregar a bateria da câmera nas tomadas do hostel, e nem lavar peças íntimas no banheiro (como ter calçolas infinitas para 21 dias de viagem?).

Já fiquei em locais em que não tinha segurança alguma, não tinham armários para guardar a mochila, alguns quartos ficavam abertos para quem quisesse entrar, outros cobravam pelo cobertor (2 euros, o dia!), alguns cobravam para ter acesso ao Wifi, ou tinha horário para dormir, etc.

E em Paris tive uma quase experiência bastante ruim, que narrei nesse post.

Sei que hostel é uma opção barata para aqueles que estão sempre com o orçamento apertadinho e que abrem mão de certas frescuras  para poder aproveitar mais e gastar menos nas viagens, e tem muito hostel bacana por aí e com preço bom, mas às vezes existem meios melhores de economizar com estadia como, por exemplo, alugando apartamentos.

Gente, alugar apartamento é tudo de bom! Falo pelas duas experiências que tive até agora em Paris e em Roma. Não precisei dividir quarto com gente esquisita, não precisei ficar em fila para usar o banheiro, tive máquina de lavar e cozinha à disposição, internet boa, roupa de cama, toalhas, TV, e o mais importante: sem preocupações em levarem minhas coisas embora enquanto eu estou passeando. É realmente muito incomodo sair do quarto e largar a mochila lá para quem quiser vir e roubar minhas roupas, meu secador de cabelos, maquiagens, etc. Depois que uma colega me contou que roubaram sua escova de dentes e pasta de dentro de sua mala, eu não duvido de mais nada do que possam me roubar em um hostel.

Estávamos planejando receber dois amigos do Brasil, que ficariam aqui com a gente por 10 dias. Como planejamos tudo muito em cima da hora, os hostels estavam custando os olhos da cara e alugar apartamento seria uma opção bem mais em conta. Fizemos o aluguel pelo Housetripque nos tinha sido recomendado. Pelo site dá pra olhar todos os detalhes da casa, ler as reviews de quem já alugou, entrar em contato com o dono e fechar o negócio. Tem que ser feito o pagamento completo para que o apto fique reservado. Não tem como que se preocupar, o dinheiro só cai na conta do dono dois dias depois do check in, pra o caso de qualquer problema você poder contactar o House Trip e pedir o refund.

A reserva pelo site é fácil de fazer, como em hostel, só que é necessário ficar atento em pegar a opção “entire apartment” ao invés de “private bedroom”, para não ter que dividir a casa com pessoas estranhas ou até com o próprio dono. O site tem vários filtros de pesquisa, dá pra escolher só entre apartamento com estrutura para cadeirante, ou que tem internet, piscina, que pode levar animais e mais outras coisas. Depois de escolher o apartamento (levando em consideração todas as reviews, sempre), ao invés de fazer a reserva direto, o site bota você em contato com o dono do local, para saber se estará disponível ou não. Se estiver, ele permite que a reserva seja feita, você faz o pagamento e pronto. O próprio site recomenda que se entre em contato com 3 ou mais “Hosts” ao mesmo tempo, para o caso de alguns demorarem a dar uma resposta. O House Trip cobra uma taxa de 3 por cento do valor do aluguel.

Bem, vamos às experiências que tive até o presente momento:

1. Paris

Já tinhamos ido a Paris antes, mas fomos novamente pois nossos amigos queriam conhecer, e nós também não tivemos muito tempo para ir a todos os lugares legais da última vez (contei tudo aqui). A maioria dos apartamentos disponíveis no House Trip ficavam na região de Montmartre, que é próximo de onde ficamos antes, então já sabíamos que era um local legal. Pegamos um apartamento para 4 pessoas, com um quarto com cama de casal e uma sala com sofá-cama. A casa é bem apertadinha, mas completa, com uma cozinha equipada, máquina de lavar, TV e internet boa. Ficamos a poucos metros da estação de metrô, e próximo a lanchonetes, mercadinhos e lojas. A única desvantagem é que o apto fica no quarto andar e não tem elevador. Fizemos a reserva dois dias antes de ir para Paris. Pagamos 280 euros por 3 noites, para 4 pessoas, ou seja, 23.3 euros a diária por pessoa. Lembrando que isso foi em uma época de alta estação. Tirei umas fotos do apartamento, clique na imagem para ver melhor.

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2. Roma

Em Roma, fomos vizinhos do Papa por 4 dias. O prédio ficava bem próximo ao vaticano, era só subir uma escadona. O apartamento era muito bem localizado, próximo à estação de metrô e em frente a um ponto de ônibus (o metrô de Roma não é muito grande, o meio de transporte mais usado é o ônibus), e bem no meio do comércio, com uma infinidade de lojas e restaurantes bem próximos da gente. A casa era bem legal, abrigava até seis pessoas, com dois quartos, dois banheiros e uma cozinha com máquina de lavar. Também tinha ar condicionado nos quartos (ainda bem, porque estava fazendo um calor danado). A diária custou por volta de 85 euros, ou, seja, 28 euros e pouco por pessoa. Seguem as fotos do apartamento.

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Nos dois locais nós nos comunicamos com os “Hosts” por mensagem de celular para marcar de pegar a chave e conhecer a casa. Os dois foram super solícitos e nos ajudaram em tudo o que foi necessário.  No apartamento de Roma tivemos um pequeno estresse, por conta de uma taxa extra que o governo cobra dos turistas (2 euros por dia de estadia na cidade) e que não constava na descrição do site, o que acontecia em outras opções de apartamentos. Fora isso, e o inglês bastante italiano da dona do apto, tudo deu certo.

De um modo geral, achei muito mais vantajoso alugar um apartamento bem localizado do que ficar hospedada em hostel. E ainda  compramos tudo em cima da hora, mas pesquisando os preços no site com antecedência, dá pra pagar uma pechincha para se hospedar em apartamentos bem bacanas. O slogan do site é “Why stay in a city, when you can live in it?”, e, realmente, eu me senti bem mais à vontade vivendo uns dias como moradora em Paris e Roma, do que eu me sentiria me hospedando em um hostel. Meus passeios foram mais tranquilos e despreocupados, fizemos café da manhã, tivemos privacidade e até ferro para passar a roupa!

Adorei minhas experiências iniciais em aluguel de apartamento, espero que também dê certo nas próximas :).

Beijos!

Lenita