Quanto Custa Viajar?

Recentemente, comecei a escrever meus relatos da última viagem que fiz ao Rio de Janeiro e Curitiba. Como todas as viagens da minha vida, essa foi bem econômica. Já saí de Salvador com uma estimativa de gastos diários em cada uma das cidades. Fiz todos os passeios que queria, me hospedei em um lugar legal, comi bem, saí à noite, fui à festas e fiz trilhas. Não deixei de fazer nada por falta de grana, mas tive que usar a criatividade, fazer alguns sacrifícios e me arriscar um pouco.Tudo teria que caber no meu orçamento apertado de estagiária. E coube.

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Tenho o hábito de anotar tudo o que gasto durante as viagens. Tudo mesmo, ainda que seja um valor ínfimo, passo tudo no lápis. Isso me ajuda a manter o controle, e também serve de auxílio na hora de escrever aqui no blog, já que eu não consigo gravar os preços de todos os passeios, entradas de museus, ingressos, etc. Mas como saber quanto vou gastar, quando estou indo conhecer algum lugar pela primeira vez e não tenho noção de custos?

Para planejar meu orçamento, usei a calculadora de gastos em viagens, do Quanto Custa Viajar?

Calculadora do Quanto Custa Viajar?

Calculadora do Quanto Custa Viajar?

Esse é um dos meus sites favoritos para planejamento de viagens. A calculadora tem os valores atualizados de custos de transporte, acomodação, alimentação, passeios, etc, para cidades do mundo todo. Os preços são bem confiáveis. Dei uma olhada depois que voltei, e os valores realmente foram bem próximos dos meus. Recomendo totalmente.

Para aqueles que são do tipo que querem viajar, não importa pra onde, contanto que caiba no orçamento, vale dar uma passeada pelo site, que é bem amigável e tem tudo detalhado, para cada estilo de viajante, desde os que podem esbanjar, até o nível mochileiro. Se quiser decidir o destino pelo valor da passagem aérea, é bom dar uma olhada no localizador de passagens também. Você coloca sua cidade de destino, seleciona o país, e ele te dá várias opções, em ordem crescente de preço. Legal, né?

Localizador de Passagens Aéreas

Localizador de Passagens Aéreas

Quer saber mais sobre como planejei minhas viagens pela Europa? Dá uma olhada:

Como encontrar passagens baratas;

Como reservar acomodação;

Quantos dias a viagem deve durar?

Como se hospedar em apartamentos pelo mundo.

Sonha em conhecer a Grécia? Veja dicas de como montar sua viagem.

Um dia em Londres com 15 Libras no bolso.

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Planejando viagens efetivamente – Parte 3: Quantos dias a viagem deve durar?

Quantos dias em Roma? Quantos dias em Amsterdam? Quantos dias para uma viagem inteira? Bem, depende.

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Algumas coisas devem ser levadas em consideração na hora de se planejar a quantidade de dias em determinadas cidades e a duração da viagem como um todo. Os fatores que considero mais importantes são: Tempo disponível, dinheiro e disposição.

Uma coisa é certa: Não dá pra conhecer o mundo todo em um mochilão só, então vamos com calma. Não adianta fazer viagem corrida, passando apressado pelos lugares, batendo fotos sem nem conhecer nada direito, só para poder “cobrir” um número maior de cidades, e no final perceber que a viagem foi mais cansativa do que prazerosa.

Também não precisa planejar viagem de velho, com 5 ou 6 dias em cada cidade, tempo para sonequinha da tarde em todos os dias, 3 horas de almoço e dois dias somente para fazer compras. Pra quê passar uma semana inteira em Londres, por exemplo? Há muito o que conhecer, eu sei, mas porque não intensificar o ritmo dos passeios para fazer tudo em 4 dias e aproveitar para passar 2 dias em Edinburgo e ainda fazer um bate-volta em Inverness? Principalmente quando a gente sai lá do Brasil, pega 10h de vôo e paga caro na passagem, chegando ao destino tem mais é que fazer valer o money investido, não é mesmo?

Então, vamos às dicas de como prever a duração das viagens.

~.Tempo Disponível

Se você tem um tempo limitado para fazer a sua viagem, é necessário fazer a divisão dos dias entre as cidades que se quer visitar. Para cidades grandes, com muitas atrações, museus e lugares para conhecer em um ritmo bom, sem desespero nem moleza, 3 a 4 dias são suficientes. Para cidades menores, em 2 dias dá pra conhecer tudo, e para aquelas cidades que a gente vai só para ver uma coisa (ex: Castelo de Windsor, em Windsor), um bate-volta já resolve. Lembrando que a gente sempre deve desconsiderar o dia da chegada e o dia da partida, pois muito tempo é gasto com arrumação da mochila, localização, transfers, check ins, registro no hostel/apartamento/hotel, etc. É bom fazer ao menos um planejamento grosseiro do que se quer fazer em cada cidade, assim, de acordo com a quantidade de atividades fica mais fácil de determinar a permanência em cada uma delas (também sempre dou uma conferida no tripadvisor, pra pegar os conselhos dos mochileiros espertos ;)).

~.Dinheiro

Quanto mais tempo passamos viajando, maiores são os custos. Cada dia a mais, é mais um gasto com acomodação, lanches, almoço, transporte… Tudo isso deve ser levado em conta. Na minha última viagem, documentei todos os gastos diários – tirando a acomodação, que já estava paga- e fiz uma média, para facilitar meu planejamento de despesas para as próximas viagens. Apertando bastante o orçamento, mas sem precisar almoçar fast food, gastei uma média de 23,5 euros por dia com alimentação, transporte, museus e lembrancinhas para mim mesma (importante informar que passei por cidades caras, como Amsterdã e Bruxelas). Considerando o gasto com acomodação em torno de 20 euros, a cada dia a mais que eu decidisse colocar na minha viagem, seriam 43,5 euros a menos para os próximos mochilões. Para economizar e conseguir passar mais dias com menos dinheiro, vale a pena comprar comidas nos mercados e pegar dicas na internet de lugares baratos para se comer, longe dos centros turísticos, onde os locais costumam frequentar.

~. Disposição

Vou começar ilustrando com um exemplo: A primeira vez que tive um break (tipo um recesso) aqui no UK, fiquei doida pra viajar. Queria conhecer tudo de uma vez só e não tinha experiência alguma em mochilões. O break era de 21 dias, então planejei a viagem com exatos 21 dias de duração. Resultado: No meio da viagem eu estava exausta, falida, doente e não aguentava mais cama de hostel, com o agravante que estávamos no meio do inverno, e tudo o que eu queria era voltar para o quentinho da minha casa. Nunca mais fiz mochilão com duração acima de 15 dias, pois já sei que esse é o meu limite e quando passa disso a viagem para mim se torna mais uma obrigação do que diversão.

Claro que o nível de conforto da viagem também interfere muito nesse quesito. Quando é possível ficar em apartamento ou hotel, ao invés de hostel, onde tenho uma estrutura melhor, mais confortável, com máquina para lavar minhas roupas e banheiro privativo, a coisa já melhora e dá vontade de ficar viajando por muito mais tempo. Quando se tem condições de comer bem e descansar direito, o corpo também já não fica tão cansado, o que já ajuda.

Então, meu conselho final é que você planeje suas viagens com calma, dentro de um período de tempo bom, e que dê pra conhecer bem o máximo de lugares possível. Pesquise sempre em blogs e fórums quantos dias as pessoas que estiveram lá recomendam e vá adaptando tudo ao seu modo de viajar. O importante é tudo seja curtido ao máximo durante a viagem que é pra valer a pena mesmo.

Planejando viagens efetivamente – Parte 2: Reservando o hostel.

Planejando viagens efetivamente – Parte 1: Como encontrar passagens baratas.

Grécia: Como planejar a viagem dos sonhos.

Depois que fiz minha (primeira) viagem para a Grécia, muita gente veio me procurar, pedindo dicas e informações de como se virar no local, o que visitar, como chegar, quais os custos, etc. Com isso em mente, achei que seria legal dar uns toques aqui no blog, já que pesquisei bastante antes de montar a minha viagem dos sonhos, e encontrei algumas informações úteis e também tenho minhas próprias dicas que quero compartilhar com vocês.

Pôr-do-Sol em Oia.

Pôr-do-Sol em Oia, Santorini.

Quando ir à Grécia

Recomenda-se visitar a Grécia no período de fim de maio a junho, ou lá pra setembro/outubro, pois o clima é mais ameno, e as ilhas não estão tão cheias de turistas. Eu fui no início de julho e passei 15 dias. Não achei que estivesse tãao cheio assim mas, sim, estava bem quente. Não vou mentir que não gostei, pois estava com saudade de curtir um calorzinho na beira do mar e eu sou de Salvador, né, então, pode botar 40 graus aí que eu aguento…

Como chegar

Pode-se chegar à Grécia por Atenas, em vôos de companhias grandes, ou por algumas das ilhas, em vôos de companhias low cost. Como nas viagens para a Grécia geralmente se visita Atenas e mais algumas das ilhas, eu recomendaria chegar por uma ilha (ou por Atenas), e ir embora por outra, pra evitar ter que voltar para a mesma ilha (ou para Atenas) somente para ir embora. O preço das passagens vai subindo de acordo com a temperatura. Quanto mais “pro meio” do verão, mais caras elas ficam. Ex: comprei a passagem de ida (UK-Grécia) por £53, mas se deixasse pra ir uma semana mais tarde, não encontrava nada abaixo de £170!

Como se movimentar entre as ilhas

Para ir de uma ilha à outra, a melhor opção é pegar o ferry. Existem dois tipos de ferry: um que faz o trajeto em x horas e custa y, e o outro que faz o trajeto em x/2 horas e custa 2y. Como as principais ilhas não ficam tão próximas umas das outras e a viagem, além de ser longa, é uma viagem balançando e sacolejando em cima do mar, eu recomendo fazer um sacrifício e pegar o ferry mais rápido. A passagem custa, em média, uns 50 euros. Os tickets podem ser comprados online e recolhidos no porto, antes do embarque. Alguns sites cobram taxa para fazer a reserva. Comprei por esse aqui, que não cobrava.

OBS: Os ferries da Blue Star não dão direito a assento reservado, tem que sentar pelas cadeiras que ficam no deck. Se o trajeto for muito longo (ex: mais de 10 horas), há a opção de pegar uma cabine, mas tem que pagar a mais.

Ferry na Grécia.

Ferry na Grécia.

Dentro do Ferry.

Dentro do Ferry (assentos reservados).

Quais ilhas visitar

Existem muitas opções de ilhas gregas que são verdadeiros paraísos, com aquelas construções branquinhas e o mar bem azul, mas, infelizmente, não dá pra conhecer todas elas de uma só vez. As mais famosas são Santorini e Mykonos. A primeira é mais romântica e tem umas praias bem exóticas, enquanto a segunda é a ilha da curtição e tem aquelas praias de água tão limpa que parece de mentira. Além dessas, existem outras também conhecidas, com lindas vilas e praias maravilhosas, e que ficam menos cheias de turistas.

Depois de escolher as ilhas, é bom montar a viagem colocando-as em ordem de acordo com o mapa, para fazer tudo em um sentido só, e evitar passar tempo desnecessário no mar. O trajeto que eu fiz foi Creta-Santorini-Mykonos-Atenas-Rhodes. Só voltei pra Rhodes porque a passagem pro UK saindo de lá estava muito mais barata que a de Atenas, mas não recomendo fazer esse trajeto, pois a viagem é muuuito longa (mais de 16 horas) e SUPER desconfortável – a não ser que você tenha dinheiro para reservar a cabine.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Mapa da Grécia com as ilhas gregas.

Como se movimentar dentro das ilhas

Para quem está viajando em grupo – ou mesmo em dupla- pode valer a pena alugar um carro ou ATV (aquelas motinhas invocadas de praia), para poder conhecer mais coisas em menos tempo. Nos centros das ilhas existem várias empresas que alugam carros, e muitas nem pedem a carteira internacional. Os preços variam muito de ilha para ilha.

Apesar da facilidade de alugar carro, andar de ônibus pode sair muito mais barato. O transporte público nas ilhas é até eficiente, e eles intensificam muito nas épocas de abril a outubro, para atender aos turistas. As passagens geralmente custam entre 1,60 a 2,5 euros e também variam bastante de ilha para ilha. Para economizar, o bom é escolher acomodações próximas às estações centrais de ônibus, pois, por serem ilhas, geralmente só há um local onde passam mais de uma opções de destinos. Caso contrário, pode ser necessário sempre pegar mais de um ônibus para chegar ao local desejado.

Quantos dias passar em cada local

Em cada uma das ilhas, pra dar pra aproveitar bastante e com calma, o bom é passar uns 3 dias completos. Já para Atenas, em 2 dias já dá pra conhecer os principais pontos, que ficam todos a uma distância caminhável uns dos outros.

Como economizar nas ilhas

Gente, almoçar uma comidinha gostosa em um restaurante à beira-mar, ouvindo o som da lira não é caro. Pasmem, mas achei os preços iguais aos de um restaurante comum simples nas outras cidades que visitei. Os pratos típicos gregos custam entre 6,5 e 9 euros e são bem deliciosos, vale a pena provar cada um deles. É prática na Grécia colocar o cardápio com os preços grudado do lado de fora do restaurante, assim, você já escolhe mesmo pelo preço e não tem surpresas depois.

Os mercadinhos das ilhas geralmente são bem caros, então é bom procurar onde fica o mercado grande mais próximo e dar um pulinho para comprar bastante água (tap water na Grécia não é bebível) e merendas para passar o dia na praia #farofeira.

O que levar para as ilhas

É bom levar o protetor solar, pois nas ilhas eles custam os olhos da cara. Não leve mais do que uma calça jeans, porque você não vai aguentar usar de tanto calor. Leve ao menos um casaco, pois as vezes venta muito à noite e faz um friozinho. NÃO ESQUECE A CÂMERA, POR FAVOR! E também não vai me esquecer de levar o bikini – a menos que você esteja indo para Mykonos pq aí nem precisa usar nada…

No mais, aproveite bastante a viagem, e confira os relatos detalhados dos lugares que fui:

Atenas, a cidade das oliveiras.

Creta, a primeira ilha grega.

Santorini, a ilha do vulcão e das praias exóticas.

Mykonos, a ilha da liberdade.

Beijos!

Lenita

Um dia em Londres com 15 conto no bolso.

Pela milésima vez, lá fui eu para mais uma day trip to London, gastar os few pounds que me restaram, depois de quase ter ido à falência na Grécia. Como só estarei recuperada financeiramente lá pra outubro, estou tendo que viver com um orçamento bem apertadinho e contar cada penny. Até os Nectar points – programa de fidelidade do supermercado- estão dentro do meu orçamento (já acumulei o equilvalente a £5,13, uhuuu!).

Enfim, o caso é que na semana passada eu e Rafael recebemos visitas do Brasil, e aí fomos passar o dia em Londres para mostrar a cidade a eles. Como Coventry fica a apenas 1h de trem, fomos e voltamos no mesmo dia, assim não teríamos que gastar com acomodação. Para não fugir do meu planejamento financeiro, me determinei a gastar o mínimo possível, mas sem precisar passar fome ou almoçar biscoito. Me permiti, então, gastar 15 pounds e só. O dinheiro deu e deu confortavelmente, por isso decidi fazer uma narração de como foi aqui no blog. Vamos a ela:

SALDO INICIAL: £15,00

Começamos o dia na estação de Euston, onde eu não resisti quando vi a loja da Millie’s cookies, e já fui fazendo uma boquinha, pra enganar o estômago até a hora do almoço, comendo um cookie bem gostoso que me custou 99p.

Cookie eu gosto.

Cookie eu gosto.

Na estação de metrô, compramos o off peak Day Travel Card, que é mais barato que o anytime Day Travel Card. A diferença entre os dois é que com o primeiro, você só pode usar o serviço a partir das 9:30h, por isso ele é mais barato. Ambos permitem a utilização de todos os tipos de transporte público por um dia, até as 4:30 da manhã do dia seguinte. O ticket para usar o transporte foi o maior gasto do dia: £7,30.

Pegamos o metrô para Bayswater e fomos passear no Kensington Garden, já que o tempo estava muito bom, fazendo sol e até um calorzinho de leve. Da última/primeira vez que estivemos lá para um picnic, era inverno ainda então estava muuuito gelado e, já que não dava certo comer de luvas, tivemos que engolir tudo bem rápido,  com uma mão de luva e a outra sem e aí eu entendi porque é que nego não inventa de fazer picnic no inverno :(. Passeamos pelo parque, tiramos fotos do laguinho, tiramos fotos dos cisnes, do Palácio de Kensington e das pessoas dormindo. Quando deu a hora do almoço, enchemos a garrafinha de água no bebedouro e fomos embora.

Cisnes.

Cisnes.

Rainha Vic.

Rainha Vic.

Esquilo.

Esquilo.

Pessoas dormindo.

Pessoas dormindo.

Fomos almoçar em Camden Town, o bairro alternativo de Londres, um dos meus lugares preferidos na cidade. Confesso que eu, que não sou alternativa nem nada, gosto de ir lá mais pela comida. Em Camden dá pra encontrar comida para todos os gostos e comida de tudo que é canto – ok, principalmente comida oriental de tudo que é canto do oriente – e até mesmo (pausa dramática) BRIGADEIRO e BEIJINHO!

Almoçamos por £4,00 em uma das barraquinhas de comida oriental e depois fomos apreciar as esquisitices do local. Camden também é ótima para comprar coisas aleatórias e lembrancinhas para os parentes. Blusas engraçadas, roupas de emo, perucas, sapatos doidos, drogas…Lá se encontra de tudo. Fora as pessoas que frequentam o local, que são uma atração à parte.

Camden Town.

Lojas com decoração 3D em Camden.

Comidaaas.

Comidaaas.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Barracas com umas roupas legais e outras nem tanto.

Antes de ir embora, não podíamos deixar de passar na barraca do Brazuca e garantir o pão de queijo pra mais tarde (£1,20).

SALDO PARCIAL: £15,00 -0,99 -7,30 -4,00 -1,20 =  £1,51

Ainda com muito dinheiro pra gastar, fomos, finalmente, conhecer a Tower Bridge. Digo finalmente, pois já faz sete meses que eu estou aqui, já fui em Londres várias vezes e nunca me dei ao trabalho de pegar o metrô e descer em Tower Hill para conhecer a tal da ponte.

No caminho, paramos em King’s Cross para TENTAR tirar a foto na plataforma 9 3/4, mas a fila de adolescentes zuadentos estava tão grande que a gente combinou com nossos amigos que voltaríamos mais tarde (mesmo sabendo que quem ia voltar mais tarde era o coelho).

Bitch.

Bitch.

Quando começou a anoitecer, chegamos à Tower Bridge. Amei. Achei lindo. Tirei fotos.

London Bridge.

Tower Bridge.

De lá, pegamos ônibus aleatórios (adoro fazer isso em Londres), até que chegamos a Waterloo -ou Westminster, sempre confundo porque os dois começam com ‘W’- onde tirei minhas fotos “semi-profissionais” da London Eye, Big Ben e do parlamento. Ficamos um pouco por lá até dar a hora de ir pra Victoria, pra pegar o buzu de volta pra Coventry, que sairía às 23h.

London Eye *.*

London Eye *.*

Na estação de Victoria, me dei conta que ainda tinha £1,51 sobrando, mas não queria gastar com besteira. Sendo assim, fui no Sainsbury’s da estação de trem e comprei 2L de leite (£1,29) pra trazer pra casa, porque né.

SALDO FINAL: £15,00 -0,99 (cookie) -7,30 (transporte) -4,00 (almoço) -1,20 (pão de queijo) – 1,29 (2 L de leite)=  £0,22

Moral da história: Me diverti em Londres, conheci a Tower Bridge, comi bem, merendei, garanti o leite da semana e ainda saí por cima, com 22 centavos no bolso pra gastar como quiser.

Obs: MENTIRA, voltei pra casa com bem mais dinheiro, pois o meu ticket do transporte só me custou £5,90, porque eu apresentei o meu RailCard na hora da compra. CsFers, fica a dica.

Beijos!

Lenita

Planejando viagens efetivamente – Parte 2: Reservando o hostel.

Passagens compradas, agora é a hora de planejar a acomodação. Se com as passagens o negócio é escolher a mais barata e pronto, com a acomodação a coisa já muda. É importante, sim, economizar ao máximo na estadia, pois esse pode ser o maior dos gastos da viagem, mas é preciso não abrir mão da segurança, higiene e ter ao menos o mínimo de conforto.

Existem diversos tipos de acomodações, e, entre elas, geralmente o hostel é a opção mais barata. Confesso que quando posso, evito ficar em hostel, porque gosto de não precisar dividir banheiro com desconhecidos (poucos hostels tem opção de banheiro privativo por um preço bom) e também fico preocupada em deixar minha mochila à toa enquanto estou rodando na rua, mas alguns são bem agradáveis e até mais legais do que hotéis, por ser uma coisa mais descontraída e ter mais a galera jovem.

Hostel onde me hospedei em Cardiff.

Hostel em Cardiff.

1. Hostel

O hostel, que também pode ser chamado de albergue, é um tipo de acomodação econômica e sem luxos, onde geralmente ficam hospedados jovens e mochileiros. Diferentemente do hotel, quando se reserva a acomodação no hostel, na verdade está se reservando apenas a cama, e o quarto provavelmente será dividido com outros indivíduos. Geralmente, os hosteis oferecem algumas opções de quartos, variando a quantidade de camas e o gênero permitido (só mulheres, só homens ou misto).

Hostel não é tudo a mesma coisa. Longe disso. Tem hostel que parece hotel, tem hostel que parece um barraco na favela. Muitas vezes, por 2 euros de diferença dá pra conseguir trocar um hostel lixo por um bem melhor, e considerando o fato de que vai ser o lugar onde você vai dormir, tomar banho e guardar as suas coisas, acho que o investimento vale a pena.

Vamos às dicas de como escolher e reservar um bom hostel:

Existem alguns sites pelos quais se pode fazer a reserva gratuitamente, sem taxas. O que sempre uso é o Hostelbookers, que cobra 10% do valor da estadia no momento da reserva, mas depois esse valor é debitado no valor total a ser pago diretamente ao hostel no check in.

Depois de entrar no site, o primeiro passo é, obviamente, selecionar o país e a cidade que serão o seu destino, e a data de entrada e saída do hostel.

Hostelbookers

Hostelbookers

Uma lista de hostels vai aparecer na tela. Para ficar mais fácil de escolher, vai em “sort by” e seleciona “shared room price (low to high)”, e a lista agora vai aparecer na ordem do mais barato para o mais caro. Na lateral esquerda também tem uma série de filtros que você pode utilizar para fazer uma busca mais otimizada, de acordo com suas condições e exigências.

Hostelbookers.

Hostelbookers.

Como sua nova lista de hostels está ordenada do mais barato para o mais caro, agora é a hora de ir clicando um por um e avaliar a página do estabelecimento como um todo. Começando pelo “rating” geral, que é baseado nas revisões do pessoal que já ficou hospedado no local. Se o rating estiver abaixo dos 65%, tome cuidado, pois a economia pode não valer a pena.

A localização também é importantíssima. Eu recomendo olhar o endereço no mapa, para conferir se o lugar é bom ou não. Para as cidades com transporte público eficiente, o importante mesmo é ficar próximo a uma estação de metrô/ônibus/tram (exceto para as cidades muito pequenas, em que às vezes um hostel mais central garante que não seja necessário nenhum gasto com transporte). Outro ponto importante são as “facilities” que o local oferece. Free wifi, por exemplo, pra mim, não dá pra dispensar. Nem chuveiro quente 24h no inverno.

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Hostelbookers.

Mesmo que tudo pareça ótimo pra você, não reserve antes de ler as reviews! É importante considerar a opinião de quem já se hospedou no local, dormiu nas camas, usou os banheiros, etc. Uma das reviews do hostel acima, por exemplo, diz que o hostel “é muito longe da cidade, uma hora de viagem e os dormitórios lembram os de uma prisão.” Pontos importantes a se considerar são a localização, a segurança e a limpeza.

Relatei aqui quando quase me ferrei em um hostel em Paris e fui salva pelas reviews.

Hostelbookers.

Hostelbookers.

Depois de escolher o seu hostel, você vai precisar de um cartão de crédito para completar a reserva, pagando 10% do valor total. Caso desista de se hospedar no local, lembre de cancelar a reserva, ou o valor total será cobrado no seu cartão de crédito, quer você apareça ou não.

OBS: Lembre de levar toalha, para não ter que alugar, e cadeado para trancar sua mochila quando for sair pela cidade. Se for precisar de adaptador de tomada, não deixe para comprar no hostel pois geralmente é mais caro. Por prevenção, leve o dinheiro da estadia em cash, pois alguns hostels cobram taxas para aceitar pagamentos com cartão de crédito.

OBS2: Alguns dos perrengues de ficar em hostel e dicas de como alugar apartamento aqui.

Boa sorte nas escolhas!

Planejando viagens efetivamente – Parte 1: Como encontrar passagens baratas.

Planejando viagens efetivamente – Parte 3: Quantos dias a viagem deve durar?

Planejando viagens efetivamente – Parte 1: Como encontrar passagens baratas.

Olá, pessoal!

Como já disse, estou em um período de “férias” da universidade. Não são férias de verdade, pois estou trabalhando no meu projeto de verão, mas como eu só tenho reuniões a cada quinze dias, de vez em quando dá pra fazer umas viagens aqui pela zoropa (e na volta sair desesperada, pesquisando tudo, escrevendo aos montes pra ter resultados a apresentar, hehe).

Quando a gente planeja fazer uma viagem internacional saindo do Brasil, dá vontade de chorar só de pensar nos gastos. Mas aqui na Europa, ir de um país ao outro é muito fácil, rápido e econômico. E também não é necessário muito tempo, em qualquer fim de semana livre é possível dar um pulinho ali na Bélgica e voltar. Fazendo o balanço do primeiro semestre, já conheci 10 países! Até antes de 2013 eu nunca tinha feito uma viagem internacional na vida, e agora eu já me sinto a expert nas manhas das viagens econômicas.

Então, pra fazer bom uso de todo esse conhecimento extraordinário, resolvi escrever um guia de como montar viagens, de modo que elas sejam baratas, mas não menos agradáveis. Hoje vamos começar pelas passagens.

1. Passagens de avião

O melhor site para pesquisar passagens de avião é o Skyscanner. O site faz buscas entre as companhias aéreas mais baratas, com vôos entre países de toda a Europa e possibilita pesquisas bem flexíveis, o que é muito bom para quem não se importa em adiar/antecipar a viagem em alguns dias ou semanas pra poder dar uma economizada boa. O site não cobra taxas, mas as vezes ele mostra um valor ligeiramente diferente do real (+ ou – 2 pounds) só que aí quando vc clica, ele te direciona para o site da própria empresa, então dá no mesmo.

Uma breve explicação de como usar:

Na barra de busca do site, você vai colocar o lugar de onde você está saindo. Nunca comece a pesquisa colocando logo o aeroporto mais próximo. Bota só o país mesmo que aí a busca vai pegar realmente os vôos mais baratos, e pode ser que valha a pena sair de um aeroporto mais distante, e combinando o valor do transporte+vôo saia bem mais em conta.

Para quem tem uma lista longa de lugares pra conhecer, a dica é colocar “Everywhere” no destino e depois escolher o local pelo mais barato que aparecer na lista.

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Skyscanner

Na hora de escolher as datas, se você tiver flexibilidade, pode escolher as opções “in a week”, “whole month” ou até “whole year”, e depois escolher a data que sair mais barata e conveniente para você.

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Skyscanner

O site vai mostrar uma lista de países e os preços das passagens. Colocando o mouse em cima, ele mostra os detalhes do vôo (de qual cidade sai, pra onde vai e qual a data).

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Skyscanner

Depois de selecionar a cidade, o Skyscanner vai mostrar uns gráficos, com todos os preços das passagens de acordo com as datas, tanto de ida, quanto de volta.

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Skyscanner

Pronto, depois disso é só clicar em “select” e aí o Skyscanner vai direcionar para o site da companhia aérea, onde você vai fazer a compra com o cartão de crédito.

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Skyscanner

*Sobre as companhias aéreas:

Acho importante fazer algumas considerações sobre as companhias aéreas que oferecem os vôos mais baratos da Europa, que é pra ninguém se assustar depois de comprar as passagens. As empresas que conheço são Easyjet, Wizz Air, Vueling, Thomson Flights e, é claro, Ryanair. Todas elas tem políticas bem parecidas, e é necessário cumprir com todas as exigências deles, ou podem implicar pesadas multas.

Bagagem

Não é permitido bagagem de porão, se quiser despachar mala, tem que pagar mais caro. Só é permitida uma bagagem de mão, que tem que estar dentro das dimensões e peso estipulados pela empresa. A Ryanair, por exemplo, permite bagagem com 55x40x20cm e no máximo 10Kg. No vôo para a Grécia, com a Thomson Flights, tive que levar uma mala com míseros 5Kg, para passar 15 dias! Já pela Easyjet (que é a menos pior das empresas econômicas), contanto que a mala esteja nas dimensões estipuladas, pode levar o peso que quiser.

A gaiola da verdade da Ryanair.

A gaiola da verdade da Ryanair.

Algumas empresas realmente medem todas as malas (tem que caber dentro de uma gaiola de metal) e pesam. Se a mala não couber/estiver mais pesada, é necessário despachar a mala e pagar uma pesada multa (Ryanair=£50 ou euros, dependendo da moeda local). Algumas empresas cobram a multa, e ainda combram mais multa em cima de cada Kg ultrapassado. Não vale a pena arriscar, tem que seguir as regras.

Check In

A maioria das empresas solicitam que você faça o check in online e imprima o cartão de embarque. Caso contrário: MULTA.

Algumas empresas não permitem a escolha de assentos no check in, ou seja: Tem que entrar correndo no avião pra pegar lugares combinados.

Aeroportos

Muitos dos vôos dessas empresas saem de aeroportos pequenos e meio distantes da cidade de destino, por isso é importante pesquisar antes qual o meio de transporte que leva do aeroporto ao centro da cidade e quanto custa, para ver se a passagem vai sair mesmo barata ou não.

Comida

Não tem lanche nem água inclusos, tudo tem que pagar (uma garrafinha pequena de água na Rayanair custa 3 euros, 9 reais!). Fora isso, eles ainda ficam vendendo mil coisas dentro do avião, de perfumes a ursinhos, passando com carrinho toda hora e anunciando produtos, parece mais uma feira livre.

2. Passagens de ônibus

Ás vezes, quando os vôos estão muito caros, vale a pena dar uma olhada nas passagens de ônibus também, ainda que seja uma viagem mais demorada. A opção de ônibus mais barata é o Megabus, que roda uma parte da Europa. O Megabus é realmente muito barato. Dá pra comprar passagens Londres-Paris por menos de £20! Mas também, é super desconfortável. Já fui de Megabus pra Cardiff, uma viagem de 4h, e achei realmente muito ruim e apertado, imagina pegar uma viagem de mais de 10h…

Outra opção é a National Express, que também roda pela Europa, tem ônibus mais confortáveis e o preço às vezes é até parecido com o do Megabus.

Quanto às passagens de trem, não tenho muito o que falar pois nunca viajei pra fora do UK. Sempre quando eu pesquisava, achava um absurdo de caro o Eurostar, mas aí um dia desses encontrei uma passagem pra Bruxelas por 66 pounds! Achei o preço ótimo, apesar de preferir pagar bem menos e ir de ônibus por conta de minhas condições financeiras atuais, mas a viagem é bem mais confortável e leva umas 9 horas a menos que de bus.

Bom, por hoje é só, mas o guia continua. Se você tiver mais dicas de como economizar com passagens, por favor, compartilhe conosco nos comentários!

Beijos!

Lenita

Planejando viagens efetivamente – Parte 2: Reservando o hostel.

Planejando viagens efetivamente – Parte 3: Quantos dias a viagem deve durar?

Cheguei no UK. E agora?

Olá, pessoal!

Esse é um guia rápido com algumas dicas pra quem tá chegando por agora no UK. Sei que o momento logo antes da vinda pode ser de muita ansiedade, então coloquei aqui algumas informações que acho que podem passar mais segurança pra vocês. Tudo o que escrevi aqui foi baseado em minhas experiências pessoais de quando cheguei. Se quiserem, podem perguntar nos comentários que eu respondo rapidinho, prometo. Vamos ao que interessa:

1. Imigração

A primeira coisa que você vai ter que fazer logo depois de aterrissar, antes mesmo de pegar suas malas, é passar pela imigração. Quando sair do avião, vá logo se adiantando pra ser um dos primeiros a chegar na fila da imigração, ou você pode esperar por muito tempo antes de ter seu passaporte carimbado. Você vai ter que preencher um formulário com algumas informações suas para entregar ao oficial da imigração (preencher na fila mesmo, antes de ser chamado), algumas companhias aéreas disponibilizam esses formulários no avião mesmo, pra dar pra preencher com calma antes de aterrissar. Essa chatice vai se repetir todas as vezes que você sair do UK e voltar, não importando de onde você está vindo. Os formulários ficam espalhados em uma ou mais prateleiras próximas à fila, onde eles também disponibilizam canetas (às vezes não tem canetas suficientes, então traga a sua na bolsa). Segue uma foto do formulário, hipoteticamente preenchido. Como vocês podem ver, não tem segredo.

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Formulário de Imigrantes do UK.

Na hora que o carinha chamar no balcão, você provavelmente terá que apresentar o formulário, o CAS, e, é claro, o seu passaporte com o visto. Não precisa ficar nervoso, lembre-se que você já tem o visto, o que significa que eles analisaram toda a sua vida anteriormente e já te deram a permissão para entrar no país. Basicamente, eles só querem saber se você é você mesmo. Na minha vez eles me perguntaram qual era a minha profissão, o que eu estudava, onde eu ia estudar, quando começavam as minhas aulas, quando terminariam as minhas aulas, pediram o meu CAS, registraram os meus dedinhos e pronto.

Lembre-se de trazer na sua mala de mão todos os seus documentos, cartões de crédito/débito, e o que mais você considerar importante pra sua vida. Extravio de malas é algo muito comum (ex: só tive acesso à minha mala 6 dias depois de chegar em Coventry), então fique ligado.

2. Cheguei em Londres, mas quero ir direto para a minha cidade, comofaz?

Você vai ter que pegar um trem ou ônibus para ir pra seja.lá.qual.for.o.buraco.onde.você.vai.se.enfiar.por.um.ano. Eu não aconselho comprar com antecedência, pois só Jesus sabe os atrasos que podem acontecer nas conexões de vôo, mas se você quiser comprar, porque já quer chegar arrasando na economia, seguem os sites de compra:

O BUS você compra no site da National Express.

O TREM você compra no site da National Rail.

Considerando a demora na imigração e na hora de pegar as bagagens, com mais uma margem de segurança pro caso de um dos vôos atrasar, eu aconselho deixar umas 3 horas entre a aterrissagem e o horário do trem/ônibus. A maioria dos aeroportos de Londres tem wifi grátis, então o tempo vai passar e você nem vai notar (mandar mensagem pelo face pra mãe, pai, vó, tia, amor-da-minha-vida, amigos, etc.).

Para ter desconto nas duas empresas, você precisa: 1. Ser jovem (16-25 anos) E/OU 2. Ser estudante.

Se você for jovem, antes mesmo da matrícula na universidade, já dá pra ter o Railcard (pra trem), e o Coachcard (pra ônibus). Os dois cartões dão desconto de 1/3 no valor da passagem, e podem ser feitos em qualquer estação, no balcão onde vendem os tickets ou pela internet mesmo. Você só precisa do seu passaporte em mãos e dindin pra pagar (no caso do Railcard precisa de uma foto padrão passaporte também). O Coachcard custa 10 pounds e o Railcard custa 28 pounds.

Se você for nem-tão-jovem, você vai precisar de algum comprovante (carteirinha de estudante NUS) pra fazer o Coachcard e pra fazer o Railcard vai precisar preencher um formulário lá e carimbar na universidade, então aí só depois da matrícula mesmo.

A maioria dos aeroportos tem estação de trem e de ônibus. Heathrow não tem, mas como ele é praticamente dentro de Londres, é só pegar o metrô na estação do aeroporto mesmo e ir pra Euston (se for pegar o trem) ou Victoria (se for pegar o coach).

3. Quero passar uns dias em Londres, antes de ir pra minha cidade. Dicas?

Se você aterrissar em Heathrow, é só pegar o metrô (tem estação no aeroporto mesmo) e você já sai dentro da cidade. O metrô de londres é dividido em 6 zonas. Heathrow fica na zona 6, e você provavelmente vai querer ir pra zona 1 ou 2, que são as partes turísticas, então você tem que comprar o single ticket (só ida) que te permita andar por essas zonas. Para passear por Londres, você pode comprar o Day Travelcard das zonas 1 e 2 (8.8 pounds), ou o 7 Day Travelcard das zonas 1 e 2 (30.40 pounds, vale se for ficar por mais de 3 dias). O Travelcard permite a utilização de qualquer meio de transporte público da cidade, do dia de validação do cartão, até as 4:30h da manhã do dia seguinte.

Se você aterrissar em outro aeroporto, vai ter que pegar um coach ou trem pra Londres.

Como você provavelmente vai chegar com malas, procure por um hostel com lock rooms, pra poder deixar as malas trancadas em um armário e aproveitar a cidade de cabeça tranquila.

4. Dinheiro

Nos aeroportos facilmente se encontram máquinas de sacar dinheiro dos VTMs. Não acho que seja necessário trazer dinheiro em papel, pois acho que eles só pedem pra mostrar o dinheiro na imigração quando é turista (não sei de ninguém daqui que precisou mostrar dinheiro), mas se você quiser se garantir, imprime o extrato do VTM e traz junto com os demais documentos. Não esquece de decorar/anotar a senha do VTM (como eu fiz, hehe).

Fiz meus VTMs de libra e euro com o Banco Rendimento, que é de Recife. Fiz tudo pela internet e recebi os cartões pelo correio bem rapidinho. Acho bom fazer o VTM de euro também, pra colocar o dinheiro das futuras viagens. Vale a pena deixar uma parte do dinheiro na conta do Brasil e ficar esperando cair o euro pra carregar o cartão.

5. Comunicação

Uma vez no UK, pra se comunicar com os amigos daqui e pra usar internet 3G, você pode escolher entre uma série de operadoras de telefonia com cobertura boa. A primeira operadora que eu usei foi a Three, mas logo depois eu mudei pra Giff Gaff, pois a internet era melhor, as “Goodybags” (pacote com internet+ligações+SMS) eram mais baratas e o pessoal todo tava usando também. Não tive nenhum problema com a Giff Gaff até agora, só alegrias.

Pago cerca de 12.50 pounds por mês pra ter internet ilimitada, SMS e ligações à vontade de Giff Gaff pra Giff Gaff.

Pra ligar pro Brasil o bom é ter um chip da Lebara. Com 10 pounds já dá pra falar um bocado com a família por um bom tempo.

6. Registro na Polícia

Em até uma semana depois da chegada no UK, é necessário se apresentar na polícia, em um “register office”, com seu passaporte e duas fotos de passaporte em mãos. Ah, e 34 pounds pra pagar a taxa. Atenção: eles não aceitam notas de 50 pounds, God only knows why.

Pelo que li no site da polícia do West Midlands (região de Coventry), é possível se registrar em um register office fora da sua área, mas aí depois você vai ter que ir lá no da sua área e meio que fazer tudo de novo (levar foto, preencher formulário, etc) então não vale a pena. Não consegui encontrar um site confiável onde dê pra pesquisar os register offices do UK, pra vocês saberem se na cidade de vocês tem, ou se tem que ir pra uma cidade próxima (aqui em Coventry não tem, quem chega precisa ir pra Birmingham se registrar), mas provavelmente perguntando na universidade eles saibam informar.

Obs: Não sei o porquê, mas especialmente no meu visto não veio escrito que eu precisava me registrar, então eu não precisei. Dê uma olhada no visto pra ver se você precisa mesmo, antes de se preocupar com isso.

Sejam bem vindos ao UK e boa sorte! 🙂 🙂 🙂

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Bem vindos à terra da Rainha!

Espero ter ajudado vocês. Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar nos comentários mesmo.

Se quiserem saber mais um pouco, fiz esse post também falando mais sobre o custo de vida aqui, dicas pra economizar, dentre outras coisas.

Beijos!

Lenita