Vale do Pati, um lugar necessário.

Sabe aquelas viagens de última hora, que a gente programa com um ou dois dias de antecedência, meio sem acreditar que vai dar certo e que no final acabam se tornando inesquecíveis? A minha ida ao Pati foi bem assim.

Cheguei em Lençóis, na Chapada Diamantina, antes das 6h da manhã e fui direto para o hostel que tinha reservado algumas horas antes de pegar o ônibus na rodoviária de Salvador. Apenas deixei a modesta mochila no guarda-volumes e parti para o centrinho, onde estão localizadas várias agências de turismo e fiquei por lá, sentada na calçada aguardando que elas abrissem, pois ainda eram 7h da manhã. Agoniada, eu?

Para o meu quase desespero, nenhuma delas tinha grupo montado para fazer a trilha do Pati (fui em todas as 1.487.387.839 mil agências de Lençóis) e o valor para fazer sozinha com o guia estava entre 1,8 e 2 mil. Não vou contar toda a saga aqui, mas no fim das contas acabei conhecendo um cara que trabalhava em uma das agências que não tinha grupo, mas tinha um filho que conhecia um “coroa” que conhecia um guia que tinha um grupo montado para partir na madrugada do dia seguinte. Acertei tudo com o “coroa”, que me cobrou extremamente abaixo do que tinha pesquisado em todas as agências, e na manhã seguinte parti para a minha tão desejada aventura.

IMG_20170414_142139256

A trilha do Pati que eu fiz durou quatro dias. Paguei 600 reais pelo pacote, que incluía o pernoite na casa dos nativos, a alimentação (café da manhã, almoço, janta e lanches) e um guia ma-ra-vi-lho-so, nativo e super disposto, que alegrou nossa viagem e ficou mega animado para guiar um grupo só de meninas! Não foi nada combinado, apenas o acaso, que acabou por juntar cinco meninas aleatórias em uma mesma trilha. Três francesas (duas vieram juntas), uma italiana e eu, a brasileira.

Para a trilha do Pati é preciso que se leve apenas o estritamente necessário, pois todas as comidas para a alimentação do grupo durante os dias de trilha são divididas entre as mochilas de todo mundo, o que significa algumas horas subindo e descendo montanhas com um monte de arroz, lata de atum, pão, biscoito, etc, nas costas, além de suas roupas, meias e outras porcarias pessoais.

A dormida no Pati é feita em barracas de camping ou na casa dos nativos, que recebem os trilheiros por um valor baixo e lá eles tem acesso a uma cozinha comunitária, banheiros e camas para descansar o corpo das andanças. São poucas as pessoas que moram no Vale e o estilo de vida lá é bem pacato. Nem sonho de sinal de celular, nenhum acesso a nada e tudo é muito distante. Para comprar comida no mercado é necessário primeiro vencer o paredão de montanhas que esconde o Vale, e depois aguentar o peso no caminho de volta. Alguns nativos fazem uso de burros para transportar compras e outras coisas.

A beleza natural encontrada no Vale do Pati é sem igual. A dificuldade de acesso faz com que o lugar se torne “protegido” da interferência humana e, na maior parte das trilhas que fizemos, foi como se tivéssemos o lugar todo pra nós. Acordávamos bem cedo para tomar o café da manhã que o nosso guia-cozinheiro preparava para nós (teve até bolo de chocolate um dia lá), depois partíamos para as andanças, subidas e escaladas até algum morro, depois andávamos bastante novamente até a beira de alguma cachoeira, onde parávamos para tomar banhos geladíssimos e lanchar, depois partíamos para mais suadeira até outro lugar bacana e assim passava o dia, até o entardecer.

IMG_20170415_103047212

IMG_20170416_105539605_HDR

A viagem ao Pati não tem roteiro definido. Fomos montando a programação junto com o nosso guia, íamos decidindo aos poucos, conforme o dia ia acontecendo. A única parte não negociável era a ida ao Cachoeirão, que tinha que ser feita na nossa última tarde no Vale, pois o guia queria guardar a melhor parte para o final. “Eu quero ver só a cara de vocês quando a gente chegar lá.”

A trilha do Pati pode ser feita a partir de algumas cidades da Chapada Diamantina, e cada um desses caminhos de entrada ou saída mostram paisagens com encantos diferentes e experiências distintas. Mais do que aventura, o Vale do Pati é um local de contemplação e de reflexão. As trilhas não são fáceis e, muitas vezes, podem ser bastante longas. O fato de estar carregando nas costas tudo o que você precisa para “sobreviver” traz uma série de pensamentos e associações que a gente leva para a vida. É uma viagem que é para ser feita algumas vezes na vida e eu não vejo a hora de voltar.

IMG_20170415_084508713_HDR

Viajando de trem pela Itália

Acredito que de todos os países europeus, a Itália é aquele no qual a maioria das pessoas vai para conhecer mais do que uma cidade. Geralmente quem vai à Inglaterra se contenta em conhecer apenas Londres e vai embora. Quem vai à França, vai apenas para conhecer Paris e pronto. Mas quem vai à Itália não fica satisfeito com Roma e o coliseu, quer ir também a Pisa para ver a torre, quer conhecer a Ponte Vechio em Florença, o Duomo de Milão, a romântica cidade de Veneza, e por aí vai…

PhotoGrid_1393193909118

Itália!

Um dos meios mais práticos para se deslocar entre as cidades italianas é utilizando os trens. Foi o que fiz na minha última viagem, conheci a Itália viajando de trem. Fiz de trem somente os trechos Milão-Veneza e Veneza-Florença, e vou contar um pouco de como foi e explicar mais ou menos como comprar os tickets pelo site da trenitália, que foi o que eu usei.

Primeiramente, se o seu roteiro já está bem definido, vale a pena comprar as passagens com antecedência. Diferente de como funciona na Inglaterra, onde as passagens vão ficando muito mais caras quando você compra em cima da hora, as passagens de trem da Itália tem o preço fixo, independente de quando você as compre. MAS existem algumas modalidades de tarifas, como a base, econômica e super econômica, e à medida que você atrasa a sua compra, as passagens mais baratas vão acabando, então, sim, é melhor comprar o quanto antes possível.

Para fazer a compra, é preciso ir até o site da trenitália e fazer a busca pelo trecho desejado. O site não tem versão em português, somente italiano e inglês mesmo. Obviamente, é preciso saber o nome das cidades em italiano, então não faça como eu e se desespere sem encontrar trens para “Florença”, porque você não vai achar 😉

Site da Trenitalia.

Site da Trenitalia.

Para algumas cidades, há mais de uma opção de estação final, então pesquise antes no google qual a estação do centro da cidade (ou a mais próxima do local de sua estadia) para não acabar comprando a passagem errada. Antes de clicar para dar início à pesquisa, não esqueça de marcar a caixa “find the best price”, para que o site te mostre o melhor preço do dia (geralmente a opção super economy).

O site tem algumas opções de ofertas, como ofertas para famílias com crianças, ofertas para grupos grandes, ofertas para bate-volta e até ofertas para viagens aos sábados, então é bom dar uma olhada antes, ver se alguma dessas ofertas pode ser aproveitada e ler todas as condições antes de fazer a sua escolha.

Após a compra, você receberá o seu comprovante de pagamento e o ticket por e-mail. O ticket deve ser impresso para ser mostrado ao carinha da empresa que vai, durante a viagem, de vagão em vagão, conferindo os bilhetes de todos. Antes de viajar, fique ligado em sua caixa de e-mail, para o caso de alguma alteração no itinerário, e imprima todo e qualquer e-mail que eles te enviarem, para evitar desentendimentos.

empoli_stazione_ritardi_tabellone

Painel na estação de trem (foto da internet).

No dia da viagem o procedimento é simples: quando chegar à estação, procure o painel com os horários dos trens, e lembre-se de buscar o seu pelo horário de saída e o nome da sua estação de destino. Provavelmente não haverão catracas nem ninguém para checar o seu bilhete na entrada, então simplesmente vá até o trem, procure seu assento e lá pelo meio da viagem algum funcionário vai aparecer para conferir as suas passagens.

As duas viagens que fiz foram bem tranquilas. Os trens são bastante confortáveis, com poltronas boas e uma mesa na frente com tomada para carregador de celular e laptop (tudo isso na 2a classe, super econômica). Além disso, os trens tem wifi grátis 🙂

Beijos!

Lenita

Meu reveillon em Londres

HAPPY NEW YEAR! ÊEEEEEH!

DSC_0091

Reveillon 2014, Londres.

Depois de passar 12 meses vivendo e sofrendo nessa Inglaterra, nada fazia mais sentido do que comemorar a virada de ano e iniciar 2014 por aqui mesmo. Essa foi uma das poucas vezes que passei o reveillon longe da praia, mas nem por isso deixou de ser especial. Pra falar a verdade, no Brasil é que a gente sabe como comemorar a virada. Vestir roupa branca, se arrumar, virar a noite comemorando o ano novo…tudo coisa nossa.

Meu ano novo em Londres foi maravilhoso, mas só teve mesmo 10 minutos de glamour, que foi durante a queima de fogos. Fora isso, foi chuva e espera no meio da muvuca. Pegamos o trem e fomos para Londres na tarde do dia 31 mesmo. Chegamos lá ainda cedo, então fomos passear em alguns lugares que ainda não conhecíamos, já andando em direção ao Tâmisa.

Eu tinha pesquisado bastante sobre como era o esquema de assistir aos fogos, e por isso já sabia que não tinha jeito, se quisesse garantir um lugar legal à beira do rio, teria que chegar lá bem cedo. Pois bem, por volta das 17h, paramos tudo o que estávamos fazendo e já fomos logo andando para as proximidades de Westminster. E foi quando começaram as aventuras do reveillon 2014:

Primeiramente, muitas das ruas que dão acesso às áreas dos fogos ficam interditadas pela polícia, por questões de segurança. Fomos andando sempre em direção à entrada seguinte e…OPA! Interditada. E assim foi, até que finalmente encontramos um caminho liberado. Fomos andando, andando e o caminho já estava cheio de gente. Quando chegamos à beira do rio, às 17:50h, já estava cheio!

Mas, calma, estava cheio mas ainda tinha muito espaço, era só ir chegando, se esquivando entre um e outro e deu pra conseguir um lugar bem legal, bem de frente para a London Eye e também atrás somente de pessoas não muito altas, o que é muito importante pra mim, hehe.

Pronto, uma vez que tinhamos encontrado o nosso spot, era só ficar quetinho e aguardar. Faltavam ainda 6h para a virada e o momento mágico dos fogos. 15 minutos depois eu já estava morrendo de tédio, tentando me controlar para não olhar no relógio de 5 em 5 minutos. Vou descrever melhor o cenário da espera: Algumas pessoas não queriam muito ficar no aperto, mas também faziam questão de ter uma visão boa do “show”, por isso elas ficavam mais afastadas da borda, no meio da rua, sentadas no chão com seus amigos conversando e bebendo de boa. Já outras pareciam estar ali desde muito cedo, coladas na grade de retenção, com várias merendas e farofas, algumas de pé, outras sentadas no chão em grupos (teve um cara que dormiu no meu pé por várias horas, e só acordou quando jogaram uns bagulhos na cabeça dele).

As primeiras duas horas foram um martírio. Um tédio extremo. Mas aí, por volta das 20h a coisa começou a mudar. Primeiro jogaram um sonzão lá, o pessoal começou a ficar animado, os indianos perto da gente começaram a cantar e de vez em quando o DJ da “festa” falava umas coisas, mandava a gente gritar, etc.

O “New years eve” desse ano foi patrocinado pela Vodafone, e tinha um tema “multisensorial”. Eles jogaram umas bolsinhas de plástico pra galera toda, e lá dentro tinham docinhos coloridos *.* que era a parte do “taste”. Aí do nada eles jogaram a projeção de um morango gigantesco em um prédio ao lado da London Eye e mandaram a gente gritar. Quanto mais a gente gritava, o morango ia enchendo, enchendo, até que ele explodiu, e aí soltaram umas fumacinhas com cheirinho de morango! Eu sei, muita palhaçada, mas pra quem estava em pé durante muito tempo, morrendo de tédio e a todo momento contando todas as cabines da London Eye para garantir que nenhuma delas tinha sumido desde os últimos 10 minutos, aquilo foi o máximo!

Banana no prédio: O MÁXIMO!

Banana no prédio: O MÁXIMO!

Depois o prefeito apareceu também, em uma mensagem gravada na projeção, falou várias coisas que ninguém entendeu e depois se mandou. E aí depois eles botaram uns vídeos, fizeram mais umas coisas e de repente faltavam somente 30 minutos! uhuuuu!

E foi aí que começou a chover. Choveu mesmo, choveu FORTE. Não vou dizer que foi uma decepção total pra mim e meus babyliss, afinal de contas eu tinha levado minha sombrinha porque era Londres, né. E aí, que a hora foi se aproximando e nada de a chuva parar. Aí começou a contagem e ainda estava chovendo, mais fraco, mas chuva ainda. Mas ninguém quis saber, todo mundo estava ali há horas! “Abaixem os guarda-chuvas!” Eu tratei logo de guardar o meu. Não quis molhar a câmera, mas passei o meu celular para Rafael (que tem muitos centimetros de altura em vantagem) filmar tudo, e contei: 5, 4, 3, 2, 1…

Ok, não vou ficar descrevendo fogos aqui. Mas foi uma coisa extravagante e única. Não sei qual foi a bruxaria que eles fizeram, mas parecia que os fogos saíam da roda gigante, tudo bem simétrico e sincronizado com as badaladas do Big Ben. Foi lindo demais.

Reveillon 2014, Londres.

Reveillon 2014, Londres.

Reveillon 2014, Londres.

Reveillon 2014, Londres.

E aí pronto, acabaram os fogos, acabou a festa. Todo mundo juntou seus trapos e se mandou. O DJ ainda implorava, “fiquem mais!”, “não vão agora”, conselho da organização para que as pessoas não fossem todas pegar o metrô de uma vez só e evitar confusões na estação. Enfim, a multidão toda se dispersou muito rapidamente e eu fiquei livre para tirar minhas fotinhas no Tâmisa 🙂

Dicas aleatórias para quem for passar o reveillon em Londres:

1. Chegue cedo se quiser pegar um lugar bem na frente, e se não se importar, chegue ao menos antes das 21h, pois, uma vez que as áreas de vizualização dos fogos estão cheias, a polícia fecha todas as entradas e quem ficar do lado de fora, ficou. Eu cheguei antes das 18h, mas tiveram amigos meus que chegaram depois das 19h e conseguiram lugares bons, e outros que chegaram depois das 20h e conseguiram ao menos entrar na área de vizualização e ver os fogos.

2. Leve sua água e comida, pois não tem ambulante vendendo churrasquinho, nem “5 piriguete por 4 real” não. Ao contrário dos outros dias do ano, na véspera é permitido beber nas ruas, mas teoricamente é proibído andar com garrafas de vidro (todo mundo ao meu redor estava com garrafas de vidro sem problemas).

3. Nas proximidades do rio são colocados vários banheiros químicos de uso gratuito.

4. Somente na madrugada entre os dias 31 e 01 o transporte público é totalmente gratuito, a partir das 23:45 às 4:30h. As estações ficam bem lotadas antes das 2 da manhã (e algumas estações fecham), com longas filas para entrar, então é bom esperar um pouco antes de voltar para casa.

5. Se for cedo, carregue o celular e vá mentalmente preparado para o téeeedio sem fim, haha!

Novamente: Feliz ano novo para todos, e que 2014 seja um ano de muitas emoções!

Beijos!

Lenita

Planejando viagens efetivamente – Parte 3: Quantos dias a viagem deve durar?

Quantos dias em Roma? Quantos dias em Amsterdam? Quantos dias para uma viagem inteira? Bem, depende.

montagemblog

Algumas coisas devem ser levadas em consideração na hora de se planejar a quantidade de dias em determinadas cidades e a duração da viagem como um todo. Os fatores que considero mais importantes são: Tempo disponível, dinheiro e disposição.

Uma coisa é certa: Não dá pra conhecer o mundo todo em um mochilão só, então vamos com calma. Não adianta fazer viagem corrida, passando apressado pelos lugares, batendo fotos sem nem conhecer nada direito, só para poder “cobrir” um número maior de cidades, e no final perceber que a viagem foi mais cansativa do que prazerosa.

Também não precisa planejar viagem de velho, com 5 ou 6 dias em cada cidade, tempo para sonequinha da tarde em todos os dias, 3 horas de almoço e dois dias somente para fazer compras. Pra quê passar uma semana inteira em Londres, por exemplo? Há muito o que conhecer, eu sei, mas porque não intensificar o ritmo dos passeios para fazer tudo em 4 dias e aproveitar para passar 2 dias em Edinburgo e ainda fazer um bate-volta em Inverness? Principalmente quando a gente sai lá do Brasil, pega 10h de vôo e paga caro na passagem, chegando ao destino tem mais é que fazer valer o money investido, não é mesmo?

Então, vamos às dicas de como prever a duração das viagens.

~.Tempo Disponível

Se você tem um tempo limitado para fazer a sua viagem, é necessário fazer a divisão dos dias entre as cidades que se quer visitar. Para cidades grandes, com muitas atrações, museus e lugares para conhecer em um ritmo bom, sem desespero nem moleza, 3 a 4 dias são suficientes. Para cidades menores, em 2 dias dá pra conhecer tudo, e para aquelas cidades que a gente vai só para ver uma coisa (ex: Castelo de Windsor, em Windsor), um bate-volta já resolve. Lembrando que a gente sempre deve desconsiderar o dia da chegada e o dia da partida, pois muito tempo é gasto com arrumação da mochila, localização, transfers, check ins, registro no hostel/apartamento/hotel, etc. É bom fazer ao menos um planejamento grosseiro do que se quer fazer em cada cidade, assim, de acordo com a quantidade de atividades fica mais fácil de determinar a permanência em cada uma delas (também sempre dou uma conferida no tripadvisor, pra pegar os conselhos dos mochileiros espertos ;)).

~.Dinheiro

Quanto mais tempo passamos viajando, maiores são os custos. Cada dia a mais, é mais um gasto com acomodação, lanches, almoço, transporte… Tudo isso deve ser levado em conta. Na minha última viagem, documentei todos os gastos diários – tirando a acomodação, que já estava paga- e fiz uma média, para facilitar meu planejamento de despesas para as próximas viagens. Apertando bastante o orçamento, mas sem precisar almoçar fast food, gastei uma média de 23,5 euros por dia com alimentação, transporte, museus e lembrancinhas para mim mesma (importante informar que passei por cidades caras, como Amsterdã e Bruxelas). Considerando o gasto com acomodação em torno de 20 euros, a cada dia a mais que eu decidisse colocar na minha viagem, seriam 43,5 euros a menos para os próximos mochilões. Para economizar e conseguir passar mais dias com menos dinheiro, vale a pena comprar comidas nos mercados e pegar dicas na internet de lugares baratos para se comer, longe dos centros turísticos, onde os locais costumam frequentar.

~. Disposição

Vou começar ilustrando com um exemplo: A primeira vez que tive um break (tipo um recesso) aqui no UK, fiquei doida pra viajar. Queria conhecer tudo de uma vez só e não tinha experiência alguma em mochilões. O break era de 21 dias, então planejei a viagem com exatos 21 dias de duração. Resultado: No meio da viagem eu estava exausta, falida, doente e não aguentava mais cama de hostel, com o agravante que estávamos no meio do inverno, e tudo o que eu queria era voltar para o quentinho da minha casa. Nunca mais fiz mochilão com duração acima de 15 dias, pois já sei que esse é o meu limite e quando passa disso a viagem para mim se torna mais uma obrigação do que diversão.

Claro que o nível de conforto da viagem também interfere muito nesse quesito. Quando é possível ficar em apartamento ou hotel, ao invés de hostel, onde tenho uma estrutura melhor, mais confortável, com máquina para lavar minhas roupas e banheiro privativo, a coisa já melhora e dá vontade de ficar viajando por muito mais tempo. Quando se tem condições de comer bem e descansar direito, o corpo também já não fica tão cansado, o que já ajuda.

Então, meu conselho final é que você planeje suas viagens com calma, dentro de um período de tempo bom, e que dê pra conhecer bem o máximo de lugares possível. Pesquise sempre em blogs e fórums quantos dias as pessoas que estiveram lá recomendam e vá adaptando tudo ao seu modo de viajar. O importante é tudo seja curtido ao máximo durante a viagem que é pra valer a pena mesmo.

Planejando viagens efetivamente – Parte 2: Reservando o hostel.

Planejando viagens efetivamente – Parte 1: Como encontrar passagens baratas.

Grécia: Como planejar a viagem dos sonhos.

Depois que fiz minha (primeira) viagem para a Grécia, muita gente veio me procurar, pedindo dicas e informações de como se virar no local, o que visitar, como chegar, quais os custos, etc. Com isso em mente, achei que seria legal dar uns toques aqui no blog, já que pesquisei bastante antes de montar a minha viagem dos sonhos, e encontrei algumas informações úteis e também tenho minhas próprias dicas que quero compartilhar com vocês.

Pôr-do-Sol em Oia.

Pôr-do-Sol em Oia, Santorini.

Quando ir à Grécia

Recomenda-se visitar a Grécia no período de fim de maio a junho, ou lá pra setembro/outubro, pois o clima é mais ameno, e as ilhas não estão tão cheias de turistas. Eu fui no início de julho e passei 15 dias. Não achei que estivesse tãao cheio assim mas, sim, estava bem quente. Não vou mentir que não gostei, pois estava com saudade de curtir um calorzinho na beira do mar e eu sou de Salvador, né, então, pode botar 40 graus aí que eu aguento…

Como chegar

Pode-se chegar à Grécia por Atenas, em vôos de companhias grandes, ou por algumas das ilhas, em vôos de companhias low cost. Como nas viagens para a Grécia geralmente se visita Atenas e mais algumas das ilhas, eu recomendaria chegar por uma ilha (ou por Atenas), e ir embora por outra, pra evitar ter que voltar para a mesma ilha (ou para Atenas) somente para ir embora. O preço das passagens vai subindo de acordo com a temperatura. Quanto mais “pro meio” do verão, mais caras elas ficam. Ex: comprei a passagem de ida (UK-Grécia) por £53, mas se deixasse pra ir uma semana mais tarde, não encontrava nada abaixo de £170!

Como se movimentar entre as ilhas

Para ir de uma ilha à outra, a melhor opção é pegar o ferry. Existem dois tipos de ferry: um que faz o trajeto em x horas e custa y, e o outro que faz o trajeto em x/2 horas e custa 2y. Como as principais ilhas não ficam tão próximas umas das outras e a viagem, além de ser longa, é uma viagem balançando e sacolejando em cima do mar, eu recomendo fazer um sacrifício e pegar o ferry mais rápido. A passagem custa, em média, uns 50 euros. Os tickets podem ser comprados online e recolhidos no porto, antes do embarque. Alguns sites cobram taxa para fazer a reserva. Comprei por esse aqui, que não cobrava.

OBS: Os ferries da Blue Star não dão direito a assento reservado, tem que sentar pelas cadeiras que ficam no deck. Se o trajeto for muito longo (ex: mais de 10 horas), há a opção de pegar uma cabine, mas tem que pagar a mais.

Ferry na Grécia.

Ferry na Grécia.

Dentro do Ferry.

Dentro do Ferry (assentos reservados).

Quais ilhas visitar

Existem muitas opções de ilhas gregas que são verdadeiros paraísos, com aquelas construções branquinhas e o mar bem azul, mas, infelizmente, não dá pra conhecer todas elas de uma só vez. As mais famosas são Santorini e Mykonos. A primeira é mais romântica e tem umas praias bem exóticas, enquanto a segunda é a ilha da curtição e tem aquelas praias de água tão limpa que parece de mentira. Além dessas, existem outras também conhecidas, com lindas vilas e praias maravilhosas, e que ficam menos cheias de turistas.

Depois de escolher as ilhas, é bom montar a viagem colocando-as em ordem de acordo com o mapa, para fazer tudo em um sentido só, e evitar passar tempo desnecessário no mar. O trajeto que eu fiz foi Creta-Santorini-Mykonos-Atenas-Rhodes. Só voltei pra Rhodes porque a passagem pro UK saindo de lá estava muito mais barata que a de Atenas, mas não recomendo fazer esse trajeto, pois a viagem é muuuito longa (mais de 16 horas) e SUPER desconfortável – a não ser que você tenha dinheiro para reservar a cabine.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Como se movimentar dentro das ilhas

Para quem está viajando em grupo – ou mesmo em dupla- pode valer a pena alugar um carro ou ATV (aquelas motinhas invocadas de praia), para poder conhecer mais coisas em menos tempo. Nos centros das ilhas existem várias empresas que alugam carros, e muitas nem pedem a carteira internacional. Os preços variam muito de ilha para ilha.

Apesar da facilidade de alugar carro, andar de ônibus pode sair muito mais barato. O transporte público nas ilhas é até eficiente, e eles intensificam muito nas épocas de abril a outubro, para atender aos turistas. As passagens geralmente custam entre 1,60 a 2,5 euros e também variam bastante de ilha para ilha. Para economizar, o bom é escolher acomodações próximas às estações centrais de ônibus, pois, por serem ilhas, geralmente só há um local onde passam mais de uma opções de destinos. Caso contrário, pode ser necessário sempre pegar mais de um ônibus para chegar ao local desejado.

Quantos dias passar em cada local

Em cada uma das ilhas, pra dar pra aproveitar bastante e com calma, o bom é passar uns 3 dias completos. Já para Atenas, em 2 dias já dá pra conhecer os principais pontos, que ficam todos a uma distância caminhável uns dos outros.

Como economizar nas ilhas

Gente, almoçar uma comidinha gostosa em um restaurante à beira-mar, ouvindo o som da lira não é caro. Pasmem, mas achei os preços iguais aos de um restaurante comum simples nas outras cidades que visitei. Os pratos típicos gregos custam entre 6,5 e 9 euros e são bem deliciosos, vale a pena provar cada um deles. É prática na Grécia colocar o cardápio com os preços grudado do lado de fora do restaurante, assim, você já escolhe mesmo pelo preço e não tem surpresas depois.

Os mercadinhos das ilhas geralmente são bem caros, então é bom procurar onde fica o mercado grande mais próximo e dar um pulinho para comprar bastante água (tap water na Grécia não é bebível) e merendas para passar o dia na praia #farofeira.

O que levar para as ilhas

É bom levar o protetor solar, pois nas ilhas eles custam os olhos da cara. Não leve mais do que uma calça jeans, porque você não vai aguentar usar de tanto calor. Leve ao menos um casaco, pois as vezes venta muito à noite e faz um friozinho. NÃO ESQUECE A CÂMERA, POR FAVOR! E também não vai me esquecer de levar o bikini – a menos que você esteja indo para Mykonos pq aí nem precisa usar nada…

No mais, aproveite bastante a viagem, e confira os relatos detalhados dos lugares que fui:

Atenas, a cidade das oliveiras.

Creta, a primeira ilha grega.

Santorini, a ilha do vulcão e das praias exóticas.

Mykonos, a ilha da liberdade.

Beijos!

Lenita

Um dia em Londres com 15 conto no bolso.

Pela milésima vez, lá fui eu para mais uma day trip to London, gastar os few pounds que me restaram, depois de quase ter ido à falência na Grécia. Como só estarei recuperada financeiramente lá pra outubro, estou tendo que viver com um orçamento bem apertadinho e contar cada penny. Até os Nectar points – programa de fidelidade do supermercado- estão dentro do meu orçamento (já acumulei o equilvalente a £5,13, uhuuu!).

Enfim, o caso é que na semana passada eu e Rafael recebemos visitas do Brasil, e aí fomos passar o dia em Londres para mostrar a cidade a eles. Como Coventry fica a apenas 1h de trem, fomos e voltamos no mesmo dia, assim não teríamos que gastar com acomodação. Para não fugir do meu planejamento financeiro, me determinei a gastar o mínimo possível, mas sem precisar passar fome ou almoçar biscoito. Me permiti, então, gastar 15 pounds e só. O dinheiro deu e deu confortavelmente, por isso decidi fazer uma narração de como foi aqui no blog. Vamos a ela:

SALDO INICIAL: £15,00

Começamos o dia na estação de Euston, onde eu não resisti quando vi a loja da Millie’s cookies, e já fui fazendo uma boquinha, pra enganar o estômago até a hora do almoço, comendo um cookie bem gostoso que me custou 99p.

Cookie eu gosto.

Cookie eu gosto.

Na estação de metrô, compramos o off peak Day Travel Card, que é mais barato que o anytime Day Travel Card. A diferença entre os dois é que com o primeiro, você só pode usar o serviço a partir das 9:30h, por isso ele é mais barato. Ambos permitem a utilização de todos os tipos de transporte público por um dia, até as 4:30 da manhã do dia seguinte. O ticket para usar o transporte foi o maior gasto do dia: £7,30.

Pegamos o metrô para Bayswater e fomos passear no Kensington Garden, já que o tempo estava muito bom, fazendo sol e até um calorzinho de leve. Da última/primeira vez que estivemos lá para um picnic, era inverno ainda então estava muuuito gelado e, já que não dava certo comer de luvas, tivemos que engolir tudo bem rápido,  com uma mão de luva e a outra sem e aí eu entendi porque é que nego não inventa de fazer picnic no inverno :(. Passeamos pelo parque, tiramos fotos do laguinho, tiramos fotos dos cisnes, do Palácio de Kensington e das pessoas dormindo. Quando deu a hora do almoço, enchemos a garrafinha de água no bebedouro e fomos embora.

Cisnes.

Cisnes.

Rainha Vic.

Rainha Vic.

Esquilo.

Esquilo.

Pessoas dormindo.

Pessoas dormindo.

Fomos almoçar em Camden Town, o bairro alternativo de Londres, um dos meus lugares preferidos na cidade. Confesso que eu, que não sou alternativa nem nada, gosto de ir lá mais pela comida. Em Camden dá pra encontrar comida para todos os gostos e comida de tudo que é canto – ok, principalmente comida oriental de tudo que é canto do oriente – e até mesmo (pausa dramática) BRIGADEIRO e BEIJINHO!

Almoçamos por £4,00 em uma das barraquinhas de comida oriental e depois fomos apreciar as esquisitices do local. Camden também é ótima para comprar coisas aleatórias e lembrancinhas para os parentes. Blusas engraçadas, roupas de emo, perucas, sapatos doidos, drogas…Lá se encontra de tudo. Fora as pessoas que frequentam o local, que são uma atração à parte.

Camden Town.

Lojas com decoração 3D em Camden.

Comidaaas.

Comidaaas.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Antes de ir embora, não podíamos deixar de passar na barraca do Brazuca e garantir o pão de queijo pra mais tarde (£1,20).

SALDO PARCIAL: £15,00 -0,99 -7,30 -4,00 -1,20 =  £1,51

Ainda com muito dinheiro pra gastar, fomos, finalmente, conhecer a Tower Bridge. Digo finalmente, pois já faz sete meses que eu estou aqui, já fui em Londres várias vezes e nunca me dei ao trabalho de pegar o metrô e descer em Tower Hill para conhecer a tal da ponte.

No caminho, paramos em King’s Cross para TENTAR tirar a foto na plataforma 9 3/4, mas a fila de adolescentes zuadentos estava tão grande que a gente combinou com nossos amigos que voltaríamos mais tarde (mesmo sabendo que quem ia voltar mais tarde era o coelho).

Bitch.

Bitch.

Quando começou a anoitecer, chegamos à Tower Bridge. Amei. Achei lindo. Tirei fotos.

London Bridge.

Tower Bridge.

De lá, pegamos ônibus aleatórios (adoro fazer isso em Londres), até que chegamos a Waterloo -ou Westminster, sempre confundo porque os dois começam com ‘W’- onde tirei minhas fotos “semi-profissionais” da London Eye, Big Ben e do parlamento. Ficamos um pouco por lá até dar a hora de ir pra Victoria, pra pegar o buzu de volta pra Coventry, que sairía às 23h.

London Eye *.*

London Eye *.*

Na estação de Victoria, me dei conta que ainda tinha £1,51 sobrando, mas não queria gastar com besteira. Sendo assim, fui no Sainsbury’s da estação de trem e comprei 2L de leite (£1,29) pra trazer pra casa, porque né.

SALDO FINAL: £15,00 -0,99 (cookie) -7,30 (transporte) -4,00 (almoço) -1,20 (pão de queijo) – 1,29 (2 L de leite)=  £0,22

Moral da história: Me diverti em Londres, conheci a Tower Bridge, comi bem, merendei, garanti o leite da semana e ainda saí por cima, com 22 centavos no bolso pra gastar como quiser.

Obs: MENTIRA, voltei pra casa com bem mais dinheiro, pois o meu ticket do transporte só me custou £5,90, porque eu apresentei o meu RailCard na hora da compra. CsFers, fica a dica.

Beijos!

Lenita

Planejando viagens efetivamente – Parte 2: Reservando o hostel.

Passagens compradas, agora é a hora de planejar a acomodação. Se com as passagens o negócio é escolher a mais barata e pronto, com a acomodação a coisa já muda. É importante, sim, economizar ao máximo na estadia, pois esse pode ser o maior dos gastos da viagem, mas é preciso não abrir mão da segurança, higiene e ter ao menos o mínimo de conforto.

Existem diversos tipos de acomodações, e, entre elas, geralmente o hostel é a opção mais barata. Confesso que quando posso, evito ficar em hostel, porque gosto de não precisar dividir banheiro com desconhecidos (poucos hostels tem opção de banheiro privativo por um preço bom) e também fico preocupada em deixar minha mochila à toa enquanto estou rodando na rua, mas alguns são bem agradáveis e até mais legais do que hotéis, por ser uma coisa mais descontraída e ter mais a galera jovem.

Hostel onde me hospedei em Cardiff.

Hostel em Cardiff.

1. Hostel

O hostel, que também pode ser chamado de albergue, é um tipo de acomodação econômica e sem luxos, onde geralmente ficam hospedados jovens e mochileiros. Diferentemente do hotel, quando se reserva a acomodação no hostel, na verdade está se reservando apenas a cama, e o quarto provavelmente será dividido com outros indivíduos. Geralmente, os hosteis oferecem algumas opções de quartos, variando a quantidade de camas e o gênero permitido (só mulheres, só homens ou misto).

Hostel não é tudo a mesma coisa. Longe disso. Tem hostel que parece hotel, tem hostel que parece um barraco na favela. Muitas vezes, por 2 euros de diferença dá pra conseguir trocar um hostel lixo por um bem melhor, e considerando o fato de que vai ser o lugar onde você vai dormir, tomar banho e guardar as suas coisas, acho que o investimento vale a pena.

Vamos às dicas de como escolher e reservar um bom hostel:

Existem alguns sites pelos quais se pode fazer a reserva gratuitamente, sem taxas. O que sempre uso é o Hostelbookers, que cobra 10% do valor da estadia no momento da reserva, mas depois esse valor é debitado no valor total a ser pago diretamente ao hostel no check in.

Depois de entrar no site, o primeiro passo é, obviamente, selecionar o país e a cidade que serão o seu destino, e a data de entrada e saída do hostel.

Hostelbookers

Hostelbookers

Uma lista de hostels vai aparecer na tela. Para ficar mais fácil de escolher, vai em “sort by” e seleciona “shared room price (low to high)”, e a lista agora vai aparecer na ordem do mais barato para o mais caro. Na lateral esquerda também tem uma série de filtros que você pode utilizar para fazer uma busca mais otimizada, de acordo com suas condições e exigências.

Hostelbookers.

Hostelbookers.

Como sua nova lista de hostels está ordenada do mais barato para o mais caro, agora é a hora de ir clicando um por um e avaliar a página do estabelecimento como um todo. Começando pelo “rating” geral, que é baseado nas revisões do pessoal que já ficou hospedado no local. Se o rating estiver abaixo dos 65%, tome cuidado, pois a economia pode não valer a pena.

A localização também é importantíssima. Eu recomendo olhar o endereço no mapa, para conferir se o lugar é bom ou não. Para as cidades com transporte público eficiente, o importante mesmo é ficar próximo a uma estação de metrô/ônibus/tram (exceto para as cidades muito pequenas, em que às vezes um hostel mais central garante que não seja necessário nenhum gasto com transporte). Outro ponto importante são as “facilities” que o local oferece. Free wifi, por exemplo, pra mim, não dá pra dispensar. Nem chuveiro quente 24h no inverno.

b2

Hostelbookers.

Mesmo que tudo pareça ótimo pra você, não reserve antes de ler as reviews! É importante considerar a opinião de quem já se hospedou no local, dormiu nas camas, usou os banheiros, etc. Uma das reviews do hostel acima, por exemplo, diz que o hostel “é muito longe da cidade, uma hora de viagem e os dormitórios lembram os de uma prisão.” Pontos importantes a se considerar são a localização, a segurança e a limpeza.

Relatei aqui quando quase me ferrei em um hostel em Paris e fui salva pelas reviews.

Hostelbookers.

Hostelbookers.

Depois de escolher o seu hostel, você vai precisar de um cartão de crédito para completar a reserva, pagando 10% do valor total. Caso desista de se hospedar no local, lembre de cancelar a reserva, ou o valor total será cobrado no seu cartão de crédito, quer você apareça ou não.

OBS: Lembre de levar toalha, para não ter que alugar, e cadeado para trancar sua mochila quando for sair pela cidade. Se for precisar de adaptador de tomada, não deixe para comprar no hostel pois geralmente é mais caro. Por prevenção, leve o dinheiro da estadia em cash, pois alguns hostels cobram taxas para aceitar pagamentos com cartão de crédito.

OBS2: Alguns dos perrengues de ficar em hostel e dicas de como alugar apartamento aqui.

Boa sorte nas escolhas!

Planejando viagens efetivamente – Parte 1: Como encontrar passagens baratas.

Planejando viagens efetivamente – Parte 3: Quantos dias a viagem deve durar?