Salve, Salvador!

Hoje eu resolvi editar e publicar um post saudoso que eu tinha feito sobre a minha cidade enquanto ainda estava láa do outro lado do Atlântico, mas que fiquei sem querer publicar porque não tinha fotos legais de autoria própria para ilustrar (sou dessas). Finalmente, alguns meses depois de estar de volta, e munida de algumas fotinhas que tirei do celular mesmo, e com a ajuda de alguns filltros para não parecer tãao coisa de amador – apesar de que Salvador não precisa de um pingo de filtro para ser linda – resolvi que já estava mais do que na hora de publicar aqui no blog.

——–

Sempre antes de viajar para algum canto, eu fico meio ansiosa para saber como é o lugar. É algo que todo mundo sente, imagino eu, mas eu não to falando só da parte visual, de finalmente ver ao vivo aqueles lugares que a gente ouviu falar e leu sobre. Eu gosto de imaginar como são as pessoas que vivem por ali, como é que as coisas funcionam, como eu vou me sentir andando pelas ruas, como é a ~energia~ do lugar e tal.

Como é bom falar de algo tão familiar, tão conhecido como Salvador. A cidade cheia de belezas, contrastes e ladeiras, muitas ladeiras. Lugar onde nasci, cresci, morri de saudades enquanto estava fora e onde quero ficar por muito tempo -coisa boa é andar na rua e ouvir o sotaque conhecido, o jeito de falar cantando que a gente só percebe que tem quando fica um tempo longe. Aqui faz sol 90% do ano, todo dia dá praia – exceto por hoje, que foi um sábado fora de semanas de prova no qual eu poderia aproveitar para pegar um leve bronze mas choveu. É a vida. Shit happens. Mesmo em Salvador.

E quando chove de manhã, de tarde faz sol com certeza. Inverno não é vida. Vida mesmo é comer um acarajé DECENTE, melhor ainda se for na praia. É passar o dia estirada em uma canga no Porto da Barra e depois assistir ao pôr-do-sol no Farol. E tem que bater palmas, porque é o mais lindo desse mundo <3. E por falar nisso, duvido que tenha algum lugar nesse mundo com tanto spot pra pores-do-sol (?) maravilhosos.

Salvador é multicultural e, dizem,” tem 365 igrejas, uma para cada dia do ano”, vai contar. É a cidade por onde chegavam os escravos, e, por isso, do ritmo forte, das baianas e das religiões de matriz africana. Salvador é a cidade com maior população negra fora da África. É daí que vem o nosso jeito, nossas músicas, nossa capoeira.. Me arrisco a dizer que aqui tudo o que é conhecido como tipicamente nosso tem um pé na África.

Vez ou outra fico me perguntando o que será que os turistas pensam da minha cidade quando eles estão aqui, vivendo tudo isso. Será que eles acham legalzinho, mas normal? Será que ficam encantados e doidos para voltar, será que se apaixonam? E nós, os soteropolitanos, será que supervalorizamos o que temos aqui, ou, ao contrário, não sabemos aproveitar Salvador e reclamamos muito dos engarrafamentos, do transporte público, etc, quando temos aqui uma cidade linda, com clima maravilhoso, cultura rica, belas praias, gente alegre e aberta, onde até a pessoa mais ranzinza (exemplos?) não consegue ser tão ranzinza assim, porque fica difícil :).

Pôr-do-sol em Monte Serrat.

Pôr-do-sol em Monte Serrat.

Olodum no pelô.

Olodum no pelô.

Elevador Lacerda, o lugar mais fotogênico da cidade.

Elevador Lacerda, o lugar mais fotogênico da cidade.

Pelourinho.

Pelourinho e OMG olha o Michael Jackson na varanda da casa azul!!

O objetivo desse post foi única e simplesmente lembrar de como eu senti falta de estar aqui e de ter todas essas coisas que falei ao meu alcance. Acho que eu posso ser feliz em qualquer canto, mas ter uma praia a 15 min de distância e ter uma baiana de acarajé ali na esquina é de grande ajuda.

Beijos!

Lenita